Cheira a muito dinheiro e eles pelam-se pela Descentralização. Batem-se com unhas e dentes afiados, para que ela se faça e vá por diante. Até têm apoio de quem devia analisar mais e melhor os comportamentos que eles, os autarcas, trazem no currículo, e na ganância. Alguns média, também alinham ao lado de tais gestores da coisa pública, que enriquecem da noite para o dia desde a tomada de Posse até à cadeira dos Paços Municipais. Eles têm clientela que desespera e quer ser satisfeita por tal transferência de competências e dos cifrões chorudos. Não pedem trabalho. Eles têm a família para alimentar, engordar e reerguer-lhes as casas abandonadas e agora de férias. Andam por lá, pelos Paços, mulher, os filhos, cunhados, sobrinhos, empreiteiros, malta amiga e das tainadas. É preciso, é urgente, que o Governo desbloqueie e aprove a legislação que está a adiar o processo, pai de todos os embolsamentos previsíveis e costumados. Tratar do mato e das vias, das ervas daninhas nos arruamentos, dos candeeiros apagados, da sinalização urbana, transportes internos, dos sanitários públicos, dos riachos conspurcados, das rampas para deficientes, da manutenção dos bairros, dos jardins enfezados pelos cães, dos etc. esquecidos, disso eles não querem saber. Eles querem é, os volumosos orçamentos que a descentralização de competências do Estado garantem, para eles repartirem por e como entenderem. Não estamos enganados. A história é pródiga em práticas tais. Querem um lista, que não mais acaba? O país vai continuar a arder. Siga!
(12.09)
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