Uma das primeiras orações que os técnicos de futebol aprendem quando
chegam ao Dragão, na tentativa de endireitar o que nasceu ou herdaram, torto, é
que o resultado obtido durante os 90 + min. de jogo que não bastaram para serem
vitoriosos, é queixarem-se da arbitragem. Quando não ganham, mesmo contra um
adversário que à partida é mais diminuído em todos os flancos, desde a
tesouraria até às instalações e demais meios de pasmar, a culpa está no homem
do apito. Tenha o apito a cor que tiver. Imitando Lopetegui, logo ao primeiro
precalço em casa e no 1º jogo a contar a sério, Peseiro, aprendeu depressa como
desculpar-se do desaire por si arquitectado, e aos seus comandados pela
fracasso consentido. Entende o técnico portista que a derrota se deveu a um
clamoroso erro do árbitro ao anular um golo legal. Admitindo que aqui se
posiciona uma verdade, ela não é maior do que aquela em que no jogo que opôs o
Levante ao Barcelona, aonde o árbitro anulou logo aos 3min. um golo a Messi,
ainda mais limpo do que aquele em que no Dragão intervieram dois jogadores,
enquanto que Messi foi quem recebeu, dominou o esférico em posição legal e
desferiu de pronto o remate certeiro à baliza do "portero"
adversário. O Levante apesar de querer levantar a cabeça, o que fez,
durante o confronto com o Barça, este acabou por impor-se e ganhar a partida.
São assim as equipas grandes e melhores. Se o FCP, que equipa de azul e branco,
tivesse argumentos fortes para demonstrar que é uma equipa que luta para o
título, bastava-lhe o tempo restante para dominar claramente o seu opositor, e
sair vencedor sem apelo nem agravo. Mas não. Aqui em Portugal, há equipas que
contam ganhar jogos e campeonatos através de grandes penalidades, foras de
jogo, apostar por todos os meios jogar contra dez, simulando agressões que
levem à expulsão do atleta "faltoso" da equipa contrária. O Futebol
não é isto. A normalidade, é que quem ganha, é, ou foi melhor no jogo jogado e
não por entre truques enganadores. O Arouca até foi displicente na primeira
parte ao não ter a discernidade necessária para fazer subir o score,
quando teimou em atirar contra o "boneco", e por isso foi para o
intervalo empatado. Ninguém tem a coragem que se reclama nestes momentos para
dizer, que o FCP não joga bem, e que até sofre com o guarda-meta de renome
mundial que chegou do reino de Espanha, com grande pompa. É nestes alturas mais
baixas, que as equipas grandes sabem perante o desastre, sair por cima, e
transmitir a mensagem de que embora perdendo, reconhecem no adversário
qualidade e mérito. Bastava dizer - "perdemos porque não soubemos
ganhar", ou então - o FC Arouca foi -nos superior e mais inteligente, e
por isso ganhou bem". Os argumentos que sobram para o depois, só fazem
parte dos maus pagadores ruidosos, e demonstra o estado doentio em que alguns
intervenientes se encontram!
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