Sabem como é que se dá cabo com um só acto, ou uma má prática, de um
sector ou indústria importante da Economia de um país? A resposta vem colada
com goma de sapateiro à notícia que nos chega através dos jornais. Uns
empresários aldrabões portugueses que ainda não perderam o hábito de fazer
feiras do gado e da ladra e aonde se jogava à vermelhinha, assim que largaram o "ofício ou banca do esmeril,
da forma de ferro e do molde do pé em madeira, das garujas, da semilha, dos
contrafortes, dos forros e das palmilhas", desataram agora a
especializarem-se em exportar sapatos em plástico e tecido oriundos das terras
de Mao, como se de obras de arte feitas em pele autêntica e garantida se
tratassem, dependurando no produto acabado para disso convencer os pés
delicados internacionais, uma amostra em pele com selo do fabricante de
Barcelos, Felgueiras, Vizela, Famalicão, StªMaria da Feira, etc. Locais de
gabarito no que diz respeito a tais objectos de luxo que se arrastam luzidios
pelo chão. Procedendo do modo fraudulento como o fizeram tais exportadores de
calçado sintético luso-chinês ao preço da bricolage e da uva mijona,
como produto saído das mãos genuínas e das máquinas dos artífices portugueses,
com um designe disfarçado, só capaz
de por os olhos em bico a alguns distraídos, os nossos empresários
chico-espertos, deitam por terra aquilo que demorou a impor-se e em que se
apostou forte para bater a concorrência e as Mecas do bem-calçar tal como a
Itália. Que garantia no futuro se pode dar a Obama, Shakira, que os usam, e até
à despida Paris Hilton que nem sequer tira os sapatos portugueses quando"para
se por a jeito no formato XXX", de que não estão a comprar gato por
lebre e que não estão sujeitos a fazer dos sapatos umas castanholas quando a
sola se descola e desata a bater com o caminhar, e os tacões se soltam, fazendo
com que pareçam, as madames, umas desajeitadas e bêbedas, quer seja no
palco ou outros showbusiness? E que pensará o cão de água de Barak Obama quando
cheirar os pés do dono, que a pólvora USA não será? Com empresários burlões
destes, as nossas exportações neste sector, que tanta alegria tem dado a Pires
de Lima e a Paulo Portas, especialistas a cheirar mercados, com todos os
esforços e apoios feitos para as levar ao pódio, explodem, pisam a lama, e não
há graxa que as recupere tão cedo. E lá se vai o brilho que tanto trabalho deu
a puxar!
segunda-feira, 27 de julho de 2015
quinta-feira, 23 de julho de 2015
A Democracia é uma batata
O título que encima esta opinião bem que podia ser - A Democracia é
uma batota. Segundo o aborrecido Cavaco Silva, que exerce com ar de enfado
e nariz de fedor, o cargo de presidente da República de Portugal - país posto
de joelhos e visto de fora como agente traidor de solidariedades e conivente
com patifarias à portuguesa- em Eleições nacionais não deveriam existir senão
partidos políticos consensuais, ou seja, forças políticas que chegassem cedo e
rápido à unidade nos programas e acções, e abandonasssem tudo aquilo que os
diferencia. Diz aquele algarvio sem qualquer rebuço, que só na base do
entendimento a seu gosto, e pensamento único como o foi ao gosto da ideologia
salazarista(armadilhas do subconsciente), o governo a que ele dará posse
terá a absoluta condição para levar o país adiante e fazê-lo recuperar do
atraso para o qual ele próprio contribuiu, pois no passado foi ele quem mais
anos governou e o trouxe ao estado em que ele se encontra hoje, reconhecendo
deste modo o seu falhanço enquanto governante. Isto da Democracia ter vários
partidos só cria divisões e confusões, atrapalha, e o melhor seria sem dúvida
caminhar-se para trás até revisitarmos ou reintegrarmos uma União Nacional.
Nessa irmandade não havia lugar a programas, planos, anseios e
ideologias diferentes, plurais, que pusessem em causa o progresso da
Nação. A Democracia só estorva quando é mais necessária a defesa de um só
pensamento no caminho para se alcançar os objectivos a que todos se propõem mas
em que só um dite as leis para que em nome do bem de todos, só satisfaçam os
planos que fazem felizes uns poucos, como sempre aconteceu. O recado de boas
intenções, sectário, influenciador,que Belém enviou através da múmia gasta,
ao anunciar a data das legislativas a decorrer em outubro deste ano, parece ter
saído do baú marcelista e até o tom da oratória dirigida aos... portugueses,
fez recuar o tempo ao pesadelo. Este tipo de "aviso" não é
surpresa antes uma confirmação sobre o carácter do homem que ocupa o mais alto
cargo da nação, e que tanto agrada às forças conservadoras que ele apoia e a
elas pertence e dá vida, e que em paralelo assusta o povo limitado, pisado e
infeliz que os alimenta. Cabe a este mesmo povo no dia marcado dizer basta a
tanta mentira e libertar-se do medo que tem feito caminho que o traz diminuído
e embrulhado na desesperança, por um infrutuoso passado, reles presente, e
hipotecado futuro.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Eleições e jornais à porta
(reflexão)
As Eleições aí estão a chegar. Os jornais perfilam-se para as assinalar
e dar-lhes o ritmo, segundo os critérios que os recados e as pressões impõem e
que entram ou se alojam nas Redacções. Caso haja por lá quem bata o pé e abane
a pena, logo se processa uma mudança na linha do corpo editorial teimosa, para que a porta, ceda
nuns e se escancare mais noutros. A "operação lava-leitor"
começou. Assim como quem lava "lulas" para tirar qualquer areia que
possa levantar questões incómodas ou faça emperrar a corrente e o objectivo
pretendido seja afogado. Jornais de referência assim procedem há já algum
tempo. São casas de melindre e de colaboracionismo por vezes. Ora
recuam, depois avançam consoante os resultados e o vencedor. A mó de cima é a
que mói melhor. Em conclusão tornam-se órgãos manipuladores e dançarinos.
Fontes perigosas. Coisa velha e muito sabida, mas também esquecida de repente
por gente enfraquecida. Os mais atentos e robustos terão a tarefa de o recordar
de quando em vez. Remar, remar, contra a corrente que quer lavar o cérebro a
tal gente. Se em cada Redacção estiver pelo menos um Homem tal desígnio não
passará, mas os tempos são de pão difícil e de poucas alternativas. Alinhar,
alinhar é o que é preciso e manda quem pode, o resto arreia nos escombros da
honradez. Nos jornais não há lugar a desinseridos no sistema. Nas
redacções está-se a redigir segundo o Acordo entre as partes. Quem mijar
fora do penico já sabe que fica num fanico e vai escrever, marcar o compasso e
assobiar para outras bandas. Nos estúdios redactoriais do presente só se
recebem e emitem quem não desafina e aguenta o coro. Quem entra na equipa. Que
quem se armar em esperto, levanta a voz e afia a pena, vai parar à lixeira como
se fosse a vala comum dos resistentes, porém perdedores. Coisa temporal. O país
que o consente é o mesmo que realiza os seus funerais quando a isso houver
lugar. O poder de compra e de vontades também está a mudar, e jornal que não se
vende e não é lido, é órgão sem poder de afirmação e comunicação, e ao lixo
também está destinado. A consciência quando recita o verbo lutar, a
derrota dos directivos e seus escribas de mão nomeados a preceito, é certa, e seguirão
no enxurro por si criado na "operação lava-leitor" em tempos
de Eleições e outras manias classicistas mas de ridículo estofo, e vingadoras
até. Lamentáveis? Repugnantes sobretudo!
sábado, 18 de julho de 2015
"O Coelhómetro"
- Não!Não é um novo instrumento de medir tamanhos de animais de quatro
patas, nem de pesar cenouras, mas antes aparelho para medir e pesar as mentiras
do Coelho e o nº de ensaios e de Passos que ele dá para nos tentar enganar. A
verdade tarda mas não falta a vir confirmar aquilo que todos nós já
desconfiava-mos desde logo mal o bicho aterrou e botou faladura para os
microfones. O ministro português mal pisou a comunicação social na 2ªfeira e
após ter nessa conferência ou no corredor, de imprensa, ter chamado a si a
paternidade da ideia de utilizar o Fundo de Privatizações para recapitalizar a
banca grega que levou ao Acordo na noite mais longa das facas do Eurogrupo, com
ar ufano e de triunfador gabarolas sobre coisa falsa, e que já vinha sendo
glosado nas redes sociais, é agora ridicularizado pelo desmentido de Donald
Tusk, presidente do Conselho Europeu, que à comunicação social que supostamente
não era a mesma para a qual palrou o nosso "primeiro", disse que tal
ideia afinal pertenceu a Mark Rutte, primeiro ministro também mas da Holanda.
Entre a Holanda e Portugal ainda vai uma certa distância e entre a verdade e a
mentira outra e entre o ministro holandês e outro português, este sim de um
país baixo, vai uma ainda maior. Será que tudo isto acontece só por acaso, ou
trata-se de assuntos em que os países europeus são representados, uns por
Homens, e outros por espécies do jardim zoológico aonde somos figurantes na
parte que se assume como macacada?
quinta-feira, 16 de julho de 2015
"O iluminado"
É uma pena, é mesmo um desperdício termos um dirigente político que tem
o dom de puxar de soluções para as crises que nos assolam e ao mundo, mas fazer
segredo delas até às tantas da matina e quando o gongo estava prestes a soar
para por fim ao " genocídio" dos gregos. Talvez seja para provocar um
grande estrondo e arrancar aplausos que as apresenta só quando todos dormem apoiados nos cotovelos, e desse modo aproveitar-se do entorpecimento e da
anestesia que o cansaço instalado nas salas de reuniões onde tudo se discute
até ao último cêntimo, tais soluções milagrosas fossem aprovadas pelos pares
que vagueavam nas nuvens do sono pesado. O nosso primeiro ministro, calculista
que nem coelho anão, assim procedeu para salvar a Grécia e tirá-la do
atoleiro e da faca em que vem há muito metida até ao pescoço. Malandreco. Sabia
como ninguém, qual o plano para desbloquear o conflito que opunha o Eurogrupo e
a Grécia e fazer vingar um Acordo de salvação do país berço da democracia, e
guardou tal solução para as horas pesadas em que só as baratas tontas circulam,
para ser aprovada e fazer com que o mundo, graças a ele, respire agora melhor e
acabar com o pesadelo que enchia a sala dos membros da UE em Bruxelas. O nosso
primeiro ministro demonstrou que não dorme em serviço. Quando ele quer, a luz
faz-se. Ele mesmo se acha um iluminado. Mas só por acaso!
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Passos no abismo
No 6º Congresso Nacional dos Economistas, Passos Coelho disse perante
uma plateia do seu clube de ouvidos treinados, de que se sentiu em determinada
altura próximo do abismo, não esclarecendo se sofreu tonturas ou outras
coisas tontas. Deduz-se do que disse, de que a troika colocou as metas
orçamentais e austeritários programas que exigiam cumprimento severo, mesmo na
linha aonde o abismo começa e a queda acontece, só para lhe facilitar o
passo arrojado mas suicida e que quase todos os portugueses gostariam que ele
desse, mas que não chegou a acontecer. Não sabemos ainda se foi bom ou se foi
mau ele não ter dado tal passo e que verdadeiras consequências isso traria para
o povo que caminha no fio da navalha. Duas certezas podemos já avançar. A
primeira é de que se ele caísse no tal abismo a que aludiu diante dos
confrades para ser louvado e para ser a(m)parado pela comunicação social,
buraco que foi aberto e precipitado também por ele, a Demografia sofria uma
queda e até a natalidade já crítica, também. A certeza seguinte é que a
Segurança Social não dava por nada. É que o primeiro ministro não se lembra a
tempo e horas de pagar as prestações sociais que lhe são exigidas pagar pela
Instituição que as cobra, e daí, o país não sentir a sua falta caso ele tivesse
decidido dar o tal passo. É que há passos e passos. Os de alguns seriam
ajudas fundamentais para aliviar a barra pesada que os portugueses carregam e
aguentam. Ai isso aguentam!
"Velhos" à defesa
Este país não é para a malta nova e enérgica. Agora com a idade da
reforma cada vez mais longe de ser alcançada e até mais próxima do golo da
morte, os velhos são chamados à equipa ou a permanecer nela por mais tempo, e
tornam-se de novo protagonistas e desejados para ocupar a defesa nos relvados
do chuto nacional. A comprovar tudo isto, atente-se nas contratações a termo
feitas pelos clubes de futebol da 1ª Liga e nos seus contratados para
defenderem as suas balizas de malha sintética, a fim de manterem-nas
invioláveis até ao último apito das suas vidas. Helton, Júlio César e Casillas,
são três guarda-metas, que somadas as suas idades, só estes 3 perfazem a bonita
soma de mais de cem anos. Mais de um século. Algo que merece um gigante bolo de
aniversário, publicitado em canais de TV lusos, e até na TV5 por uma carbonero
"bem legal". Se recuarmos estes anos no tempo dos clubes a que eles
pertencem, e que juram com eles terem sonhado pertencerem desde pequeninos,
chegamos ao período jurássico dessas equipas/clubes aonde pontificavam os
Galhudo, os Barrigana, os Acúrsio, Capela, Azevedo, etc. É caso para pôr um
anúncio do tamanho da bolsa de valores para que
se alguém ainda os vir por aí a voar como o Jardel, contactem por favor
um empresário mendes qualquer, ou liguem para as SAD do FCP, SLB, ou outro tipo
de asilo com ginásio apetrechado. É que eles ainda não estão esquecidos e podem
dar um contributo maior já que ganharam asas celestiais lá no etéreo descanso,
pois neste país o que não falta é petróleo no Dragão, na Luz, boa gestão e
dinheiro para fazerem contratações do diabo. A côdea pela qual aquelas glórias
se bateram já lá vai. Pertence ao tempo da pobreza imposta no país que por
acaso é o mesmo que impõe hoje a austeridade fora do tempo regulamentar ao povo
sem caneleiras e que já não enche os estádios dessas cores e de outras, como
antigamente.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
A grandeza de um povo e a mediocridade de um homem
As vistas curtas e de merceeiro chinês de Passos Coelho, não o deixam
enxergar direito e com nitidez a simbologia da vitória dos gregos nas
brilhantes eleições helénicas deste domingo luminoso, e a grandiosidade que o
esmagador "Não" deu à História do povo grego. Uma História assim só
pode ser construída por e com um Povo adulto com unhas e dentes como é o povo
grego, dentro do seu território ou até mesmo numa sala de adultos pavões.
Uma História que só poderia ser escrita pela Grécia de ontem e de hoje, que a
torna num maior mito e mais lendária do que já é. Bordada de Homens ilustres,
forrada por ancestral Sabedoria, esculpida por uma Cultura que ergueu e iluminou
novos mundos, quando o Mundo ainda era treva e medo, a Grécia de hoje fez jus
ao seu trajecto e honrou os seus antepassados, que não existem em outro lugar
sobre outras pedras, sob colossais colunas, debaixo dos destroços que os
exaltam, junto de outros mares sem igual azul. Portugal, país velho e
envelhecido que alguns lhe gabam proezas antigas, não tem hoje à frente do seu
destino, se não gente medíocre, que os bons foram de partida, que nem sequer
reconhecem a grandeza da Honra e da Dignidade de um Povo, que não sendo o seu
porque desse abusam e ofendem e o conduzem à miséria larga, fazem vista grossa,
provocadora, aos sinais que o povo grego deu como lição ou bofetada, ao Mundo.
Com governantes destes que nos calharam em rifa que nunca foram capazes de um
verso de um poema de uma flor, só nos resta desesperar mas ao mesmo tempo
reforçarmos-nos no exemplo que a deusa Europa nos enviou como gesto cheio de
paz.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Sporting Club de Jesus
Aquilo lá para os lados de Alvalade vai uma festa. Parece que naquela
circular secundária tudo corre numa paródia que provoca para já sonoras
gargalhadas até às lágrimas. É compreensível que assim seja. Afinal não são
todos os que podem vivenciar com Jesus, apesar de por lá estar também um Deus
de nome João mas num escalão abaixo, por uma questão de organização daquele
clube de santos, do qual esperam muitos venha a tornar-se num paraíso. Para já
é só entusiasmo e alegria. Porém somos
assaltados por uma calamitosa questão. Sendo Marco Silva o treinador dos leões,
até ver, qual será no staff dos sportinguistas o papel de Jesus, o tão
esperado e promissor salvador, domador de feras e adamastores, senão o de
empreiteiro, decorador, designer, assentador de tijolo no mínimo? É que de
acordo com o que se tem lido, este Jesus é mais do cimento, pois até agora vem
exigindo à sua nova casa de cofres nebulosos, obras pouco caridosas ou sem a
graça que tem entrado nos sketches humorísticos que fizeram soltar aos adeptos
adaptados as primeiras alegrias. São as exigências de estruturas físicas tais
como melhoria e renovação do ginásio, salão de conferências íntimo, colocação
de painéis motivadores para os apóstolos que partirão para nova cruzada,
contratações a desejo próprias de superstar com brilho, afastamento de quem
possa atrapalhar no momento de ajoelhar, etc. mais comédia e tal. Ora se Marco
Silva for apenas um marco firme em levar por diante os seus direitos e não
alinhar nesta comédia da cerimónia que teve lugar no Coliseu dos Recreios que
meteu um só violino no relvado de cinco que a história regista faz tempo, a
Jesus filho do Vi(rg)olino, outrora atleta dos leões sem brilho no passado mas
recuperado agora para emoção dos presentes na festa dos suspiros, o que lhe
resta senão entregar-se à direcção das obras exigidas sem levantar muita
poeira? É que os sócios do clube alfacinha, não querem já já já a seguir, outra
coisa, senão os títulos com que têm sonhado. Caso contrário a casa vai abaixo
por entre rugidos do leão ferido, e não haverá J.Jesus nem J.Deus que lhes
valha e a tempo de lhes administrar a santa unção. As lágrimas tão emotivas voltarão,
mas de tristeza, e a honra do leão cairá pelo relvado como cartaz abandonado,
destroçado, sem que Jesus lhe valha como a Lázaro de Betânia valeu, e muito
menos o palmelão Octávio.
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