O ex-presidente Cavaco Silva, bem se esforça por se
comportar como Júpiter, mas não consegue tal proeza por muito tempo. Mal o
convidam para um local combinado e asseado, aí aparece ele, a botar discurso
como quem deita fogo e metralha, julgando-se que é Luz, a iluminar o caminho e
o mundo. Cavaco leva ressentimento na mala, mesmo quando se aloja num hotel,
chame-se ele, Sol ou Serra, e por lá pousa a sua marca rural, e não raras
vezes, tal como, Marte, um Deus da palavra provocatória, que se situa entre
Júpiter e a Terra, uma pretensiosa lição. E é aqui na Terra, numa universidade
de verão a uma temperatura pouco recomendável, que ele fala para os seus,
enviando recados para fora e pedindo respostas. Virado para os jovens e seus
“alunos” numa plateia escolhida a dedo e a cor, pediu aos imberbes presentes na
Universidade de Verão 2017, que fizessem uma pergunta aos Partidos da
geringonça que defendem a saída de Portugal do euro, o que é que tal abandono
provocaria, se não colocar Portugal no mesmo patamar ou situação em que se
encontra a Venezuela. Usou desta “bazófia” filosófica, oca, barata e demagógica,
mas sobretudo provocatória, e “piou” como um mocho agoirento na noite escura.
Perguntou e respondeu. É assim um bom professor. Só que a pergunta deveria ser
feita ao Povo. O povo talvez lhe respondesse, que mesmo que Portugal ficasse
como o país de Bolívar, agora de Maduro, não tinha nada a perder, já que nada
tem, ou o que tem de pouco vale. Já Cavaco e os seus pares, acólitos, apaniguados,
todos os da sua “galáxia”, que comeram à sua mesa, teriam, esses sim, tudo ou
quase tudo a perder. O Povo sabe em que circunstâncias, que só perde quem tem.
“Fico-me por aqui”!
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