terça-feira, 31 de julho de 2018

Notícia!

Notícia. "Um homem matou o vizinho por este estar a fazer barulho às tantas da noite". O barulho incomoda sem dúvida. Quem labora de noite precisa de descansar de dia e quem trabalha de dia necessita descansar de noite. Um homem não é de ferro. Mas quem nada faz, ou só está folgado para festas e noitadas, dispensa-se de pensar nos outros. Os que produzem no campo e na fábrica, para ele poder andar à grande e à francesa, entre o baile e a bebedeira. Para estes gaiteiros, não há velhos doentes, não existem crianças de berço com a mãe à cabeceira a medir o febre, nem em idade escolar, nem os que  padecem novos e velhos com preocupações de por os cabelos em pé, e operários que regressam a casa para descansar na paz do sono merecido. Há culpados, apesar de haver legislação que define locais e horas para produzir balbúrdia. Leis ocas e incumpridas. Agentes da autoridade, também eles sob fadiga, fazem de conta que não ouvem, e só actuam quando chamados a intervir, ou dominados pelo edital. Casos que originam violência, em família, no prédio, ou em espectáculo, por efeitos da acumulação do ruído imprudente que endoidece. É o pai que não aguenta, é o polícia que se impacienta, e perdem ambos os limites da tolerância do comportamento aconselhado. Os tempos vão de feição aos que nada fazem, mas a quem tudo é permitido. Entre os culpados e promotores de tal violência são as autarquias, que licenciam festivais da treta, dias de forró para tudo e mais alguma coisa. Eles querem é movida nocturna. Ora é o dia das motas, seguido dos carros antigos, ora o das noites brancas, da t-shirt molhada, dos emigrantes, do avós, dos santos populares segundo o calendário vasto, da prova dos vinhos e da francesinha. etc. não faltando o respectivo foguetório que dura até ao último estouro do derradeiro segundo, já a noite se faz dia e a última nota do folclore emudece no ar. Autarquias geridas por personagens que não são nem vivem na localidade, e se afastam para longe de tais palcos. Paraquedistas, alguns. Os residentes e indígenas que se amanhem, e se não estão bem que arranjem acampamento mais ao largo, sem festa. Descuram a violência que rebenta a qualquer momento e em qualquer lugar, que originam lamentos ridículos a seguir, tais como, "ninguém esperava uma coisa destas". Pois é. Mas acontecem dessas coisas e piores desavenças. Há governos que precisam com urgência de uma Administração Interna activa, que regulamente estes abusos, que se arrogam de modernos e que, julgam, fazem felizes a gente acomodada e incapaz de se levantar e mandar calar o bico a quem só sabe parasitar e viver entre o pagode. Notícia - "um homem cansado, talvez doente, não aguentou mais o barulho repetido, e matou quem lhe roubava a paz e o pão, que ele trazia para casa, fruto do seu trabalho". Reprovável? Talvez sim. Perguntem aos presidentes como evitar tais tragédias. Eles habitam no sossego e têm resposta ponderada e calma, com certeza!*

-*(in JN.crtdo14/08)

                                                         

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Momentos brancos de escrita chocha


Momentos brancos de escrita chocha

- Os tempos não vão para escrita controversa ou polémica. Quem ousar erguer a pena contra os costumes, desalinhar dos assuntos dominantes e que fazem as capas dos diários, é arquivado no fundo do balde dos critérios, com rodas esquinadas em direcção ao contentor colorido e selectivo, ao fechar do dia, pela noite na rua escura. As redacções não estão ao dispor da palavra livre. Barricam as letras provocantes que teimam serem palavras mordazes, agressivas, que acordam causas e factos inconvenientes. Os jornais do dia atarefam-se em calar as vozes e abafar os sonhos que as palavras levam dentro propositadamente como armas. Eles fazem das folhas de papel do jornal em que trabalham, o seu testamento, os seu livro de doutrina. Pior. A sua verdade. Cuidam que são memória geral, histórica, para, mais que servir o povo ferido de cegueira, guiá-lo. Trazer-lo manipulado, atado, confundido às escuras por falta do contraditório. De luz independente. 
Os jornais não gostam de quem sai fora do correctinho. Da prática que a casa impõem. A liberdade de expressão, é uma expressão gasta e pouco livre. O autor só não é proscrito, porque é anónimo, não consta da lista dos escribas da casa que detêm a coluna especial. Aquela que julgam ser por quem todos esperam. Também a dos amigos e eleitos ou convidados, quase residentes. Os compinchas. Os que não passam da futilidade e aonde registam apenas os seus arrotos. Os jornais estão ao dispor da família, em que cada um conforta o outro. Mas os tempos estão difíceis. Para eles ainda mais, quando se comportam como tesouras. E nós como silenciados!

- (hoje 26-07 no DN.madª)

Momentos brancos de escrita chocha

26 JUL 2018 / 02:00 H.
    Os tempos não vão para escrita controversa ou polémica. Quem ousar erguer a pena contra os costumes, desalinhar dos assuntos dominantes e que fazem as capas dos diários, é arquivado no fundo do balde dos critérios, com rodas esquinadas em direcção ao contentor colorido e selectivo, ao fechar do dia, pela noite na rua escura. As redacções não estão ao dispor da palavra livre. Barricam as letras provocantes que teimam serem palavras mordazes, agressivas, que acordam causas e factos inconvenientes. Os jornais do dia atarefam-se em calar as vozes e abafar os sonhos que as palavras levam dentro propositadamente como armas. Eles fazem das folhas de papel do jornal em que trabalham, o seu testamento, o seu livro de doutrina. Pior. A sua verdade. Cuidam que são memória geral, histórica, para, mais que servir o povo ferido de cegueira, guiá-lo. Trazer-lo manipulado, atado, confundido às escuras por falta do contraditório. De luz independente.
    Os jornais não gostam de quem sai fora do correctinho. Da prática que a casa impõem. A liberdade de expressão, é uma expressão gasta e pouco livre. O autor só não é proscrito, porque é anónimo, não consta da lista dos escribas da casa que detêm a coluna especial. Aquela que julgam ser por quem todos esperam. Também a dos amigos e eleitos ou convidados, quase residentes. Os compinchas. Os que não passam da futilidade e aonde registam apenas os seus arrotos. Os jornais estão ao dispor da família, em que cada um conforta o outro. Mas os tempos estão difíceis. Para eles ainda mais, quando se comportam como tesouras. E nós como silenciados!
    Joaquim A. Moura
     
      
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    terça-feira, 24 de julho de 2018

    Perguntar não ofende!

    - Qual será a razão para que a cidade do Porto, que ao que dizem os sábios, dela saiu o nome, Portugal, não é capaz de a tornar notável, sem andar constantemente e ano após ano, a queixar-se de Lisboa e do poder central, numa atitude que apenas reflecte da parte do seu executivo autárquico, falta de iniciativa, incompetência, frustração, inveja, com um presidente, que outra coisa não faz se não reivindicar ao governo meios e meios, até um todo, para poder mostrar trabalho e obra, como por exemplo, Amarante - cidade com apenas 12 mil habitantes, que realiza um Festival soberbo, de Arte e Cultura, já internacional, e que não beneficia do apoio de nenhum jornal de referência, para se impor, e que é um verdadeiro MIMO, e o maior evento a norte e dos melhores do país? Qual a razão para que o autarca da Invicta só reclame, julgando-se protagonista ouvido e achado, se apenas é capaz de um herdado são João do manjerico, que não passa de fogo de artifício e gente aos magotes a olhar o balão, e empurrarem-se ao som de martelo feito de plástico maldito, sem semelhança com o stº António das Marchas e dos bairros que lhe dão vida e cor, e onde até a sardinha tem mais poesia e melhor cheiro? Que culpa tem o país de ter à frente dos destinos das suas terras, eleitos sem imaginação e criatividade, para fazer mais e melhor sem protesto, no intuito que outros lhes façam o que a eles diz respeito? Amarante é a prova maior, de que quem quer e ama a sua gente, faz e não perde tempo a pedir mais descentralização, mais agências de medicamento, e sobretudo mais dinheiro. Deixamos um conselho ao presidente da CMPorto - vá tratar da dor que o consome, e leve o seu pactuado jornal consigo, para dar notícia dos efeitos dos cuidados a que se submete, já que sobre o Festival da Princesa do Tãmega - MIMO- poucas linhas pôs à sua disposição tal diário. Diz o povo e com razão:- "quem quer bolota, trepa"!

    sexta-feira, 20 de julho de 2018

    Pela verdade


    - A Verdade, a alguns jornais, arde-lhes como carvão incandescente, quando entra aos gritos pela suas redacções. Como lava escaldante. Incendiária. Os "leitores e escritores de cartas", enviam avisos com tempo, sobre o que pode acontecer com práticas oficiais, governamentais, administrativas, com o intuito de assentar justiça e reparar o mal e repor o bem, que alguns episódios funestos provocam ao povo - as populações. As redacções dos jornais, alguns, preferem fazer notícia de um cheque gorjeta qualquer, de trapaceiro ou meio vadio, da quantidade de camisolas vendidas por uma marca e atribuí-la a um clube e a um intérprete, falsamente, do bronze daquela de bum-bum kardashiano, da amante de um pato qualquer, do que publicar uma carta de alerta para a possibilidade de fraude na atribuição de indemnizações por haveres perdidos, para reerguer um país queimado, destruído pelos fogos. Podia e devia darem-se ao trabalho, se quisessem ser jornal sério, e não folhetim bloqueador, alienante, de ler e publicar o que lhe caiu na bancada por altura dos incêndios criminosos e dos desvios que os subsídios generosos, iam ter, do aproveitamento e da corrupção na sua aplicação pelas entidades dessas localidades flageladas. Sabemos o que as redacções gastam, mas mesmo assim teimamos em dizer aquilo e só o que pensamos ser a verdade, sem medo de ir parar aos destroços ou ao caixote das cinzas dos critérios redactoriais. Confirmamos quase sempre que acabamos por acertar na mouche e ter mais do que, certeza. A razão. Basta ir ao arquivo e repescar as "cartas" denunciadoras dos abusos descritos, enviadas, assim pejorativamente denominadas. Nós avisamos. Os jornais, alguns, ignoraram-nas, mas eu não baixo a chama nem assobio para o lado, depois de por uma pedra por cima de tal assunto - grave, e à boa maneira do chico-esperto português! *

    -*(pbcd.JN.06.09/trcdo)

    quarta-feira, 18 de julho de 2018

    (In)conformismo

    - Há uma espécie, ou melhor, há um género de homens, que não aceitam a idade que têm, recusam assumir a velhice, e por todos os meios tentam enganarem-se e aos outros. A idade biológica é a que é, e por vezes o registo na Conservatória Civil é que não corresponde à verdade. Por vezes os progenitores não cumprem a Lei, e registam os filhos tardiamente, com data de nascimento falsificada. Dá isto em ter-se uma idade mais avançada daquela que apresenta o cartão de cidadão que nos arquivou. Também há uma idade psíquica, que é a que julgamos sentir e que não se conjuga com os anteriores registos. Encontramos assim um coisa parecida com, bem-estar. Às vezes perguntam a uns certos patuscos, já com ares de avós, que idade têm, e eles respondem, "56, quando na verdade têm 65". Outros dizem, "46, mas ao contrário". Julgam que são engraçados e que fazem piada entre os próximos, que logo riem em coro despregado só para serem amáveis. Acontece tais casos em cenas diversas, de palcos espalhados pelo mundo, e se mete mulheres a coisa piora. Um destes episódios deu-se em Turim, quando na apresentação à turba, com lentes apontadas que também registam tempo e factos, de um rapaz, aconselhado e agenciado, julgando ter êxito antes do tempo de prova, traumatizado pelo sentimento de velhice da qual teme ser já tomado, disse, entre uma matreira ingenuidade e uma operação apalhaçada, e sem que lhe perguntassem, que tinha 23 anos, corrigindo com suposta graça de quem se enganou, para 33. O salão entusiasmado, logo soltou risada, e "quase gritou - aí cristianiiim" - pois o engraçadinho dava mostras de ter estudado a lição encomendada, e fez com que os média escarrapachassem o episódio como coisa inspirada e vinda do além. Os sóbrios e avisados sabem e a mãe-natureza também, que não é assim que as coisas acontecem, mas que uma geringonça activa e afinada é capa de produzir, e fazê-la rolar até que o reumatismo tome dela conta, sem dó nem remédio!*

    -*(pubcdºquinzºregl,"IMEDIATO"-20.07)

    segunda-feira, 16 de julho de 2018

    Croácia ganha!

    - ..talvez o Marcelo leia este blog, ou alguém lhe transmita a notícia!


    Kolinda Grabar-Kitarovic, tem 50 anos, é loira e bonita, e a primeira mulher a assumir o cargo de presidente da Croácia. Para além disso, é uma adepta fervorosa de futebol, tendo acompanhado in loco todo o percurso da seleção do seu país, que este domingo ficou em segundo lugar no Mundial da Rússia 2018, depois de ter perdido por 4 a 2 a final frente à França.
    A viagem fê-la a título particular, por isso, meteu folgas, descontou os dias fora do trabalho do seu ordenado e ainda viajou num voo comercial, tendo pagado os bilhetes do seu bolso, como conta a BBC Brasil .
    Kolinda partilhou a imagem em que aparece no avião ao lado de vários adeptos, com a legenda "vamos para a vitória". 

    sábado, 14 de julho de 2018

    Capa de jornal

    . (Comentário)
    cervejabem praia natureza biquinis e mulheres 37 Praia, Natureza, Biquinis e Mulheres

    - De acordo com a notícia que faz a 1ª págª do jornal, o Algarve já não está assim tão "All". As alemãs, holandesas e as inglesas procuram novas hot beaches, e aventuras noutros areais e exotismos relaxantes com cerveja e mais batuque. Cremos que isto está a acontecer, porque zézé camarinha se aposentou. É o que consta por aqui, junto à minha barraca. Com esta crise de estação em topless, os portugueses ganham espaço, embora percam boas vistas.  Nada preocupante, excepto para o Elidérico e para o Desidério, que espreitavam umas férias mais ricas!

    sexta-feira, 13 de julho de 2018

    Natalidade




    Natalidade

    13 JUL 2018 / 02:00 H.








      O que as estatísticas não dizem, sobre nascimentos de bebés e falecimentos da população, é que na região Porto se ganha menos salário do que na região Lisboa. Base do agravamento acentuado de outras variantes que têm a ver com a qualidade de vida a que se acede ou nos proporciona. O que os dados do Instituto Nacional de Saúde (INSA) parece querer denunciar é que a norte, se fura menos, que no sul, quando se pensava que em Lisboa eram todos uns pastéis de belém, e no Porto até das tripas se esticava para fazer meninos. Indica o estudo do INSA, que já os imigrantes estão a corresponder e a tomar conta do terreno, ajudados pelas benesses que lhes são favoráveis, o que aos nativos lusos lhes são dificultadas. Os óbitos, também crescem, porque os idosos com idade abaixo da “inventada” projecção da esperança de vida, sofrem mais do que rezam os demógrafos académicos, quando olham para o valor das suas reformas, sempre retardadas, e deambulam cabisbaixos por centros comerciais, praças e jardins, a varrer o chão com o olhar frágil, à procura de algum centimozinho que embarateça o pão. Isolam-se e apagam-se sem ai nem ui, e sem que se dê pela falta deles durante dias. Os estudos apresentados agora, destroem a ideia de que a virilidade e a testosterona procriadora estava ancorada no Porto, e que em Lisboa aquela malta apenas se entretinha pelo CCB, Parque das Nações, por Alvalade do Bruno, a ópera no S.Carlos, Teatro Nacional D. MariaII, o Zoológico, e pelo Infarmed, aproveitando ainda os últimos dias da Pastelaria Suíça. Como eu andava enganado. Bem. Vou ali ver se encontro uma “turista subsidiada” que esteja a fim de. Mas com cuidado, não me vá eu estampar e ir desta para melhor, aumentando o número de falecimentos, sem praticar nenhum esforço para deixar rebento, com umas orelhas que se pareçam com as minhas!*

      -*(hoje no DN.madª)
      -*(tb.DTK.16-07)
      - *(versão JN29/07-"Como eu estava enganado)

      segunda-feira, 9 de julho de 2018

      A gruta dos javalis

                                                                  


      Na gruta dos javalis

      10 JUL 2018 / 02:00 H.






        A conta gotas eles vão sendo salvos e a conta gotas eu vou ficando mais feliz. A água ameaçadora parece não ser suficiente para assustar os homens valentes que entram pela gruta de Chiang Rai, para os resgatar, do inferno onde os corajosos rapazes se reuniram para ganharem o jogo de vida ou de morte. Agora o verdadeiro Mundial, decorre na Tailândia e todo o Mundo tem na varanda e no coração uma bandeira dos Wild Boars. Lá naquelas trevas, esconde-se o Cavaleiro e a Morte. Desta vez há de vencer o Cavaleiro, pois Deus os acompanha e os protege, já que Ele também nasceu numa gruta e dela soube salvar-se. Por estes dias, somos todos milhões de javalis, cheios de fé e de esperança!
        -*(hoje no DNmadª)
        -*(pubcdo in DTK.10-07)



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