sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Os reporteiros da bola
- Anda toda a informação(!) desportiva eufórica, e esforçada para arranjar mais espaço nos seus "papéis" que coloca à venda, para falar dos feitos grandiosos do marcador de golos madeirense, que joga pela selecção que representa as cores nacionais, de um país chamado Portugal. E qualquer banalidade que o rapaz faça com os pés ou com a cabeça e outro tanto saído da atrapalhação bem sucedida, é notícia em letras garrafais repetidamente. Agora foi o hat trick conseguido contra uma equipa que pratica um futebol de "três divisão", como diria Szabo, se ainda andasse por aí. E o destaque descarado e sem vergonha que dão aos 78 golos marcados pela vedeta de estádio e de revista, em 144 jogos, não lhes causa se não admiração e espanto, e descrevem a produção feita pelo rapaz, importador de crianças filhas de pai incógnito e com ar mexicano, como algo de outro mundo. Para realçar a proeza, comparam-no com os atletas maiores da história da modalidade para lhe dar consistência e amplitude rara. Se não fosse a existência de Messi, por exemplo, nunca se falaria deste marcador de golos. Pois Messi é a medida padrão internacional, que obriga os outros a regularem-se por ela, tomando-o como medida de comparação para calcularem a própria dimensão ou estimarem o quanto podem valer. Vamos ao anedótico disto tudo. Em 144 jogos o madeirense marcou 78 golos ao serviço da selecção nacional, conseguidos contra congéneres como, Malta, Andorra, Canárias, Gibraltar, Albânea, Letónia, Chipre, Liechenstein, etc e afins. Por este processo mais o nº de jogos, ultrapassou Pelé, que há muitos anos já tinha feito 77 golos em apenas 82 jogos e com menos idade. Mas é o célebre Puskas, que ao serviço da sua Hungria, fez em 85 jogos 84 golos, que se mantém na dianteira dos europeus com uma marca superior. Que se saiba, os golos do brasileiro e do húngaro não foram conseguido contra equipas como as enunciadas acima. Que se saiba, Pelé e Puskas, nunca jogaram contra formações medíocres daquele calibre. No entanto os escribas desportivos, não se cansam de serem desonestos, e repetem até à exaustão, que o marcador de golos luso, bate recordes atrás de recordes, não se ralando com a desproporcionalidade em que tal acontece. Para saber do disparate cometido, bastaria a eles fazerem contas, e verificarem qual a média de golos feitos pelos 3. Logo descobririam a mentira pegada que tentam enfiar pela cabeça abaixo dos portugas futeboleiros e dos que se servem das burlas para fins políticos, e até se aproximam para ficarem na fotografia, quando ela estiver para registar os momentos da intoxicação nacional, a que os jornais darão o maior destaque. Omitem ainda assim, que o nº de golos do rapaz ilhéu, conta com o maior nº de penaltis realizados, de entre os nomeados artistas da modalidade, que lhe são imensamente superiores. E esses sim, são os melhores. Há reporteiros desportivos a deambular agarrados a fantasias pelos títulos em papel, que dão provas de menos tempo de vida que o Sobral das cançonetas!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário