António Mexia, já há muito que mexe com a nossa carteira. É o gestor
mais bem pago em Portugal, e isso custa muito dinheiro. Por isso ele vai-nos ao
bolso, enquanto o diabo esfrega o olho, e mal a gente liga a luz. Ele é o Messi
da Gestão, e o Ronaldo da EDP, segundo a nova tabela schaubliana, que avalia o
desempenho e a qualidade dos resultados obtidos. Agora que se pretende, se faça
luz, a Justiça parece querer usar do interruptor geral, e acabar com o negócio
em que ele e mais uns tantos, ao que se julga, está envolvido. Nomeou-o arguido
num processo que florescia no escuro e com contornos faíscantes. Os
portugueses, têm sido os consumidores de energia e pagantes mais explorados da central
eléctrica europeia(cee), já que o preço cobrado por cada vez que uma
casa é iluminada, é o mais elevado, capaz de electrocutar 20% do salário de uma
família, e capaz de queimar uma empresa, induzindo-a em coma improdutivo. Mexia
com certeza tem boas ligações, saberá mexer-se, e tirar partido das extensões
seguras, que fez, pelas várias fases por onde circuitou, com gente iluminada, e
até com um professor de gabarito, posto em Columbia a dar aulas de energias
limpas, quando os ventos ajudam, e perito em colocar dois dedos ao alto, e
junto à cabeça, como dois postes de pinho distribuidores, numa qualquer
assembleia de técnicos. Esperemos que a Justiça não os deixe renovarem-se mais
nas energias, afinal sujas, e nos dê a
claridade necessária para que o país saia ressarcido deste desfalque de
voltagem máxima, e os portugueses possam ligar o candeeiro e o aquecedor com
maior folga, para que os seus filhos possam estudar vendo melhor, e sem frio,
nos dias de grandes nuvens, que nos cobrem desde há muito tempo, segundo a
última leitura no contador das vigarices, dos favorecimentos e das corrupções.
*-(publicado no DN.madªem 06/06/017)
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