- Reforça-se a certeza, de que de Espanha, não
nos chega, "nem bom vento nem boa água". O cumprimento mínimo dos
caudais que de lá correm até à nossa secura séria, está garantido, diz-nos a
Ministra do Ambiente, Tejerina. E por via oral atestou, que não dá para mais.
Teremos que saber medir toda a água que por cá passa, e não desbaratá-la a
lavar a garganta. Ela sabe do que "orá-la". Apresenta uma agradável
hidratação, ao contrário do barbudo ministro português, Matos, que não assusta
com a sua voz, meia engarrafada, meia rouca, quando se faz ouvir. Ambos têm
consciência da extrema seca que nos greta e preocupa. Mas a água nasce nos
montes de Castela, e os espanhóis nunca foram uns mãos largas, nem fonte
aberta, e só libertam aquela de que não precisam, mesmo se algum Acordo ou
Convenção os obriga a regar os nossos campos, e a encher os rios lusitanos,
escrupulosamente. Aponta-nos o caminho, em jeito de conselho. Temos que, em vez
de copos, construir barragens que retenham caudais suficientes para as épocas
de crise, se não, só temos inundações de jacintos. Afinal, de Espanha, ainda
chegam orientações de gestão da Natureza e da coisa pública, e a isso chama-se,
cooperação e boa vizinhança. O nosso ministro encaixou, com certeza. No entanto
reconhecemos, que tal generosidade, não dá para realizar, bom casamento.
Tenhamos ao menos a esperança, de que o "alvarinho não perca para o la
rioja", já que não há boda, e que o vírus AH3 perigoso, que nos ameaça,
não se venha a chamar - gripe espanhola. É que para pior, já basta assim!
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
terça-feira, 28 de novembro de 2017
"Rateres"
- Devido a alguns excessos no
tratamento e no manuseamento da máquina que serve de transporte ao governo até
à meta prometida, ajustada para levar consigo uns penduras, ouvem-se já os
sintomas do desgaste e cansaço. Cada dia que passa, aumentam os rateres, que se
repetem, se o pé aflito carrega no acelerador, ou não haja quem lhe ponha
travão. Os passageiros que nela seguem, andam confusos, e sentem o destino
encurtado e mais perto. Ora arrancam uns pares, concordando com uma medida, ora
outros, os principais, fazem marcha atrás no momento-chave, de modo
injustificado e sem aviso prévio, alterando desse modo o programa estabelecido
e consensualizado. Se as amolgadelas criadas pelos incêndios estão vivas, e os
paióis das armas e dos canhões, e dos cunhetes assinalados arrefeceram um
pouco, mais o surto da legionella ao ataque a matar, dentro duma casa de saúde
de referência, com o caso do Infarmed a clamar por tratamento claro e adulta
estabilidade, temos agora ao vivo e em directo, o problema da falta do cumprimento
por congelamento, da "palavra dada é palavra honrada", de que um dos
penduras com assento no Parlamento, apoiante e viajante ao lado do dono da
máquina, se morde de estupefacção, acotovela, e disso se queixa e denuncia a
traição cometida e de que foi vítima. Afinal, a palavra, já não segue o
itinerário traçado e o seu valor no mercado de valores dos políticos, reentrou
na notação negativa, ou perdeu a boleia. O partido do poder, entalou um dos
seus parceiros de viagem, e este com certeza vai querer ser ressarcido no
day-after, com uma boa renda a fim de compensação para pagar a energia
consumida na proposta a aprovar, e pelo apagamento ou desrespeito a que foi
submetido na casa da Democracia. Local determinado para a reparação de veículos
em mau estado, ou a precisarem de uma revisão séria, tipo chek-up, completo e
honesto, sem sonegação de nenhum capítulo dos comportamentos, que deve ser dado
a saber, à urbe e ao país. Na meta, os esperamos!
*(publidº.no DN.madª)
*(publidº.no DN.madª)
Pior que a EM(a)enda
Se eu escrever que, “é pior a emenda que o medicamento” não estou a ser muito original. Mas se eu disser que a geringonça, apresenta de dia para dia, umas falhas, desde a caixa das engrenagens até ao eixo de transmissão, a coisa fraseada já alerta e preocupa. É o que está acontecer com a máquina governamental, quase no seu todo. Ouve-se já o chiar das peças, retorcendo-se na confusão do desgaste. O lubrificador chefe, já não sabe aonde apontar o bico da almotolia. A chiadeira já se ouve de Lisboa até ao Porto, sem paragem no Entroncamento, que como todos sabemos, perdeu o exclusivo de ser, local de fenómenos. Logo a seguir ao resultado da eleição da EMA, em que saíram derrotadas as duas cidades lusas, uma mais promissora que a outra escolhida, candidatas a serem o luxuoso domicílio de tal operação, vem agora o Executivo, numa manobra para embalar as almas intestinas e tripeiras, adoçar-lhes o bico, prometendo-lhes por troca compensadora, instalar-lhes a sede do Infarmed, e com isso diminuir a frustração dos da Invicta, e devolver alguma felicidade ao edil, Rui Moreira, e outros regionalistas de ocasião oportunista, que no seu desassossego burguês, diz adorar ouvir o “ressabiamento estrebuchado” dos alfacinhas que a tal se opõem. Mas a promessa ao que tudo indica, não tem pernas para andar, e as varizes começam a surgir. Em Lisboa o pessoal que lá opera não está pelos ajustes, e reclamam, lembrando, que o Infarmed não é um código postal e quatro paredes, mas sim, pessoas”. E famílias estruturadas e com filhos estabilizados e em marcha cuidada, mas que não foram tomadas em conta. Porém o governo teima em afirmar, que o Porto, se tinha condições para receber a Agência Europeia do Medicamento-EMA- tem com certeza berço esterilizado para o Infarmed. E nesse arreganho e confuso impulso, quer provocar um dispêndio orçamental sem memória assente numa descentralizada atitude. A geringonça prefere inventar dificuldades, e rolar por terrenos minados em direcção ao abismo, do que ir por itinerários prudentes, que não façam ondas nem levantem pó na estabilidade social e nas finanças públicas. A teimosia, quase imposição para enganar freguês nortenho, pode sair-nos cara, e dispendiosa de tal jeito, que nos conduza a todos a mais uma derrota. Entre o vergonhoso e humilhante, e sem justificação aceitável, como a última acontecida, e que só terá lugar para estacionar, em infracção grave, nas próximas eleições!
Joaquim A. Moura*
(DN.madª)
(DN.madª)
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Sede de medicamento
Um grupo de laparotos, com a mania que são gente VIP, e DPT- Donos-do-Porto-Todo - em mais uma tentativa de vencer o complexo nortenho, que trazem colado sem ponta de tripa por onde se pegue, teimou, bateu com os pés, ameaçou amuar, espingardar, invadir a capital do reino, caso a candidatura da cidade do Porto, não fosse a única, a especial, a escolhida na corrida, em representação do país, para trazer para lá, uma Agência expulsa pelo Brexit e que procura alojamento. Há que Deus, Lisboa já tem mamutes que cheguem, que a excessiva centralização da fauna na capital é um erro, e que a distribuição da vitamina EMA, Agência Europeia do Medicamento, deve vir para a cidade Invicta, que é aquela que mais oferece em condições e razões, e até vinho espirituoso de cave, tem. Meia dúzia de patuscos -desta vez sem a participação de Chico Fininho e de Abrunhosa, que dão sempre o nome a estas confusões - apostaram em fazer a vida negra a Lisboa, que é a cidade mais, e a mais bela, capaz de se bater com congéneres mais além. Estes patuscos, são os tais que reivindicam, que o Porto é a cidade que está hoje na moda, a que dá conforto e qualidade a quem a visita, blá blá blá. Ora, sabemos que o Porto, nem casas que aloje estudantes tem, em número e em condições. E também sabemos, que tais laparotos, meia dúzia deles armados em finórios, querem tudo só para armar, e são os primeiros a não frequentar, ou só lá entrar raramente e em actos especiais, as instalações que na cidade se erguem e fixam. Perguntamos, a todos eles, quantas vezes visitaram a Casa da Música, o Museu Soares dos Reis, a Casa de Serralves, Centro Português de Fotografia, World Discoveries, Museu de História e Ciência, o Museu do Carro Eléctrico, etc, e outros muitos por ali e à volta, após o dia da inauguração, aonde às vezes comparecem? Perguntamos ainda, se multiplicarmos por três, o número de visitas que tais VIP´s fazem a esses espaços de Cultura, seriam visitas suficientes para os manter de portas abertas, sem recurso a apoios estatais? Estamos a falar de nomes conhecidos, como o Edil da cidade com escarpas e donos polémicos, e seus beneficiários, do presidente do Fêquêpê, por exemplo - que só deve conhecer o seu museu e o das Marionetas, e o e-mailista, F.J.Marques– e dos demais que fazem a lista em situações de ribalta que dê prestígio, e foto. Com a assumida arrogância e exigência ditada pelo complexo velho e muito tripeiro, e até caso psicanalítico, atrás da EMA, acabamos por obrigar até o Presidente da República, em hipócrita voo, de gaivota da Foz do Douro, a aderir à candidatura, após ter dito que ela se faria junto com Lisboa - das duas, a cidade com mais hipóteses. O que não veio a acontecer, pois esta perdeu para a do norte, o Porto apertado e escuro, e acabaram as duas deitadas ao lixo. Quem tudo quer tudo perde. A Agência Europeia do Medicamento, foi para onde teria de ir. Amesterdão. Agora vão surgir os discursos de consolação e justificação. Naturalmente!
Joaquim A. Moura*
*(DN.madª)
*(DN.madª)
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
O dia D
A cada 24 horas que passam, parece aproximar-se o dia D. O
dia da geringonça se desmantelar. São cada vez mais duras e mais repetidas, as
reivindicações das classes privilegiadas e com peso, que se manifestam ou
ameaçam a composição de esquerda, e parar o país na contra mão. Elas são,
juízes, professores, médicos, e enfermeiros a quererem maior reconhecimento e
licenciaturas administrativas, ou na modalidade Relvas e semelhantes, ou membros
da Protecção Civil, entre outras regalias. Ainda, guarda prisional, agentes do
SEF, autarcas sob fogo, bombeiros com mangueiras cheias de queixas,
agricultores entre a seca e a falta de pasto e de sombra, e depois os da cidade
sob brasas e à míngua, entalados entre facturas a pagar no prazo, e salários
antiquados, como admite e reconhece Bruxelas. Todos empunhando a chave de
porcas e de parafusos, para desfazer a geringonça em pedaços, já dá de si,
denotando alguma falta de lubrificação, e a caminho de gripar. A pressão maior
vem das classes com maior impacto na vida do povo, e na sua saúde, e nos
efeitos que o sujeitam ao sacrifício, quando recorrem aos serviços de tais
grupos e instituições, agitados e apostados agora em fazer a vida negra ao
governo. O ministro que fala, bem tenta despoletar e sensibilizar a consciência
dos fortes e retrata o país dos fracos, velhos e doentes, que quase não gritam,
pedindo a Deus e aos homens a sua gota de
água, a que têm direito e lhes é devido. O ministro das contas boas,
esforça-se por cumprir as metas estabelecidas e aquelas a que está obrigado, e
não quer derrapagens. O governante chefe do executivo, vai conduzindo a
máquina, procurando que ela não saia do trilho estreito por onde rola, de
solavanco em solavanco por entre tragédias de sangue e lágrimas e erros
“panteónicos”. Mas as classes favorecidas não desarmam e ouvem-se num tom
ameaçador, pela voz dos seus sindicatos, fazer paralisar o país pobre e sem
recursos. Querem mais e melhor. A coligação que sustenta o governo, titubeante,
ajusta o equilíbrio que a palavra permite, ensaia recuperar e devolver os
ganhos retirados no passado, pelo governo anterior a mando da troika, e por
vontade própria. A coisa e o país entraram em desgaste. A geringonça cada vez
mais sente as peças ruidosas, e os pedregulhos postos no caminho pelas
organizações e classes com domínio e impacto na sociedade, a criarem
obstáculos, que a impeçam de chegar inteira, ao final da corrida, que iniciou
montada de forma surpreendente. Tudo aponta para uma interrupção na marcha que
começou com esperança, e que alguns apostam torná-la sucata, para fazer
regressar a direita política, ao poder, se a porta se escancara. O que não
acontecerá, valha-nos o sensato juízo na estratégia encontrada, vedante, e em
movimento democrático!
O com-abrigo
No Centro de Apoio aos sem-abrigo, anda por lá o Presidente
Marcelo. O que faz este homem, que nos intervalos da ida ao mar, após espalhar
afectos e tecer comentários, aceita percorrer os caminhos polémicos, marginais,
e outros de compaixão esfarrapada? Lugares dos deserdados e vítimas de
injustiças várias, umas provocadas, outras por culpa própria, mas todas filhas
do mesmo país, a que Marcelo preside e carrega, responsabilidades? Que
penitência anda a pagar, este solteirão pós divórcio, que até veste avental caridoso,
na hora de distribuir alimento pela noite aos sem abrigo, que pagamento parece
ser, e não só gesto de cristandade, mas remorso, tudo indica - assim nós
pensamos, ou a tal ele nos conduz? Que personalidade se esconde no homem que
coexiste debaixo do fato de Chefe de Estado, criador de expectativas e de ondas
suspeitas a todo o momento, levantadas por tanta generosidade, e ao mesmo tempo
fabricante de imagem bem diferente da dos seus antecessores, que se moviam na
formalidade mais acentuada que o cargo requer, recomenda, e a que nos
habituaram, e faz a nossa cara, dentro de uma história com muitos rostos
culpados de tão má situação económica e desigualdade social? Quem se decide a
decifrar este comportamento mainstream,
e o que ele nos pode revelar do homem esforçado, que se intromete em todas as
áreas que dê visibilidade e aonde recolhe protagonismo, como quem precisa dele
para outros voos e fins inconfessáveis ou surpreendente? Responda quem souber,
se houver quem jure conhecê-lo melhor, do que este interveniente banal e
caseiro, mal informado, que sem pretexto aprofundado, levanta desconfiança sobre
o homem e presidente que viveu sempre bem abrigado numa redoma de vida
privilegiada, mas como quem arrasta dívida à sociedade, a querer saldar, com
gestos de solidariedade forçada, espectacular, de arrependimento, como quem não
quer partir sem o ter feito a tempo e horas. Enquanto isto, no Panteão, todos
os felizardos comem e bebem num fartar vilanagem, sob a luz especial, de brilho
mortal, que ilumina outra história. Mal contada, polémica, e estranha também!
sábado, 11 de novembro de 2017
Web Summit
Web Summit 2017
Vendo bem as coisas que a TV nos permite conhecer e avaliar, decorre em Lisboa uma feira internacional, a que chamam conferência de tecnologia sob o nome de WebSummit. Evento maior de que o país se deve orgulhar e conta, por isso, com o apoio babado dos governantes e presença ao mais alto nível. Futurismo e moda que produz grande alvoroço e, dizem, momento de grandes lucros para os cofres internos. Pode ser que sim. Mas o que eu vejo daqui de cima do monte da minha aldeia, e já sem eucaliptos a estorvar – que já só são esqueletos negros e secos na paisagem árida – é que ali chega, oriunda de todo o mundo, uma malta jovem, com ar feliz, folgazona e à procura de realização pessoal e empresarial, embora não saibam identificar e diferenciar uma folha de loureiro da de um limoeiro. Uma rapaziada cheia de ideias e projectos para apresentar, novidades, comprar e vender, ou aliar-se a parceiros com boas ofertas naquele teatro de ciência avançada composta por plástico, lata, fibras, e placas impressas. Mas sobretudo inteligência humana. Acontecimento que arrasta até à capital do país contentores de material sofisticado e uma barrigada de jornalistas dos mais diversos órgãos de comunicação da especialidade. Mas a TV, também nos mostra, e isso retenho, que os intervenientes falantes, e candidatos-génios a intervenientes, quando cai a noite, parece que apreciam mais as zonas dos copos e do divertimento, como Mouraria e Bairro Alto, do que propriamente a dita feira das tecnologias futuristas, aonde até marcou presença o cientista famoso Stephen Hawking, que usa a sua inteligência, e não a artificial. Também em mau estado, surgiu abonecado o físico Einstein a falar com uma moça, que não é deste mundo. De tal maneira me impressionaram as imagens que vi, que me provocou umas quantas interrogações. Será que aquela maralha ganha o suficiente para se deslocar a Lisboa, alojar-se, pagar forte e feio o que paga para entrar no recinto aonde tem lugar a conferência, que se repete, e ainda tem carcanhol suficiente para a ‘night’ copofónica e bem animada? Pelos vistos tem. A impressão que me deixa é que tal feira deveria chamar-se ‘Feira da TecnoEnologia 2017’. E aí nós dávamos cartas e lições na matéria, e revolucionávamos os cérebros que nos visitam, e as exportações do néctar das nossas vinhas mais avançadas, que se transaccionam e se consomem nos bares que eles frequentam durante a estadia, aumentavam exponencialmente, e até a “Sofia-robótica” saía de cá a cantar o fado, numa dança de fantasia. Seria isto mau negócio? Bem. Vou ali ordenhar a minha cabrinha, pelo método tradicional, e já volto. Méeeeh…!
JOAQUIM A. MOURA - Penafiel ,
in jornal DESTAK, de ontem-11set.2017
-Observador
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Na Web, pouco summit...
Vendo bem as coisas que a têvê nos permite conhecer e
avaliar, decorre em Lisboa, uma feira internacional, a que chamam, conferência
de tecnologia sob o nome de, WebSummit. Evento maior, de que o país se deve
orgulhar, e conta por isso com o apoio babado dos governantes, e presença ao
mais alto nível. Futurismo e moda que produz grande alvoroço, e, dizem, momento
de grandes lucros para os cofres internos. Pode ser que sim. Mas o que eu vejo,
daqui de cima do monte da minha aldeia, e já sem eucaliptos a estorvar - que
tudo são esqueletos negros, e secos na paisagem árida - é que ali chegam,
oriundos de todo o mundo, uma malta jovem, com ar feliz, folgazona, e à procura
de realização pessoal e empresarial, embora não saibam identificar e
diferenciar uma folha de loureiro, da de limoeiro. Uma rapaziada cheia de
ideias e projectos, para apresentar novidades, comprar e vender, ou aliar-se a
parceiros com boas ofertas naquele teatro de ciência avançada, composta por
plástico, lata, fibras, e placas impressas. Mas sobretudo inteligência humana. Acontecimento
que arrasta até à capital do país, contentores de material sofisticado, e uma
barrigada de jornalistas dos mais diversos órgãos de comunicação da
especialidade. Mas a têvê, também nos mostra, e isso retenho, que os
intervenientes falantes, e candidatos-génios a intervenientes, quando cai a
noite, parece que apreciam mais as zonas dos copos e do divertimento, como
Mouraria e Bairro Alto, do que propriamente a dita Feira das Tecnologias futuristas,
aonde até marcou presença o cientista famoso, Stephen Hawking, que usa a sua
inteligência e não a artificial. Também em mau estado, surgiu abonecado, o
físico, Einstein, a falar com uma moça, que não é deste mundo. De tal maneira
me impressionaram as imagens que vi, que me provocou umas quantas
interrogações. Será que aquela maralha ganha o suficiente para se deslocar a
Lisboa, alojar-se, pagar forte e feio o que paga para entrar no recinto aonde
tem lugar a conferência, que se repete, e ainda tem carcanhol suficiente para a night
copofónica e bem animada? Pelos vistos tem. Só que a impressão que me
deixa, é que tal feira, devia chamar-se, Feira da TecnoEnologia 2017. E aí nós
dávamos cartas e lições na matéria, e revolucionávamos os cérebros que nos
visitam, e as exportações do néctar das nossas vinhas mais avançadas, que se
transaccionam, e se consomem nos bares que eles frequentam durante a estadia,
aumentavam exponencialmente, e até a “Sofia-robótica” saía de cá a cantar o
fado, numa dança de fantasia. Seria isto mau negócio? Bem. Vou ali ordenhar a
minha cabrinha, pelo método tradicional, e já volto. Méeeeh…!
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Celibato na Ilha dos amores
"Celibato na Ilha dos amores"


- Não. Na ilha não pode haver cumprimento de celibato puro. Quem o jura levar a sério, mente. Assim a ocasião apareça vestida de pecado, e despida de pudor. Na ilha tudo pode acontecer, se a alma é grande, e a oferta é paradisíaca. Um padre não é um preservativo nem eunuco. É homem como os demais, tenha ou não a vela acesa e a água benta para apagar as chamas que se erguem, mesmo que junto ao altar. As redes sociais, dizem, que são as mulheres as que mais apoiam o homem da batina que traz o credo e a benção para dar e consolar a quem de tal precisa. Jesus compreenderá que é tarefa dele, expulsar o demónio, assim ele o pressinta a tomar conta do corpo provocador, mas desejado. A Santa Madre Igreja também, que permite que o padre continue enquanto homem de Deus, e ao serviço de dar satisfação ao que lhe é pedido e para o qual foi ordenado. Bem haja, senhor padre. O senhor é um homem,que agora é pai. Milagre não foi!
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Dois em um (in)certo!
Não sei quanto tempo ainda falta, para que Marcelo de Sousa se “rev(b)ele”, e se destape do véu que o encobre, só, como Presidente da República(PR), mas desejoso de se assumir também como chefe de governo. Já dá sinais claros de tal ambição. Marcelo, quer dentro desta legislatura, “substituir-se” paulatinamente a António Costa, e ser ele a marcar a agenda política e a definir os trabalhos e a gestão da vida pública, como se primeiro-ministro fosse. Marcelo não resiste muito mais. Ele quer acumular as duas funções sub-repticiamente, e principalmente a que lhe falta ocupar - a que lhe escapou desde que anda nestas andanças político-partidárias. O ponto de ruptura está mais próximo do que estava antes dos incêndios, embora estes possam parecer o pretexto, mas a ambição vem de trás. Marcelo, prepara metodicamente o caminho, como antes o fizera enquanto comentador nos mídia, para chegar ao que alcançou. Os avisos estão feitos, sobem de tom, e tornam-se cada vez mais, ameaças à governação. Dentro de semanas ou curtos meses, é ele quem quer ditar as medidas a por em marcha, sejam elas de acordo com os objectivos de Costa e de Centeno, ou se revelem ao arrepio destes governantes. Para o Presidente Marcelo pouco importará. Ele parte do princípio, que pode desempenhar as duas funções. A que lhe está atribuída, e a que ele se propõe impor-se, atropelando o executivo eleito e no activo a dirigir o país. Marcelo não aguenta confinar-se ao seu papel de corta fitas, a viajar de terra em terra distribuindo beijos e abraços por tudo quanto é lar ou fogo. Vai intrometer-se a marcar o ritmo para lá do que seria esperado, e com tal atitude ou protagonismo, poderá fazer implodir o governo no seu actual formato. Marcelo não deixou de ser quem é e nunca despiu as cores da família político-partidária a que pertence. A direita sabe isso e conta com ele, ao fim e ao cabo. O calculismo do PR e ex-líder do PPD/PSD, ex-jornalista e ex-comentador, é de se lhe tirar o chapéu. Mas só os tolos é que não vêem tal caminhada do homem disfarçado de independente, no cargo que desempenha neste momento, e sempre pronto a roer a corda a qualquer momento táctico. Marcelo acrescenta de dia para dia, créditos populistas suficientes, para a nomeação, de chefe-disto-tudo, ou seja, de ser dois em um. E essa é a sua principal preocupação. A ver vamos quem é que vai puxar o tapete, e a quem!
Le genou de Júlia
Podia-se também chamar, “O joelho de Claire”, mas isso
remetia-nos para os anos setenta, e para o filme de Eric Rohmer, “Le genou de
Claire”, de onde aspirei o título, mas
o romance era bem diferente, daquele que está a acontecer nos dias de hoje por
quase todo mundo, seja ele montado, em Hollywood, na Sala Oval da Casa Branca,
ou em qualquer gabinete ministerial, sala de professores, de advogados, por
detrás de altar com a vela acesa, ou numa conferência de imprensa. O certo, é
que começaram a sair dos armários, as ofendidas, que se apresentam
religiosamente ao fim de mais de dez anos e quinze, a queixarem-se de terem
sido vítimas de assédio, por palavras e actos, mexidas e remexidas, tocadas e
até violadas. A coisa se não tem graça, a culpa não será deste guionista, que
se aventura a levar com críticas severas, pelos paladinos defensores de
donzelas gulosas e ambiciosas, e sobretudo provocadoras, mas com credos e
versões na boca. Perguntamos nós, quanto vale um joelho, que um “fallen short”
põe à mostra? E se o dono dele for uma jornalista, quer ela se chame, Béatrice,
Laurence, Mariana, ou Júlia Hartley-Brewer? Será que tal denúncia feita ao fim
de tantos anos tem maior credibilidade e impacto, do que um chapadão dado logo
no momento do atrevimento, no homem que a apalpou? E terá valido a pena ao
ministro atrevido tê-lo feito, e ter sido hoje obrigado a demitir-se do governo
e da Pasta da Defesa, para se defender já com a moral em baixo e de mãos
encolhidas e a arma a abanar? Não estará neste desnudado processo e arrojada
moda, um pudor renascido e a mira de obtenção de vantagem ou protagonismo em
tanto drama levado a cena, contado tardiamente? Não estará descoberto pelos
jornalistas agora, uma forma inventiva e fórmula de destruir actores e
ministros, e deitar abaixo governos de que se não goste, quando, enquanto
anónimos, “consentiram” remeterem-se ao silêncio durante anos a fio, porque
interesses e valores mais altos se levantavam, e a suas carreiras mereciam
outra sorte e melhor vida? Serão legítimas estas interrogações, e ao mesmo
tempo apoiar as denúncias trazidas a conta-gotas para os mídia, às vezes
divertidos com tudo isto, e também muito distraídos ou comprometidos? No que
nos diz respeito, entendo que em todas estas práticas, há que delas concluir,
que é urgente e necessário, que de uma vez por todas, as assediadas,
maltratadas e desrespeitadas personagens de verdade, não se calem por um só
segundo e ataquem de imediato quem as ofende, seja em que palco for,
atingindo-os nas partes que mais doem, mesmo que estejam em pijama ou em
calção. O que é preciso, é mira, e um bom chuto, sem pensar no ouro e no
diamante que podem perder no percurso da sua vida. O silêncio estratégico, é
que as fragiliza, e isso aconteceu, não o podem negar, agora armadas em
donzelas virgens, pelas redacções onde escrevem, ou pelas peças que interpretam
quando fazem cinema e… aberto teatro. Às vezes com fantasia a mais!
Opinion makers
Não sei por que carga de água, coincidência ou acaso, é que um grupelho, na qualidade de colaboradores de têvê, são convidados a tecer opiniões e análises sobre o que não sabem e desconhecem outro tanto. E coincidência ou não, são na sua maioria gente bem nascida e tratada com desvelo farto, desde a infância dourada e barriguda, até à situação presente já com barriga flácida, e cheia de bóias. E por acaso ou sina do destino, têm o mesmo nome ou apelido e servem os mesmos desígnios. Nenhum se diz que é o que parece ou esconde ser. Eles chamam-se, Miguel, Tavares, e só por uma desfeita baptismal qualquer, é que não são, Teles, Vasconcellos, Menezes, Noronha, Albuquerque, Ataíde, e demais sobrenomes da mesma família com tais armas pouco fiéis. Quem os ouve e lê, se não é surdo, corre o risco de se imbecializar. Eles são, o Miguel Sousa Tavares, o Miguel Júdice, Miguel Esteves Cardoso, O João Miguel Tavares, e para respeitar a quota feminina, ficar preenchida e variada, temos a Cândida Pinto, senhora de grande sabedoria por muito viajada, atrás de reportagem grande. Todos eles expert´s em matéria vasta, desde conflitos políticos caseiros, bélicos além fronteiras, pactos transfronteiriços, acordos regimentais, declarações polémicas, e, imaginem só, em Cultura de povos que reivindicam tornarem-se independentes. O caso do povo catalão. Diz um Miguel tirado à sorte, que o líder legítimo da Catalunha, e do Governo da Generalitat, Carles Puigdemont, fugiu e abandonou a causa que abraça, assim que os neo-franquistas e espanholistas carregaram sobre tais anseios seculares, ali por Barcelona. A Espanha, como se reconhece, ainda não se livrou do regime bourbónico e da bárbara arena sanguínea, e por isso dá-se bem com os Aznar, Rajoy, apostados num mimetismo de erdogans ardilosos e seus antepassados. Mas dizem os espanholistas lusos e estrategas ibéricos ignorados, craques em demagogia e no arroto, que prestam vassalagem fácil a quem os recomenda e contrata, que Puigdemont, foi um falhanço táctico, na condução do poder e do processo para a almejada Independência da Catalunha. Opinam com destreza maior e mais gaiteirice, do que Juncker ou Tusk - que opinam, de que é à Espanha que cabe resolver e decidir a embrulhada em que está metida - colocando-se de braço dado com a extrema-direita do Estado coroado, sem que seja uma Nação indivisível, ainda. É nossa opinião, pois a ela temos direito, de que até ao dia de hoje, Puigdemont, desde a capital da Catalunha até Bruxelas, tem estado bem, com o calculismo que a situação exige e aconselha, perante as ameaças que sobre ele e os independentistas, pendem, que são as acusações feitas por Moncloa, tais como acusações de rebelião, sedição e desvio de fundos, crimes previstos numa Constituição matreira e cheia de grilhões. Em síntese, opinarei apenas (posso?), de que o que querem para a Catalunha, os Miguéis supra referenciados, não é de certeza o mesmo que querem os milhões de catalães, que se pronunciaram pela Independência do seu solo, numas eleições, tipo, vota e foge!
Joaquim A. Moura
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