Mouraria

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Adulteração

Vai pelo país uma polémica, que quase faz esquecer o verão quente e assassino, que ainda fumega e obriga a grandes Conselhos de Ministros e reuniões de Comissões para fazer de conta que ele anda e vai mudar. Num tribunal, um juiz desembargador da Relação do Porto, tomou uma decisão corajosa e desempatou um caso que já fizera sentarem-se num anterior, os envolvidos na querela. O juiz desembargador, Joaquim N. Moura, anulou a valoração feita pelo juiz da primeira instância, e atirou para o palheiro, as declarações que uma mulher apresentara em sua defesa e que acusavam o marido ultrajado e condenado. Ao que se sabe e se acredita, a mulher, não era pessoa séria e repetia a sua prática de ir para debaixo de lençóis com quem estava mais por perto – o amante. O juiz Joaquim Moura, descreveu o perfil da mulher adúltera, como tendo uma personalidade que não se aproximava do que é requerido pela sociedade que se move na moral aceitável, para não dizer, exemplar. Não se exige tanto. Basta ser, limpa. Apoiamos em boa parte a decisão que consta no Acórdão, não precisando para o efeito de recurso a nenhuma Bíblia, nem a nenhum kamasutra actualizado. Uma mulher, que tem no currículo, um comportamento desviante do jurado perante Deus e os homens, não pode ser levada a sério. Mulher que trai duas vezes, trai um cento e tal. O ex- marido e o amante, confirmam-no. A adúltera sofreu no pelo por isso, e foi-se queixar. Não ao Papa, mas a um juiz que a atendeu com a melhor das intenções, em primeiro julgamento, e da qual saiu beneficiada, em detrimento do marido adornado. O juiz Moura, relevou, que a queixosa não possuía os requisitos que lhe davam credibilidade, probidade moral. Era uma pessoa falsa, pois fazia por detrás, o que escondia e destapava pela frente, sempre que calhava. Agora vêm uns moralistas especializados em manifes, e umas comissões de falsas virgens ofendidas e indignadas, apelar para que o juiz, com eles no sítio, que tornou o caso intumescido, seja recriminado e até condenado, coisa que não acontecerá, como já se sabe, após o comunicado do Conselho Superior da Magistratura. E bem. Para que querem as mulheres tanta e toda a Liberdade que reclamam neste acontecimento, tão escarrapachado nos mídia? Falam em direitos iguais, igualdade de oportunidades, e unem-se em Plataformas, Comissões, Associações, que têm como tarefa protegê-las da violência, o que deve ser apoiado. Mas transparece ao mesmo tempo, deixarem a pairar o sentimento de direito à promiscuidade, que foi o que o juiz desembargador do Porto, relevou em pleno tribunal de Felgueiras e recuperou e respeitou as declarações do marido ofendido que não fora ouvido nem considerado em Vale de Cambra pelo juiz daquele Tribunal. O juiz Moura, não apoiou a violência nua e crua. Contextualizou-o à luz da razão e da moral que a sociedade exige que se imponha, e não esteve para se render às mentes que se manifestam a favor da depravação do género. Que querem as mulheres organizadas nestas plataformas de ruído feminista, se não amplas liberdades, para se colocarem na posição mais esticada ou dobrada, protegidas na célebre frase escura – “o corpo é meu. Faço dele o que quero” - como um desejo e até vício às claras, e fazerem de conta que tudo continuará na mesma, sem provocarem depressões nos outros, os que não apreciam adornos erectos na cabeça? Ou será que elas gostam de ver e sentir tudo a arder?


Publicada por mouraria-mouraria à(s) 10:01 Sem comentários:
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Marcelo, Presidente e ex-líder PSD

- O actual e beijoqueiro Presidente da República, vem num tom contundente, discursar em jeito de ultimato, intentando entalar a governação chefiada por António Costa. Ora Marcelo das selfis e dos afectos, que não dão pão, nem trabalho, nem conserto do destruído e do arrumo dos destroços em que se enterram os portugueses, não pode ter a memória curta, e fazer de conta que não tem passado. Ele também tem culpas no cartório e no vespeiro das chamas, e as mãos queimadas e a gola do casaco com cinza, devido aos fogos infernais e criminosos, que por toda a parte todo o país tem. Marcelo foi deputado e líder do Partido Social Democrata, que tiveram as rédeas do poder durante tempo suficiente para impor as medidas que agora vem reclamar a Costa, que sejam tomadas. Marcelo passou de canal em canal de têvê, a mandar bitaites atrás de bitaites, enquanto comentador de banalidades, e nunca se ouviu ele falar com firmeza e convicção, a reclamar o que agora vem exigir. Ele nunca viu a árvore e muito menos a floresta a apelar a intervenção para o seu ordenamento, enquanto foi responsável político com assento parlamentar. Marcelo pediu desculpas ao povo vítima dos maus tratos sofridos nos fogos assassinos, e devia ter dito que as pedia por ele e pelo tempo que esteve à frente de um partido que governou Portugal e nada fez para diminuir os riscos das tragédias vindas a lume, e melhorar as condições para as (re)dimensionar dentro do modo da normalidade, que a Natureza requer e a ela pertence. Marcelo presidente, não pode atirar para trás das costas e para o Costa, as culpas do que tem vindo a destruir os bens e as vidas das populações esmagadas entre o entulho fumegante, e de remédio adiado para a escuridão das resoluções sempre prometidas para amanhã, mas que só se sentem lá onde a esperança esmorecida ainda dói. Marcelo, Presidente, não tem as mãos limpas, e por isso as desculpas apresentadas, são as que ele tinha em dívida para com o povo português, pela sua inacção enquanto andou vestido de deputado e líder PSD, na Assembleia da República.

                                         

Publicada por mouraria-mouraria à(s) 01:35 Sem comentários:
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Falar hoje!

Não. Não vou escrever sobre fogos, incêndios, labaredas como línguas criminosas, infernos dos diabos, matas de mortes, florestas como teias, pinhais como punhais. Não. Para isso já temos especialistas de todas as cores e credos, equipados e fardados de explicações que enchem bibliotecas impensáveis. Eu não sou especialista em coisa alguma, e vou apenas debruçar-me sobre as almas, os rostos, as penas, as feridas, os lamentos, as dores do coração da gente vítima das tragédias que lhes bateram como carvões a arder, e das lágrimas vertidas que nos diminuem e envergonham por tão pouco lhes valermos. Eu quero juntar-me à desgraça com a minha lágrima que se demora presa ao canto do olho enevoado. Estou de rastos por me saber impotente para maior ajuda. E pensava eu, que pior do que houvera acontecido, seria impossível. Não. Afinal neste país, tudo o que está para ocorrer mal, irá acontecer mesmo mal. É a lei fatídica anunciada. E isso é que é o real retrato que se pode registar em qualquer suporte, que traduza arquivo e memória. Estamos sempre no fio da navalha. Ao mínimo abalo, à mínima onda, lá estamos nós soterrados por entre lâminas de sofrimento e afogados no desespero temido. As imagens são dolorosas e os rostos são angústia que incomoda e nos destrói. Os rostos que o coração esconde mas de onde os gritos se ouvem, são a grandeza da nossa pequenez. Uma data e mais outra demonstra-nos que uns quantos responsáveis que se passeiam por lugares de comando e administrativos de fato e gravata, alertam-nos que estão a mais nos lugares que ocupam e nos chocam. Estorvam, confundem, atrapalham a luta de quem combate, luta, morre para vencer o inimigo. Eles são reforço do inimigo à sombra do conforto e da demagogia. Eles só se mexem para enganar e fazer que fazem alguma coisa, sem no entanto contribuírem com acções que justifiquem o posto político oferecido, e o dinheiro que sacam por lá estarem. Eles são muitos e bem que podiam engrossar as tropas dos que combatem no terreno. Mas não. Eles são nomeados para o ar condicionado, e o único fumo que espreitam é o que sai dos charutos cohiba, e das luzes dos estúdios televisivos para onde são presença constante. Debitam discursos, teorias, queixas, conforme o que lhes dá jeito para apoiar ou atacar o poder. Eles são comandantes, presidentes, autoridades, cargo evidente em tudo quanto é prémio, salário ou avença, privilégio. Só não são, é solução para coisa nenhuma, faça sol ou chuva. Temos o diabo e o inferno em cada um, que se julga que sabe mais e melhor, do que o comum mortal, que se viu despojado dos valores e da vida!



Publicada por mouraria-mouraria à(s) 01:33 Sem comentários:
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sábado, 14 de outubro de 2017

Somos os maiores



Somos os maiores

14 OUT 2017 / 02:00 H.






    Dominamos. Somos os melhores do mundo. Também não admira, temos o melhor de todos, quando é, e mais o Marcelo. Sim, o Marcelo das selfis. O que aparece a toda a hora a dar uma forcinha à malta e umas medalhas aos vencedores. Aquele que lê uma dúzia de livros, comprados na feira anual, enquanto o comum dos mortais espreita a capa de um exemplar. O que não dorme ou dorme pouco. Somos por tudo isso, os melhores. Não nos pomos a comer do sono. Quem se meter connosco, leva. Ai leva leva. Liguem os televisores e escutem aqueles especialistas sentados à mesa redonda em forma de U a comentarem coisas da bola quadrada, e depois ponham-se a pensar como os homens, quando se põem. São uns adivinhos. Uns mágicos capazes de transformar derrotas e fracassos em sucessos e vitórias. Dizem uma coisa e o seu contrário mais depressa que o Marcelo lê folha a folha, a Torre do Tombo. E se por acaso nada ganharmos, foi só por puro azar. A sorte não quis nada connosco, já que talento sobejava e até dava para exportar. Perguntem ao Marcelo e ao Santos, que garantia após premonição, que só parávamos em Moscovo. Enfim. Lá teremos agora que fazer escala nesses relvados vermelhos, e rezar para que a maior proeza aconteça. Para estarmos presentes na final, lá aonde o campeonato começa e acaba, faça frio ou gelo. Futebol temos nós que chegue, e conversa fiada que dá para exportar, quando há falta de melhor. Liguem os televisores e oiçam as justificações dadas pelos técnicos de sofá e de bancada que enchem os canais de têvê. Ficamos todos a entender e a aceitar, o que nos estava reservado, e de acordo com a nossa dimensão e arte de bem saber enganar o pagode. Biba o futevol club da alienação. Somos os maiores. O resto é conversa on the air. Amanhã há mais, se Deus quiser, e a malta exigir e comparecer. É preciso lutar e comer a relva se for preciso. Trabalho e pão garantido é que não. Viva Portugal!
    * (hoje no DN.madª)














      










    Publicada por mouraria-mouraria à(s) 03:32 Sem comentários:
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