segunda-feira, 27 de julho de 2015

Bricolage ou chinesice à portuguesa?

Sabem como é que se dá cabo com um só acto, ou uma má prática, de um sector ou indústria importante da Economia de um país? A resposta vem colada com goma de sapateiro à notícia que nos chega através dos jornais. Uns empresários aldrabões portugueses que ainda não perderam o hábito de fazer feiras do gado e da ladra e aonde se jogava à vermelhinha, assim que largaram o "ofício ou banca do esmeril, da forma de ferro e do molde do pé em madeira, das garujas, da semilha, dos contrafortes, dos forros e das palmilhas", desataram agora a especializarem-se em exportar sapatos em plástico e tecido oriundos das terras de Mao, como se de obras de arte feitas em pele autêntica e garantida se tratassem, dependurando no produto acabado para disso convencer os pés delicados internacionais, uma amostra em pele com selo do fabricante de Barcelos, Felgueiras, Vizela, Famalicão, StªMaria da Feira, etc. Locais de gabarito no que diz respeito a tais objectos de luxo que se arrastam luzidios pelo chão. Procedendo do modo fraudulento como o fizeram tais exportadores de calçado sintético luso-chinês ao preço da bricolage e da uva mijona, como produto saído das mãos genuínas e das máquinas dos artífices portugueses, com um designe disfarçado, só capaz de por os olhos em bico a alguns distraídos, os nossos empresários chico-espertos, deitam por terra aquilo que demorou a impor-se e em que se apostou forte para bater a concorrência e as Mecas do bem-calçar tal como a Itália. Que garantia no futuro se pode dar a Obama, Shakira, que os usam, e até à despida Paris Hilton que nem sequer  tira os sapatos portugueses quando"para se por a jeito no formato XXX", de que não estão a comprar gato por lebre e que não estão sujeitos a fazer dos sapatos umas castanholas quando a sola se descola e desata a bater com o caminhar, e os tacões se soltam, fazendo com que pareçam, as madames, umas desajeitadas e bêbedas, quer seja no palco ou outros showbusiness? E que pensará o cão de água de Barak Obama quando cheirar os pés do dono, que a pólvora USA não será? Com empresários burlões destes, as nossas exportações neste sector, que tanta alegria tem dado a Pires de Lima e a Paulo Portas, especialistas a cheirar mercados, com todos os esforços e apoios feitos para as levar ao pódio, explodem, pisam a lama, e não há graxa que as recupere tão cedo. E lá se vai o brilho que tanto trabalho deu a puxar!


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