quinta-feira, 7 de junho de 2018

Ir a jogo

- Tenho que refinar a minha escrita e dar novo sentido conjugado com o tempo, ao verbo. Deixar de ser acutilante e agressivo quanto o Bruno do burnout verde, demonstra ser que nem leão. A minha linguagem não cai bem na redacção dos diários, e sou atirado para o banco dos excedentários, ou para a prateleira. Devo por questões tácticas, aproximar-me da trilogia célebre dos 3 efes - Fado, Futebol e Fátima, se quero que a minha escrita faça parte em algum lugar, mesmo feito de papel. Ir na toada, é o que está a dar como nunca. Os governantes austeros do antes, que foi combatido no depois, eram uns anjinhos aprendizes, à beira dos de hoje. Nunca tanto fado, nem futebol, nem missas e padres, incluindo as do SLB, foram a matéria do dia, a consumição das massas, o passatempo privilegiado do povo como hoje passou a ser e se impôs por todos os meios. A promiscuidade e os apoios a esta vertente de comportamento, chega-nos de onde menos se esperava. Até um crítico de ontem é hoje um ferrenho adepto de tal trilogia e vai a todas. Mas como se não bastasse, leva com ele por toda a parte, um executivo animado e até enfeitado a rigor desde o pescoço encachecolado. Somos todos 3 efes à força. Integraram-nos ao pontapé, na Selecção, da futilidade, na fé frustrante. Na banalidade. É dos livros e dos populares que nos chega a sabedoria: bem-pregava-frei-Tomás. Marcelo, o da equipa actual, e os demais que vão a jogo, fazem o resto. Talvez este bocado de prosa entre em campo um dia destes. Há redacções e jornais com coragem editorial. O aquecimento já foi feito.  ´Vamos lá cambada, vamos à molhada, que isto é o país total´. Trálarálará, trálarálará...!

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