terça-feira, 26 de junho de 2018
Prestação - Rússia 2018
- Ele não sabe jogar à Bola. Isto é - Futebol. Ele não é nenhum Messi, Maradona, Platini, Zizou, Garrincha, Pelé, Eusébio, Di Stefano, Hagi, Ronaldinho Gaúcho, Rivelino, Tostão, Rudy Gullit, e umas centenas mais. Ele só é falado por marcar um ror de penaltis e outros golos quando a bola sobra, antes de não ter ido parar à bancada. Ou seja. Jogou o costume, que é o mesmo que dizer - jogou o que sabe. Mas este tipo de prestação, não é relevada, e até é escamoteada, ou definida como azar em dia de pouca inspiração. Qualquer coisa que o rapaz faça, gesto ou olhar que lance para a bancada e para os fotógrafos e câmaras, que ele sabe "irão" correr Terra, mais do que na relva e areia, será notícia a ouro e prata, e nunca tratada com verdade e rigor. Há submissão nas redacções ao caroço do rapaz do duplo busto, pregado junto ao cais ilhéu, de voos sobre o oceano. Os comentadores vêem em tudo que ele suba ou desça, avance ou recue, uma coisa de outro mundo. Até por não fazer nada, tal ausência de obra, é motivo de parangonas e títulos feitos à medida. Se a proeza é a asneira e o mau desempenho, isso para os reporteiros e até presidentes do povo salivado, é matéria de enaltecimento superior. O rapaz faça o que fizer ou não faça, é sempre motivo para ser apelidado de o "melhor do mundo". Frase encomendada e recomendada, repetir, sempre que a ele se refiram. Estamos em Portugal, promontório de onde se vê que a Rússia está a ficar mais longe!
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