quinta-feira, 5 de março de 2015

"Operação: areia para os olhos"

Não há memória de em Portugal se ter constituído um governo mais mentiroso que o actual. Tivemos anteriormente de facto um ministro que hoje ocupa e detém a pasta 44 numa reserva limitada alentejana e sujeita a escavações pela justiça, que ficou alcunhado de "pinócrates". Perdedor do cargo por via democrática, sucedeu-lhe um vendedor de promessas e de ilusões, que já ganhou a fama e escavou algum proveito, e que se apelida já de "coelhóquio" nos meios populares, mas cujo nariz supera o do boneco de pau, e quer ultrapassar o do engenheiro especialista em projectos com cheiro a esturro. Se o ex primeiro ministro praticou actos negativos, reprováveis, condenáveis, mas ainda por provar, do actual primeiro ministro em funções, para esquecer, já se pode dizer com certezas de que usou o poder para beneficiar alguns seus amigos colaboradores. Um deles encheu páginas nos jornais e em tudo que fazia notícia e que se chamava, Miguel Relvas. Personalidade controversa e que mantinha uma relação pouco cordial com a verdade e que apostava no compadrio do seu sócio fundador da não menos polémica e ainda averiguada Tecnoforma. Uma empresa fundada e gerida por ambos para sacar fundos de "forma tecno", fraudulenta, e sem proporcionar mais valias, fosse a quem fosse. Nuno Crato, outro ministro contestado até à náusea, mantém-se no posto de destruidor do Ensino à custa do apoio teimoso do chefe do governo, negando que alguma vez o titular da pasta da educação lhe tenha apresentado o lugar à disposição. A ministra da justiça, autora moral em parte, e material no todo prático, constitui aos olhos do chefe do executivo aldrabão, um belo exemplo de eficácia e por tal mantém-na "in su citius", para que a verdade triunfe na confusão e em qualquer julgamento que recaia sobre membros da sua entourage política. Outra manhas e artimanhas se pode assacar ao actual "coelhóquio", mas as mais escandalosas são as promessas falsas durante a campanha eleitoral que o levaram à profissão actual, e agora as aberrantes e infantis desculpas sobre a sua situação de incumpridor e de "caloteiro"(Catª. Martins-dixit) perante a Segurança Social, e nos ter revelado que é um ignorante sobre o cumprimento das obrigações quase religiosos a que estava sujeito perante a Lei, mas que sabia que ela existia para esmagar os outros cidadãos mesmo os que não auferiam rendimentos parecidos aos que ele sacou nos anos em que faltou ao cumprimento dessas obrigações. José Sócrates está detido sem provas provadas e não pesa sobre ele qualquer acusação de fuga aos impostos à Segurança Social, enquanto Pedro Coelho(PC) é desses "passos" que está acusado e confirmado, e dos quais se tem furtado a dar explicações convincentes. Outro PP, Paulo Portas, bem lhe poderá colar o epíteto que lançou sobre uma deputada no parlamento europeu, quando a acusou de "mentirosa compulsiva" por outro escândalo, o dos submarinos, e que carrega suspeitas de cobertura do dono da oficina aonde se constrói os pinóquios de nariz generoso, que Geppetto quis transformar num menino de verdade. Pedro Passos Coelho não é de facto um homem perfeito. É inconveniente, prejudicial e bem pior que um simples nariz de fedor !


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