Mouraria

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Comissões

Pelo que se lê e percebe, não vai haver em tempo aceitável, qualquer Comissão técnica e verdadeiramente independente para a verificação, e conclusões, sobre os incêndios macabros, que devastaram floresta e vidas no país de escassas maravilhas. E não vai haver em tempo oportuno, porque cada partido político com assento cómodo no parlamento das teorias e das leis balofas, quer integrar na composição da requerida Comissão, o seu seleccionado, com rótulo de especialista para a causa dos queimados, numa tentativa de lhe dar suposta credibilidade. E se em São Pedro do Sul, a ministra da tutela, ainda espera pelas conclusões do inquérito, e pelo relatório do incêndio que ali lavrou em Agosto do ano passado, sem as consequências horrorosas acontecidas no matagal gigantesco, indomável, e selvagem da zona centro, onde está pregada, a Pedrógão grandemente martirizada, imaginem agora o tempo que vai levar a haver relatório sério, preciso e conciso, sobre tudo quanto naquela região se passou, por entre o manto criminoso do infortúnio e a luz das chamas malditas. Cremos que até ao fim do ano em curso, não vamos ter se não debates, jogos do empurra, mata-mata, suspeições, confusões, acusações, ameaças de demissões, outras nomeações, discussões, mais Comissões, e necessários euro milhões. Para que tudo fique quase na mesma, com renovadas ilusões. Sorria. Esqueça as tragédias. Estamos no circo Portugal!
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terça-feira, 13 de junho de 2017

Coincidências

O dia 24 de Junho é fértil em festejos. Desde o Continente até às Ilhas, desde o Porto até à Calheta e a Angra do Heroísmo, faz-se dia de feriado, porque comemora-se o popular S. João, a que se segue S. Pedro por outros lugares. A cidade Invicta entra em arraial e euforia até às tantas, e só fraqueja e cede quando as pernas e as pálpebras, já nem a manhã seguinte suportam, e recolhem a casa. O mesmo se dirá das outras localidades, aonde o santo se ergue em festa, e cascata de gente em grande folia. S. Pedro entra na roda cinco dias mais tarde, e a alegria continua na rota, por entre luzes e fogo, comes e bebes, com sardinhada bem cheirosa e tinto ou branco a refrescar e a animar a malta. Mas quis o destino ou coisa sem explicação, que nestas datas, um casal mediático e apreciado quanto curioso, que sempre nos entra também em casa por diversos conteúdos e meios, seja notícia mundial. No dia 24 de Junho de S.João, faz anos o maior futebolista do mundo, e que já é santo, desde Barcelona até Rosário, na Argentina. No dia 29, pelo S.Pedro, também a sua companheira é aniversariante. Um casal de pais e de amor, que sem o saber, entra num calendário que coincide com os santos venerados no território luso. Leonel Messi, assim se chama o santo terreno de Rosário, e Antonella, a mãe dos seus filhos. É caso para dizer e registar, “que o destino marca a hora, pela vida fora”- como cantava o saudoso Toni - numa qualquer parte do mundo, e nele acontecem as coisas mais maravilhosas e até insólitas. Basta juntá-las e ver nelas, felicidade. Parabéns a todos os que querem um mundo melhor, mesmo que ele resulte a partir do pontapé na bola, e acabe numa caldeirada de opiniões com o fisco à espreita. É a vida sempre a desfilar, sob o arco colorido das coincidências!


Publicada por mouraria-mouraria à(s) 08:22 Sem comentários:
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Ronaldo. Nome de escândalo!

Já se sabia, mas o “regime” ocultava ou depreciava a notícia. Nós já o denunciamos por escrito, mas os media, rejeitavam a crónica. E agora Marcelo? E agora Albuquerque? O primeiro empunhava-o como exemplo com garbo, para as gerações futuras e dele se servia. O segundo exibia-o como conterrâneo e troféu oriundo da sua ilha. Este, até lhe proporcionou nome e busto em aeroporto, com nome lá no alto a voar por cima dos centrais da formosa ilha, que Sta.Catarina abençoa. Mas ele avisou de que a verdade é como o azeite e quem não deve não teme. Mas a expressão do rapaz diante do microfone- eu a li na cara - não manifestava à vontade mas algum engulho. Eu disse-o, porque lhe vi o caroço inquieto. Ninguém ligou porque estavam só preocupados com Messi e a quererem, apoiado neste desconforto para o argentino, enaltecer o Centeno do futebol que anda a contas com a Fazenda de Castela. Agora já notificado pela Justiça de nuestros hermanos, que a de cá fecha os olhos. Messi é que é o tal humano que falha, mesmo se a baliza do cumprimento das obrigações fiscais, está escancarada. Mas se a verdade vem sempre ao de cima, aí a temos em todo o seu esplendor a querer respostas. Sendo como o azeite, é porém escorregadia. Qualquer craque se espalha, no meio de tanta fartura e amigos de ocasião. Do craque espera-se mais e melhor, sem recurso a crack. A droga, é que a Justiça precisa de fazer dinheiro e metê-lo bem guardado no cofre estatal, para aplicá-lo noutras áreas, que não as da vida airada, namoros, iates e bebidas psicadélicas, e filhos sob encomenda. Como tudo acabará, só perguntando a Marcelo e a Albuquerque e ao Mendes, que são quem dele pretendem tirar proveito. O povo para aqui nunca é chamado, e se o for, apenas abana a cabeça. Quem sabe destas coisas, são os comentadores de serviço do regime, a quererem cair nas graças do ídolo, por tanto feito venerado, e bajulam-no. Até que tudo se esclareça e todos caiam na razão e pisem o mundo real, a verdade pode ser que saia a ganhar. Para bem de todos. Até do próprio implicado na jogada, embora em fora de jogo legal. Mas há sempre Messi para diminuir o efeito da culpa na tramóia. Ele continua como a medida de todas as qualidades e defeitos. Vivam os 3 efes. Eu dou vivas a 4, sendo que o 4º termina em…daaa-se!


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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Brincar com o fogo!




Brincar com o fogo

12 JUN 2017 / 02:00 H.








    Caminhamos para o Verão, o mesmo é dizer para os dias de braseiro que nos seca tudo e todos. A época dos incêndios aproxima-se. Vão chegar mais rápido do que se quer, e a fim de arrepiar caminho, convém alertar desde já para eles, e para o que foi e não foi feito em termos de preparativos para os combater com redobrada eficácia. Os bombeiros aquartelados pelo país, desde o mês de Outubro do ano passado e até Maio do ano que corre que condições criaram, que estudos fizeram do terreno que conhecem e vão encontrar, que cuidados tomaram, que planeamento traçaram nestes meses todos de acalmia nas brenhas e matas, nos montes e serras, para que quando os fogos lavrarem os vales e as montanhas não venham protestar que as viaturas não andam por falta de peças, que os matagais são densos, que os aceiros não se abriram, que o apoio logístico falhou, que as linhas de água evaporaram-se, que faltou coordenação com os meios aéreos, que em terra ninguém organizou os helicópteros para irem para o ar, que o Governo civil não os ouve, que as verbas se esgotaram ou estão congeladas, que os bombeiros já estão cansados, que... que...! Quantas vezes durante este longo período em que nada ou pouco ardeu e que os combates diminuíram, saíram para o campo a estudar ou a fazer o levantamento do terreno, quanto exercício experimentaram ou simularam, que assistência deram ao material armazenado ou que manutenção aplicaram ao equipamento que estava a merecê-lo, quanto dele recuperaram para de novo ser utilizado no auxílio ás populações que os hão-de reclamar nas horas difíceis? Ou vamos assistir ao rosário de lamentos, com culpas para aqui e para ali, ou apenas estão já preparados os rascunhos das queixas a apresentar quando der jeito e dentro do envelope timbrado? Para tudo isto houve tempo mais do que de sobra, resta saber se houve vontade e labor suficiente neste tempo de bonança que decorreu e que é muito para que a paz esteja connosco. Veremos na altura do corre-corre e da aflição, se estas interrogações vão ter resposta adequada e as fazem cair por terra, ou se teremos mais do mesmo costume choramingão a que estamos habituados. Quem avisa amigo é!


















      














    Publicada por mouraria-mouraria à(s) 08:34 Sem comentários:
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    sexta-feira, 9 de junho de 2017

    A cadeira pesada

    Seja quem for, chegue, e diga à partida, que está ali naquele lugar, aonde acaba de tomar posse de um cargo, uma responsabilidade ou coisa do género , que veio para ensinar e não para aprender, apresenta-se como alguém que já sabe tudo. Ficamos  esclarecidos  que estamos diante de um sábio com muito génio. Não duvidamos da fibra com que é feito o sujeito. Não temos é a certeza, de que haja alguém que não está aberto a aprender com o tempo e os outros. Relembro que reconhecidos mestres, afirmaram bem alto, que só sabiam que nada sabiam. No entanto, um personagem a quem lhe foi confiada a cadeira de sonho de um clube, que procura reerguer-se do pesadelo que atravessa, iniciou o jogo com um discurso, aquando da sua nomeação para a função que vinha mergulhada no vazio, com palavras carregadas de certezas absolutas. O tempo se encarregará de o demonstrar. São necessárias palavras fortes, objectivas, convictas, quando abraçamos uma tarefa, um trabalho, uma carreira, e pretendamos transmitir ânimo, confiança, estabilidade, conforto, a alguém que vai precisar dos nossos préstimos, para atingir metas bem definidas. Mas garantir que entramos por essa porta, só para ensinar e não para aprender, soa-nos a arrogância, apenas e só. Normalmente o sonho lindo, acaba em pesadelo. Surge-nos como cadeira pelas costas abaixo, e a porta de saída é-nos apontada, mal a gente acorda. Basta para isso, que o insucesso nos resultados pretendidos, não sejam alcançados logo ao 3º ou 4º ponto perdidos a favor dos rivais. Os lenços que estão a corar há 4 épocas retornam, para que o branco dê nas vistas e se agite por entre o azul angustiado da esperança inicial. É uma forma dura de se aprender, mas às vezes merecida!


    Publicada por mouraria-mouraria à(s) 02:53 Sem comentários:
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    terça-feira, 6 de junho de 2017

    Explicações, precisam-se!

    Proliferam pelo país, uma data de especialistas em rapar o povo à custa da menor qualidade do ensino público. Cada vez mais, formam-se bandos de agentes, técnicos e professores, que decidem explorar as deficiências de rapazes e de raparigas, que procuram, externamente, obter aquilo que as escolas normais, da rede pública sobretudo - as competências exigidas para progredirem nos seus estudos. E vão daí, abrem Centros de Explicações por tudo quanto é esquina e praça. Os requisitos para abrir um centro de exploração da impreparação dos alunos, e das preocupações dos seus pais, não são quase nenhuns. Abre quem quer. E não contentes com esta facilidade, ainda reclamam do IVA, a 23%, e só querem pagar cerca de 1/4 deste valor, por tão rica exploração do mercado em que se envolvem. Para além do lucro, que até não é devidamente declarado ao fisco, exigem descida daquele imposto. Por razões demagógicas, achamos nós. Querem, quase à semelhança do que está na moda, um negócio, em que o Estado lhes pague uma espécie de renda, que é reduzir-lhes o imposto, que permitirá deduzir a despesa dos pagantes, no IRS, permanecendo seguro e frutífero, os lucros, de que não beneficiarão os alunos. Cremos que cabe urgentemente ao Estado, regular e fiscalizar este considerável part&full time, desses agentes do ensino e outros privados, aumentando-lhes o IVA para 25%, e não diminuindo-o para 6%, como eles querem petiçar. É provável, que este negócio constitua uma fórmula de alguns desempregados com habilitações académicas específicas, conseguirem ocupação dando aulas em salas privadas e até no domicílio, mas tal não deve ser visto como prática regular e normal. Normal seria, a rede escolar estatal, fornecer aos alunos os apetrechos e as competências necessárias, para que possam caminhar dentro do esforço pedido, em direcção ao bom desempenho e de acordo com as perspectivas e objectivos com que sonham, para a vida. Lógico também será, o Estado não ser permissivo neste assalto às famílias, por aproveitamento das dificuldades que os rapazes e raparigas que estudam, apresentam, por uns preparadores de matéria à solta, e a montarem explicações à parte, com grandes lucros e sem qualquer regulamentação. Conheço professores nesta área, que abandonaram a docência no ensino oficial, só para se dedicarem a esta actividade privada, e outros até as acumulam. É porque vale a pena, escreverem num quadro assim. Rico e concorrido!


    Publicada por mouraria-mouraria à(s) 07:01 Sem comentários:
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    Dois em um

    António Mexia, já há muito que mexe com a nossa carteira. É o gestor mais bem pago em Portugal, e isso custa muito dinheiro. Por isso ele vai-nos ao bolso, enquanto o diabo esfrega o olho, e mal a gente liga a luz. Ele é o Messi da Gestão, e o Ronaldo da EDP, segundo a nova tabela schaubliana, que avalia o desempenho e a qualidade dos resultados obtidos. Agora que se pretende, se faça luz, a Justiça parece querer usar do interruptor geral, e acabar com o negócio em que ele e mais uns tantos, ao que se julga, está envolvido. Nomeou-o arguido num processo que florescia no escuro e com contornos faíscantes. Os portugueses, têm sido os consumidores de energia e pagantes mais explorados da central eléctrica europeia(cee), já que o preço cobrado por cada vez que uma casa é iluminada, é o mais elevado, capaz de electrocutar 20% do salário de uma família, e capaz de queimar uma empresa, induzindo-a em coma improdutivo. Mexia com certeza tem boas ligações, saberá mexer-se, e tirar partido das extensões seguras, que fez, pelas várias fases por onde circuitou, com gente iluminada, e até com um professor de gabarito, posto em Columbia a dar aulas de energias limpas, quando os ventos ajudam, e perito em colocar dois dedos ao alto, e junto à cabeça, como dois postes de pinho distribuidores, numa qualquer assembleia de técnicos. Esperemos que a Justiça não os deixe renovarem-se mais nas energias, afinal  sujas, e nos dê a claridade necessária para que o país saia ressarcido deste desfalque de voltagem máxima, e os portugueses possam ligar o candeeiro e o aquecedor com maior folga, para que os seus filhos possam estudar vendo melhor, e sem frio, nos dias de grandes nuvens, que nos cobrem desde há muito tempo, segundo a última leitura no contador das vigarices, dos favorecimentos e das corrupções.

    *-(publicado no DN.madªem 06/06/017)

    Publicada por mouraria-mouraria à(s) 06:57 Sem comentários:
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    segunda-feira, 5 de junho de 2017

    Passos veste, covfefe!

    Desde que Passos Coelho foi corrido da governação, por efeitos do acto eleitoral no país, e da leitura que dele se fez e dele resultou um novo governo, se esforça na oposição por mostrar alguma competência que se lhe negou apresentar e provar, enquanto primeiro ministro de um executivo que nos ia desgraçando sem remédio. Passos percorre Jornadas entre os seus, e para dentro, nada mais tem feito para dar sinal de vida, do que tentar desacreditar a "geringonça" que está no poder, e atribuir-lhe só os males que ainda resistem, já que todos os bens operados são resultado da sua lavra e do grupo que então chefiava. Este governo comandado por António Costa, é assim uma espécie de revelação do projecto de que ele não teve oportunidade de dar continuidade e por em prática, mas cuja autoria lhe pertence. O governo actual, é assim o outro lado do dele, que faltava ver e sentir. O herdeiro do programa interrompido do governo anterior. A "geringonça", apenas está a levar à prática, as medidas e a conseguir metas, que a Passos Coelho pertencem e de que até deviam estar sujeitas a pagamento de direitos de autor. Mesmo assim não se conforma, com o atraso com que elas são conseguidas. Caso ele ainda estivesse no governo, a coisa piava mais fina e com outro brilho, de fazer corar quem nele não votou e não confiou a sua renovação de mandato à frente dos destinos da nação. Os resultados alcançados hoje, são sempre contestados por ele, mesmo que tenha que exibir, ao mesmo tempo que fala, um ar de “betinho” colado ao rosto. Se o executivo actual, consegue o valor 2.8, ele diz logo que com ele seria maior. Se o governo não arranca com o plano X, ele replica, que isso com ele já estava implementado e a dar frutos. Se a geringonça, acciona a velocidade útil, desejada, prudente, e atinge metas definidas, ele reivindica para si e para a sua camarilha, o sucesso delas. Num discurso que mais não é uma burandanga aonde se embrulha, o antigo governante(!) que agora na oposição sabe como governar, arruina o gorgomilho, por tanto tentar vender-nos transquibérnias e ver se a gente o segue e delas consente. Mas não. O povo já o esqueceu, e isso é que é o grande drama dele. Não ter tomado ainda consciência de tal realidade, só aumenta as hipóteses dele ser chutado da chefia do seu próprio partido, que lidera ainda, e o traz enganado e o aponta ao ridículo. A patetice teimosa que se ouve nas suas afirmações, não o deixa ver bem, a figurinha agravada que anda a espalhar, jornada a jornada por todo o lugar em que deixa pegada, de coelho nunca saído de cartola, mas em-pin-ado numa desesperada lapela antiga. Ele é o verdadeiro covfefe. Só pode ser!


    Publicada por mouraria-mouraria à(s) 06:58 Sem comentários:
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    pouco exijo da vida, por isso ela nada irá levar que falta faça, mas enquanto cá andar, vou ser muito chatinho.É que quem muito se acomoda, pouco se incomoda.
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