Não há memória de em Portugal se ter constituído um governo mais
mentiroso que o actual. Tivemos anteriormente de facto um ministro que hoje
ocupa e detém a pasta 44 numa reserva limitada alentejana e sujeita a
escavações pela justiça, que ficou alcunhado de "pinócrates".
Perdedor do cargo por via democrática, sucedeu-lhe um vendedor de promessas e
de ilusões, que já ganhou a fama e escavou algum proveito, e que se apelida já
de "coelhóquio" nos meios populares, mas cujo nariz supera o do
boneco de pau, e quer ultrapassar o do engenheiro especialista em projectos com
cheiro a esturro. Se o ex primeiro ministro praticou actos negativos, reprováveis,
condenáveis, mas ainda por provar, do actual primeiro ministro em funções, para
esquecer, já se pode dizer com certezas de que usou o poder para beneficiar
alguns seus amigos colaboradores. Um deles encheu páginas nos jornais e em tudo
que fazia notícia e que se chamava, Miguel Relvas. Personalidade controversa e
que mantinha uma relação pouco cordial com a verdade e que apostava no
compadrio do seu sócio fundador da não menos polémica e ainda averiguada
Tecnoforma. Uma empresa fundada e gerida por ambos para sacar fundos de
"forma tecno", fraudulenta, e sem proporcionar mais valias, fosse a
quem fosse. Nuno Crato, outro ministro contestado até à náusea, mantém-se no
posto de destruidor do Ensino à custa do apoio teimoso do chefe do governo,
negando que alguma vez o titular da pasta da educação lhe tenha apresentado o
lugar à disposição. A ministra da justiça, autora moral em parte, e material no
todo prático, constitui aos olhos do chefe do executivo aldrabão, um belo
exemplo de eficácia e por tal mantém-na "in su citius", para que a verdade triunfe na confusão e em
qualquer julgamento que recaia sobre membros da sua entourage política. Outra
manhas e artimanhas se pode assacar ao actual "coelhóquio", mas as
mais escandalosas são as promessas falsas durante a campanha eleitoral que o
levaram à profissão actual, e agora as aberrantes e infantis desculpas sobre a
sua situação de incumpridor e de "caloteiro"(Catª. Martins-dixit) perante a Segurança Social, e nos ter revelado
que é um ignorante sobre o cumprimento das obrigações quase religiosos a que
estava sujeito perante a Lei, mas que sabia que ela existia para esmagar os
outros cidadãos mesmo os que não auferiam rendimentos parecidos aos que ele
sacou nos anos em que faltou ao cumprimento dessas obrigações. José Sócrates
está detido sem provas provadas e não pesa sobre ele qualquer acusação de fuga
aos impostos à Segurança Social, enquanto Pedro Coelho(PC) é desses "passos" que está acusado e
confirmado, e dos quais se tem furtado a dar explicações convincentes. Outro
PP, Paulo Portas, bem lhe poderá colar o epíteto que lançou sobre uma deputada
no parlamento europeu, quando a acusou de "mentirosa compulsiva" por
outro escândalo, o dos submarinos, e que carrega suspeitas de cobertura do dono da oficina aonde se constrói os
pinóquios de nariz generoso, que Geppetto quis transformar num menino de
verdade. Pedro Passos Coelho não é de facto um homem perfeito. É inconveniente,
prejudicial e bem pior que um simples nariz de fedor !
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