- Reforça-se a certeza, de que de Espanha, não
nos chega, "nem bom vento nem boa água". O cumprimento mínimo dos
caudais que de lá correm até à nossa secura séria, está garantido, diz-nos a
Ministra do Ambiente, Tejerina. E por via oral atestou, que não dá para mais.
Teremos que saber medir toda a água que por cá passa, e não desbaratá-la a
lavar a garganta. Ela sabe do que "orá-la". Apresenta uma agradável
hidratação, ao contrário do barbudo ministro português, Matos, que não assusta
com a sua voz, meia engarrafada, meia rouca, quando se faz ouvir. Ambos têm
consciência da extrema seca que nos greta e preocupa. Mas a água nasce nos
montes de Castela, e os espanhóis nunca foram uns mãos largas, nem fonte
aberta, e só libertam aquela de que não precisam, mesmo se algum Acordo ou
Convenção os obriga a regar os nossos campos, e a encher os rios lusitanos,
escrupulosamente. Aponta-nos o caminho, em jeito de conselho. Temos que, em vez
de copos, construir barragens que retenham caudais suficientes para as épocas
de crise, se não, só temos inundações de jacintos. Afinal, de Espanha, ainda
chegam orientações de gestão da Natureza e da coisa pública, e a isso chama-se,
cooperação e boa vizinhança. O nosso ministro encaixou, com certeza. No entanto
reconhecemos, que tal generosidade, não dá para realizar, bom casamento.
Tenhamos ao menos a esperança, de que o "alvarinho não perca para o la
rioja", já que não há boda, e que o vírus AH3 perigoso, que nos ameaça,
não se venha a chamar - gripe espanhola. É que para pior, já basta assim!
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