O "cartaz" do BE
O Bloco de Esquerda, partido representado na Assembleia do Povo, subiu, subiu, subiu, e tocou o Céu. Deslumbrado começou a engrossar a voz, apresentou projectos de salvação para os aflitos e esperançados, gays e lésbicas, e despiu a burka. Andou pelas ruas e praças, a distribuir propostas, conflitos e cartazes. Entrou em transe, e armado com uma bazuca, apontou aos pés, e deu um tiro - mas que tiro. Entre os seus apoiantes partidários, e outros que neles apenas votaram armados por outro sentimento de revolta, crentes e descontentes, levaram o BE a um patamar que ele não sonhava sequer. A votação que alcançaram e dele fizeram o 3º partido em Portugal, se fosse hoje não alcançaria nem metade dos votos. O cartaz leviano, insultuoso, gratuito, provocatório, de mau-gosto, revela a necessidade urgente de internamento em psiquiatria do "humorista/autor" que ainda por cima diz que é gatuno, pois roubou uma ideia antiga, nascida no faroeste yank. Agora de tão aflitos, que nem N.Sª dessa condição, lhes acode, tentam a todo o vapor que enche as nuvens do Céu, descarregar sobre nós, os que nele até confiamos e a outros simpatizantes, dar explicações, ridículas, anedóticas, trapalhonas, com medo dos efeitos nefastos que tal "cartaz" provocou e os descontrolou. É assim que acontece com os abusadores, que vindos do nada, quando se apanham com um brinquedo que exige responsabilidade e respeito para tratar com ele, conservá-lo, não foram educados para tal e chegam à ravina que os mergulha no inferno, mais depressa do que julgavam poder acontecer. As simpáticas marias e marianas, belezas e outros fundamentalistas, estragam tudo pela imaturidade que exibiram ao erguerem um símbolo sério para alguns, e uma imagem que representa uma Fé enorme para milhões. Como os milagres não acontecem todos os dias, o BE vai atravessar o deserto, e junto do camelo que o acompanha e que também tem duas bossas, vai ter de reflectir e muito, para encontrar uma solução limpa que lhe traga de volta os eleitores que tinha agarrado, para se manter de pé e com a gracinha mais comedida e menos espirituosa. Se não corre o risco de ser entendido como um espírito mau e não como uma força política ao serviço da Sociedade.
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
O "cartaz" do BE
sábado, 27 de fevereiro de 2016
"As vitórias morais"
As vitórias morais
Joaquim A. Moura
Eu tinha acabado de chegar de Águeda, porque andara lá a ajudar a limpar a lama que por teimosia do mau tempo, ali permanece. Entrei por isso no Dragão com algum atraso e ainda com as galochas nos pés. Já no estádio, acomodado, perguntei ao parceiro do lado como estava a decorrer o jogo, e ele que vestia de azul e branco, segredou-me em tom de clandestinada (ali tem que se usar de certos cuidados), que os gajos já podiam estar a ganhar. Iam 15 minutos, e eu retorqui;- “já?”. E ele juntou - “tibemos sorte”. E eu - “então por que é que FCP está à defesa e não se arreganha para esses aspirinas. “. Que não. Assim talvez os enervássemos, até os adormecêssemos, e depois e tal seriam favas contadas. Aceitei a narrativa mas não gostava do que estava a ver. Os bávaros trocavam a bola a seu bel-prazer, e o FCP corria atrás dela como os tolinhos quando jogam contra o Barça. À medida que o jogo avançava eu concentrei-me mais na equipa alemã, pois dizem que eles acabam sempre por sair vencedores dos acontecimentos, conferências, reuniões, acordos, tratados, os mais diversos eventos em que entram, etc. O jogo já com algum molho caído do céu, ia consumindo o tempo regulamentar, até que aos 23 min. a baliza do FCP foi violada e reviolada por dois remates, sujeitos agora a contestação à portuguesa. e o marcador passou a estar favorável aos aspirinas cheios de vitamina. O, 0-1 estava feito, e o resto é mais bandeira menos bandeira no ar. Bola ao centro que o baile vai continuar. E continuou. De pé para pé, para aqui e por ali, o Borússia, trocava a redondinha, enquanto os de azul e branco metidos lá atrás procuravam apanhá-la para surpreender os merkelianos. Aqui e ali surgia um esforço deste e daquele elemento da equipa da casa, mas morria no último terço, que é aquele em que se deposita toda a fé e uma réstia de esperança. Virei-me de novo para o parceiro do lado e perguntei-lhe porque razão o FCP parecia estar a defender o resultado, que lhe era prejudicial. Ele olhou para mim com ar zangado, e disse-me:- “bê-se logo que o amigo não percebe nada de vola. Então não biu que o árvitro está feito com eles? Tambénhe com essas galochas bê-se vem de onde bem”. Então foi quando pela primeira vez na minha vida, quer como espectador quer enquanto atleta, reparei que um treinador de futebol de alta competição, fez um gesto cândido e eloquente, para dentro ou para fora do campo, e juntando duas mãos, como em oração, ao rosto, enviou-nos uma mensagem para ir-mos tomar um café e dormir. Eu tirei as galochas, enfiei as pantufas e fui fazer aquilo que ele recomendou. A “lama” no Dragão continua por remover, e por lá ainda vai necessitar de muito trabalho. Pese a quem peseirar!
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Este espaço é destinado à construçăo de ideias e à expressăo de opiniăo.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
O "Público" e as suas Edições
O PÚBLICO e as suas Edições
Recordar é viver. Uma frase quase sapiente, mas que carrega algum saudosismo. Mas chegou o momento de trazer à memória uma feliz atitude do jornal Público, pois ele assume-se há já alguns anos, e que nós queremos sempre repetidos, como o Jornal mais vanguardista deste país, mais próximo dos valores, que são fruto do trabalho dos homens, que merecem ser enaltecidos. Decorreram cerca de mais de uma dúzia de anos, creio, que este estético, suculento, e bem constituído diário, que nos fornece informação e pensamento da melhor qualidade, colocou no mercado com o jornal, um conjunto de livros, reunidos no nome, "Colecção Mil Folhas". Após deter o olhar na minha pobre estante aonde repousa o meu parco investimento de leitura à mão, e à medida que a ia percorrendo, redescobri o livro nº1 dessa tal Colecção, então editada pelo jornal. E qual era o título desse tomo nº 1, então posto nas bancas impresso em 2002, na cidade aonde é dado a ver o melhor clube do mundo - Barcelona? Nada mais nada menos, que o Livro de Umberto Eco - "O Nome da Rosa", ilustrado na sobrecapa com uma foto de Hulton Getty/Laura Ronchi. O livro do maravilhoso autor falecido na última sexta-feira, é um romance com cerca de 500 páginas. que alcançou "uma aclamação mundial que veio modificar os critérios de produção das editoras, e não apenas das italianas". Lê-se na sobrecapa. O Público, sendo um Jornal, pertence a esse grupo que soube juntar-se à importância que a Cultura tem no desenvolvimento dos povos e demonstrou estar atento à importância que a civilização tem de ter entre mãos, também por este método, "mil folhas para leitura" ou mais, para a tornar melhor e mais erudita. Um Jornal que "não cessa, e talvez nunca venha a cessar, de nos seduzir e maravilhar", tal como a obra e o autor que distribuiu em lugar primeiro, já lá vão uns anos.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
O voto contra o O.E 2016
O PSD declarou em alta voz que votará contra o O.E para 2016 por este
ser mau e tornar pior as condições de vida do povo em geral e agravar o
dia-a-dia da classe média em particular. Já antes o seu rapaz-de-mão e
apanha bolas, CDS, tinha manifestado, numa de "assunção e de aparecer
nas cristas da onda", igual intenção. Espantei-me com esta deste O.E,
vir a prejudicar uma classe que julgava extinta - a classe média. Por outro
lado congratulo-me por o ex PàF continuar unido na votação de reprovação no
Parlamento, do instrumento de governação para 2016 do actual executivo.
Arrepiado ficava se os partidos da direita retrógrada e austeritária, que
governou até 2015, e que ainda se apresenta a inaugurar em 2016 por aqui e por
ali, instalações como se estivesse em funções, votasse o Orçamento ao lado do
PCP e do BE. Aqui é que um vendaval de espanto e de preocupação ganhava lugar e
merecia do povo medo maior. Sabendo-se como se sabe e experimentou, as feridas
causadas com as medidas que Passos e Portas implementaram e nos impuseram como
forma de vida, que levaram à expulsão de pais e filhos do país, de técnicos de
fina qualidade, e inviabilizaram com tais medidas o futuro dos que cá continuam
e o regresso dos que partiram, como é possível dizer que não apoiarão este O.E,
para 2016, porque ele é pior do que aquele que lhes serviu de instrumento nos
anos tóxicos em que estiveram à frente dos negócios desastrosos que conduziram,
e que apenas demonstrava a subserviência, própria dos "descabelados e
desmiolados", aos interesses que não favoreciam os portugueses. Qual foi o
aumento da qualidade de vida na Saúde, na Educação, no Emprego, em salários,
reformas e pensões, extraindo deste pacote os seus apaniguados apoiantes
distribuídos por autarquias, administrações pueris e por provas dadas de
servilismo em outros cargos inventados para a família da cor até então
dominante, que os ex-PàF, ditos bons-alunos da chanceleria germânica, agora
expulsos e a choramingar junto ao muro restante de Berlim, enquanto
escaqueiraram a fortaleza lusitana que se mantinha ainda de pé, e que agora é
preciso reverter? E que razão sentem eles, Passos/Portas&Herdºs, para
andarem num périplo a propagar maledicências contra o actual governo e a fazer
figas para que ele rebente por dentro, por essa Europa fora? Se eles nos dessem
a má nova de que se colocariam ao lado deste O.E para 2016, aí meus amigos,
outra coisa não nos devia paralisar para fazer as malas a todo o gáz e tomar o
1º avião que ainda resta na placa TAP com permissão da ANAC, de levantar vôo
com rumo a um qualquer país de acolhimento de refugiados, pois isso seria a
prova provada de que este O.E para 2016, da autoria do PS com apoio
especial, não protegeria minimamente os interesses do país e do povo.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Morreu a Rosa com Nome
Morreu a Rosa com Nome
Joaquim A. Moura
Morreu um Pensador. Morreu na noite em que muitos de nós, anónimos banais, fazem a mala para partir para irrelevantes fins-de-semana. O escritor e filósofo, figura humana de superior estatura e de relevo traço, só poderia ter nascido em Alexandria. Não na Alexandria dos faraós, mas aquela que tem raízes no Norte de Itália, lá onde as flores ganham mais cor. Mas bem que ele, merecia ter sido dado à luz e ter sido tratado como um Imperador do Egipto. Sê-lo-à. Umberto Eco, já tinha deixado também a sua mala de viagem feita, mas para seguir de vez para a sua “Ilha do Dia Anterior”, logo que a sua formosa Rosa murchasse ou deixasse de irradiar o “eco” implacável e perfurante, que atravessou Continentes doentes e habitados tanto pelo bem e pelo mal, e por Desertos de moralidade. Morreu um Filósofo, como ele se considerava acima de tudo, e agora todas as suas teorias vão passar para além do “Número Zero”, e vão servir de cartilha a todos os homens de boa-vontade. Num “Cemitério de Praga” ou de Itália com certeza, ele irá repousar e continuar a reflectir, junto de outras almas históricas e elevadas nas artes. O que é certo, é que não mais escreverá mais “romances aos fins-de-semana”, como ele disse um dia que era quando gostava de os criar, pétala a pétala. Que repouse junto à chama da Paz na companhia da sua estimada e “Misteriosa Rainha”, como ele soube ser, Rei – ainda!
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
O "reforço" que falta
O treinador do F.Clube do Porto, está com sérios problemas para
encontrar alguém que lhe dê segurança e confiança nas suas linhas defensivas. É
certo que não está só aqui neste sector as debilidades da sua equipa. O ataque
também padece de qualidade. Mas o que parecia surgir como uma esperança para
reforçar as suas linhas mais necessitadas, já não vai ser assim tão brevemente
possível. A demissão há muito exigida do Governador do Banco de Portugal,
Carlos Costa, parece difícil de acontecer e mais impossível para Peseiro poder
contratá-lo e contar com ele em forma. O desejado reforço não é nem pode ser o
Governador que nada administra com rigor e deixa passar tudo, até por debaixo
das pernas, isto, se não houver mesa brilhante com gavetas e alçapões. O
que poderia ser uma mais valia na SAD e no onze portista não oferece confiança,
dá cabo de qualquer balneário caro, pois ele trai os processos tácticos que
levam ao sucesso de qualquer equipa, e a levam ao descalabro e à banca rota,
parecendo mesmo que se vende ao adversário que lhe apresente qualquer proposta.
O homem em que se devia confiar na gestão do jogo que está sob a sua orientação
e defesa, é um buraco que leva à derrota qualquer instituição em que alinhe.
Peseiro nunca formaria com ele no "time" uma equipa capaz de
ultrapassar os obstáculos que alinham na Liga desportiva e na Champions das
Finanças. O Carlos Costa, não é elemento que assegure estabilidade, nem sequer
nos Bês. O melhor era rescindir com ele na base do (des)entendimento, tirá-lo
do banco, e arranjar-lhe um lugar numa barraca de praia, ou num quiosque
junto, aonde ele pudesse gerir tal negócio, com o Financial Times, o The
Economist, à venda em papel, e servido do canal Bloomberg. Mesmo aí, sob
vigilância por entidade reguladora do seu desempenho, que bem podia ser, o
salva-vidas, que traz sempre consigo uma bóia de salvação!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
O Leilão
...Eu ainda fui dos que me desloquei ao leilão dos perdidos e achados
levado a efeito pela PSP, mas devo confessar que embora a multidão presente se
sinta atraída pelo que lá pode encontrar, eu saí de lá com as mãos a abanar.
Não vislumbrei artigo em bom estado, boneco ministerial, banco seguro e viável,
administrador sério, deputado responsável, orçamento com princípio meio e fim,
um simples pin nacional que tivesse direito a ter lugar na minha lapela. A
confusão gerada também não ajudava a persecrutar como se impõem num leilão
desta natureza, virado para bolsas em austeridade. Experimentei ainda uns
óculos de marca para espreitar através deles se via por lá um ex-governante,
que agora reprova tudo quanto o actual faz, e outro que licitou em tempos um
monte de fotocópias a bom preço e à mistura com assuntos ligados a compras que
meteram água. de tal modo que o país se encontra hoje submerso. Em dívidas
principalmente. Normas de compra e venda entre promíscuos, offshores bem
montados, valores financeiros bem tratados, e nem moedas de ouro que tenham
escapado a algum paraíso fiscal, e lá depositadas por gente que costuma
integrar e comprar os grandes e secretos negócios. Nada nem lembrança que
fizesse recordar mais tarde o BPN, SLN, BPP, BES. Banif, EFISA, Technoforma, um
Diploma académico, etc. Nem um Simpson com a bandeira hasteada do PàF. O que
havia por lá, encontra-se em qualquer feira e em melhor estado, mesmo se
contrafeito. E não é difícil dar com ex-líderes desses mercados em qualquer
feira de caca perto de si e em campanha já. Mas tralha quase tudo, foi o que eu
vi mais uma vez, na sequência do que temos vindo a ver e a sentir. Tralha que
nunca foi reclamada. Vou esperar por outro evento semelhante até encontrar um
pack com sortido que me satisfaça!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
A incerteza encarcerada
Esta não é a primeira vez que comento o caso impróprio, e
suspeito de que será sempre um acontecimento inacabado de tanta incerteza
maldita. O caso Rui Pedro, desaparecido em Lousada e investigado por
tudo quanto é esquina e beco, mato, buraco e net, sem que até hoje alguma coisa
nos trouxesse verdade e paz. Faz quase uma vintena de anos que o miúdo da
bicicleta, rolava sobre rodas entretido ali perto de casa, enquanto se divertia
sob o olhar distraído da mãe, e abandonado da preocupação do pai, assoberbado
no seu trabalho, desapareceu até hoje, sem que se tenha uma pista sequer do que
terá acontecido. No entanto, um homem foi preso ao fim de muita(!) investigação
e pouca lucidez na sua condução pelas autoridades especiais. Um homem está
preso, e vai continuar para sempre nessa condição sem que haja a convicção, a
mínima dúvida de que foi ele o verdadeiro, o único, o principal implicado no
caso traumático para duas ou mais famílias. Um homem que foi julgado, antes,
durante, e após ter rolado com o seu camião por estradas de pó e de asfalto em
busca do pão, do seu sustento, para no regresso a casa, a que nunca fugiu, o
descarregar e pôr na mesa junto dos seus, aonde o esperavam com mais lágrimas
do que com fome. Sempre tendo, o medo, como companheiro na cabine da
angústia, quer em viagem, dentro da solidão, no seu vai-e- vem que o trabalho
obrigava. Por outro lado temos uma família sofrida até não poder mais, que não
mais teve de volta o seu filho querido, por outras voltas que tenha dado, por
tantos caminhos, vias electrónicas, e tribunais terrestres, com um advogado,
que a todo o custo quis fazer prova, mais mediática e proveitosa quanto
teimosa, de que ali estava o homem-chave capaz de nos conduzir a todos à
verdade, e promessa disso fez, como conduziu, o agora preso, sempre em
segurança o seu camião de longo e pensativo percurso. Advogado apostado é
advogado bem pagado. O camionista não é homem mediático, e não tem recursos
nem amigos republicanos nem maçónicos, para avançar para lá da dificuldade
aonde pudesse carregar as provas incontestáveis que o ilibassem. E Tribunais
imunes a pressões e até Constitucionais não lhe deram séria importância. Afonso,
o homem encarcerado em Guimarães, terra aonde um graduado de polícia anda à
solta após desancar com porrada e o bastão da cobardia, uma família doce, após
um jogo da bola, vai ter saida precária da prisão que o diabo ergueu à sua
volta por uns Dias. Por bom comportamento - licença banal em matéria
grave. Atitude ou bom-senso, que segundo a acusação lhe faltou aquando o Rui
Pedro, que era um amigo mais novo, deixou-nos e a sua alegria de pedalar na sua
bicicleta recreativa, não se sabendo absolutamente nada sobre o que terá
acontecido. Afonso Dias, regressará após o período concedido em liberdade, à
prisão aonde retomará a figura do diabo, sem que o advogado, mau pagador de
promessa feita, e uma prostituta, com quilómetros de pecado e de falta de
credibilidade, uma mãe e um pai, incansáveis com a cruz da dor e da escuridão
às costas faz anos, uma polícia duvidosa e vazia, conseguissem até hoje
provar-nos que Afonso Dias foi mais precário do que alguns intervenientes no
processo que o julgou e condenou, e que estes é que deviam beneficiar de uma entrada precária nas grades, pela injustiça
alegadamente cometida, por sem resposta indesmentível que nos descanse e
pacifique a todos.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
"O La Ferrari"
Numa linguagem muito carecterística a que só alguns têm acesso e
dominam, e que outros conseguem descodificar, o actual técnico do Sporting Club
Portugal-SCP que ainda reflecte alguns sinais saudosistas pela equipa da Luz,
disse em tempos enganosos de que Rui Vitória, responsável até ontem pela
equipa do S.L.Benfica, e a partir de agora treinador de futebol reconhecido por
Jorge Jesus, creio, disse, de que não precisava de olhar para cima. Em baixo é
que estavam os seus adversários e eram estes que teriam que erguer o olhar para
ver quem iluminava o campeonato. Lentamente, como lume brando que se extingue
depois de fogueira brava soprada por ele e acesa com assanho pelo seu chefe,
Jesus já precisa de afinar o olhar para ver quem a ele se colou a seu lado, e
para baixo já só vê um, que é o FCPorto, que ocupa o lugar que o espera por
troca não tarda muito. Mas disse mais, e de forma pouco cavalheiresca e até ofensiva.
Disse que Rui Vitória não era um expert em matéria de futebol e que não
tinha unhas para conduzir um clube como aquele que lhe meteram em sorte, antes
em azar. Acontece que os dias correm ou rolam não tão devagar quanto se
supunha, e Jesus distraído, não viu um Ferrari a chegar-se a ele em modo também
brando e sem precisar de fazer lume ou chispa. Apenas com a aceleração
necessária para manter o ritmo da aproximação à pole position. Quando
Jorge Jesus abriu mais os olhos e afastou a cabeleira, viu um topo de gama
vermelho, com cavalinhos fogosos a seu lado e conduzido pelo tal Vitória, que
percorrera o circuito do aquecimento antes de se tornar um treinador a sério, e
que segundo o parecer do técnico dos Leões ainda lhe faltaria muito até atingir
tal estatuto. O discurso do Leão Jorge, parece ter diminuído de rugido, e
ajustou a aceleração da ofensa à realidade actual. Ele sabe que o LaFerrari a
qualquer momento o deixa para trás de maneira a fazer com que ele só pare no 3º
lugar que lhe está destinado historicamente, mas que por ora está ocupado pelos
azuis e brancos. Mas só por agora!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Limpinho, limpinho, limpinho!
Uma das primeiras orações que os técnicos de futebol aprendem quando
chegam ao Dragão, na tentativa de endireitar o que nasceu ou herdaram, torto, é
que o resultado obtido durante os 90 + min. de jogo que não bastaram para serem
vitoriosos, é queixarem-se da arbitragem. Quando não ganham, mesmo contra um
adversário que à partida é mais diminuído em todos os flancos, desde a
tesouraria até às instalações e demais meios de pasmar, a culpa está no homem
do apito. Tenha o apito a cor que tiver. Imitando Lopetegui, logo ao primeiro
precalço em casa e no 1º jogo a contar a sério, Peseiro, aprendeu depressa como
desculpar-se do desaire por si arquitectado, e aos seus comandados pela
fracasso consentido. Entende o técnico portista que a derrota se deveu a um
clamoroso erro do árbitro ao anular um golo legal. Admitindo que aqui se
posiciona uma verdade, ela não é maior do que aquela em que no jogo que opôs o
Levante ao Barcelona, aonde o árbitro anulou logo aos 3min. um golo a Messi,
ainda mais limpo do que aquele em que no Dragão intervieram dois jogadores,
enquanto que Messi foi quem recebeu, dominou o esférico em posição legal e
desferiu de pronto o remate certeiro à baliza do "portero"
adversário. O Levante apesar de querer levantar a cabeça, o que fez,
durante o confronto com o Barça, este acabou por impor-se e ganhar a partida.
São assim as equipas grandes e melhores. Se o FCP, que equipa de azul e branco,
tivesse argumentos fortes para demonstrar que é uma equipa que luta para o
título, bastava-lhe o tempo restante para dominar claramente o seu opositor, e
sair vencedor sem apelo nem agravo. Mas não. Aqui em Portugal, há equipas que
contam ganhar jogos e campeonatos através de grandes penalidades, foras de
jogo, apostar por todos os meios jogar contra dez, simulando agressões que
levem à expulsão do atleta "faltoso" da equipa contrária. O Futebol
não é isto. A normalidade, é que quem ganha, é, ou foi melhor no jogo jogado e
não por entre truques enganadores. O Arouca até foi displicente na primeira
parte ao não ter a discernidade necessária para fazer subir o score,
quando teimou em atirar contra o "boneco", e por isso foi para o
intervalo empatado. Ninguém tem a coragem que se reclama nestes momentos para
dizer, que o FCP não joga bem, e que até sofre com o guarda-meta de renome
mundial que chegou do reino de Espanha, com grande pompa. É nestes alturas mais
baixas, que as equipas grandes sabem perante o desastre, sair por cima, e
transmitir a mensagem de que embora perdendo, reconhecem no adversário
qualidade e mérito. Bastava dizer - "perdemos porque não soubemos
ganhar", ou então - o FC Arouca foi -nos superior e mais inteligente, e
por isso ganhou bem". Os argumentos que sobram para o depois, só fazem
parte dos maus pagadores ruidosos, e demonstra o estado doentio em que alguns
intervenientes se encontram!
O diabo em campanha
Se por distração de Deus, e por desleixo,
desconserto, e infortúnio dos portugueses, Passos Coelho regressar ao poder
como 1º ministro do país revoltado, sempre num esforço de recuperação, que ele
vendeu a retalho e pôs o que restou em cacos, exigindo agora a este especial Governo a tarefa de sarar as
feridas herdadas, e o refazer, numa tentativa de o tornar igual à dimensão de
outrora e de lhe devolver o orgulho que ostentou na História que demorou muitos
séculos a erguer e pelo qual lutou, se tal acontecer, é prova de que a
Democracia não é o melhor sistema político, mas antes o mais depravado de entre
todos os sistemas políticos-ideológicos.
Ele, bem anda já a ensaiar a farsa e a entoar mentiras, e em campanha a tentar
vender o seu peixe(função que nele se tornou um vício, obcessão ou trauma), e
deseja por entre os discursos que vai largando, o insucesso do actual governo,
quanto mais cedo que mais tarde. Disfarçadamente armado em patriota, daqueles
que até dorme com um pin verde-rubro na lapela armilar do pijama e uma
bandeirinha multicolor atrás da porta do quarto, para nos convencer de que ali
está um homem valoroso, sério, com ar de menino de comunhão solene, e ungido
pelos lobbistas beneficiados durante o tempo que teve as rédeas do poder nas
mãos. Os cacos que António Costa anda hoje a apanhar e a colar, apresenta-se
uma tarefa difícil, quase impossível, pois a dispersão dos favores consentidos
pelo ex-governo da coligação espalharam-se de tal modo que fazem notícia todos
os dias nos jornais, e foram parar a lugares custosos de lá chegar e
resolvê-los. Cabe à actual equipa governamental, liderada por Costa e pelos
seus corajosos parceiros, que numa
estratégia de equilíbrio assente na inteligência, mas digamos, de exigência
ímpar para que a corda não estremeça, até que possam recolher os anéis
possíveis que os dedos dos amigalhaços de Passos e de Portas, ainda detêm e
ostentam. Se for a tempo, claro. O caso da TAP é um exemplo, por um lado, e o
da ANAC é outro. Ambos com contornos e propósitos criminosos, da política
levada a cabo pelo executivo da ex-coligação do compadrio, e nunca apagando o
descalabro que eles introduziram no BANIF. Passos Coelho provou enquanto
prestou serviço como bombeiro, que não só deixou a casa a arder, como prova agora
que é um incendiário. Esperemos é que ele seja chamado um dia a prestar contas
ao país e aos portugueses. A cela nº44 está vazia!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
O Jogo do Protesto
Não sei o que tenho contra a Inês da pág.2, mas mais uma vez não vou à
bola com ela. Diz o que tem a dizer de forma e estilo de fazer inveja. Mas não
estou sempre de acordo por entre as linhas que ela traça. Uma questão de ângulo.
Escreve a linda Inês no seu (desa)sossego nesta segunda-feira, em dia
ameno, de temperatura agradável que até permite ler o JN logo pela manhã
sentado no banco do jardim sob as "acácias que breve terão flor", de
que 22 atletas de escalão menor na Grécia, país aonde a vida de todos está
reduzida a divisão baixa, se sentaram no relvado em sinal de protesto
coreográico, por causa do que acontece em mares vivos que causam a morte a
velhos, novos e crianças. Mas ela foca as crianças sobretudo, que dão à praia
já cadáveres, equipadas de vermelho e de calção azul, e de que se vem a saber o
seu nome através da ficha de um árbitro contestado e em fora de jogo - mais
tarde. Contabiliza quantos se afogaram na travessia inconsciente ou do
desespero, e acusa o mundo desde a U.E à Turquia, e descodificando assim a
coreografia dos jogadores gregos em pose de yoga em protesto contra a
"indiferença total" dos espectadores mundiais. E diz a Inês do JN,
que todos os dias esta tragédia acontece. Junta à crónica vítimas de efeitos
colaterais após o desembarque em terra "firma", as que desaparecem
perdendo-lhes o rasto. Cita Organizações internacionais que fazem de conta que
fazem, porque tudo se repete sem que tais Organismos lancem uma bóia eficaz
para que acabe o pesadelo em modo de aventura. Mas culpados acha ela que os há.
E nisso estamos de acordo. Acrescento apenas este ponto de vista. Quem os
coloca dentro de um barco e os lança ao mar da morte, não estará a fazer o
mesmo que eu, se instalar-me com os meus filhos dentro de um Hotel que
imagino ser rico e com futuro, chamado Europa, todos com um cinturão de
explosivos à cinta, não para matar quem lá está hospedado e tranquilo, mas para
nos defendermos de um possível ataque de terroristas que apareçam por lá
adentro para nos liquidar? Continua a sub-directora do jornal -"Acontece
todos os dias,mas falamos cada vez menos". Pois a mim quer-me parecer,
que uma das carecterísticas do Ocidente e da U.E, é falar muito e fazer pouco,
mesmo para os seus filhos que cá estão a penar desde os seus avós. E pode
continuar a falar que tudo se irá repetir, pois a solução não está na política
aplicada que só se tem constituído como máscara da hipocrisia. Os refugiados,
migrantes ou infiltrados, ao meterem-se num bote, lancha, jangada, barco a cair
de podre, estão a colocar um colete de explosivos à cintura deles próprios e
das crianças que criminosamente arrastam consigo, quando pensam atingir o Grande
Hotel-Europa, que eles julgam rico, seguro, e com futuro, e fazer com que
mais cedo ou mais tarde rebentem nas águas assassinas ou quando tudo falhar.
Quero abreviar, dizendo que podemos continuar a falar como até aqui, que o
ânimo enviado por Berlim e Paris, aos que apostam ou despertaram em fugir e
procurar abrigo desde os campos olímpicos da Grécia até aos Eliseus, não vão
parar, porque a isso foram convidados a fazê-lo, sem que lhes tenham
dado outra ajuda, oferecido alternativa, condições na sua própria terra, já que
as guerras trágicas que por lá se levantaram tiveram a nossa assinatura, e
agora os refugiados ou migrantes e afins armados, vêm cobrar-nos pelos
destroços que originamos ao longo da história, e encher-nos de preocupação
senão de medo. E nós agora não podemos ficar sentados na relva e a apitar para
o lado como se nada esteja a acontecer, e o jogo macabro continue empatado.
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