terça-feira, 31 de março de 2015

As Malvadas Agências

As Agências de Notação, que toda a gente já conhece e as soletra como bom português atento à terra e ao mar, que já emigrou para vários países, que deu a volta ao mundo e dele trouxe as línguas, a reforma suada para a côdea adocicada, desde que a não tenha depositada no BES/GES, avaliou Portugal como sendo um país de risco e de - Lixo. Alguns governantes(!), e desde logo o nosso Primeiro, escandalizaram-se com tal notação. Os portugueses em geral, ficariam atónitos, era se tal classificação se aplicasse em sentido oposto ou com letras de outro alfabeto mais limpo ou branqueado. Lixo, é a matéria prima que nunca por cá faltou ou nos deixou, e só parece desaparecer, porque os mágicos que governam(!) o país e fazem as contas à medida das conveniências o varrem para debaixo do tapete. Mas a verdade vem ao de cima e mal a Fitch ou a S&P lhes dá para levantar o "arraiolos" corcomido, vê logo a engenharia financeira que debaixo do tapete logo sai, e que os nossos remendeiros da Economia, Finanças, coadjuvados por contabilistas qualificados em Disciplina estranha tratam de tapar com fioco de coser e agulha trazida pelo chinês. O nosso Primeiro, chefe do Governo, está repetidamente a dizer-nos que o pior já passou, que agora retomamos os "passos" certos, e até manda traulitar com propaganda de que "os cofres estão cheios de euros" através da sua minhota ministra do 2+2=5. Passos Coelho faz lembrar o técnico basco dos jogos e das contas dos portistas, que a cada confronto que se aproxima só vê dificuldades, sempre ultrapassáveis. Que nenhum adversário é fácil e que têm de se aplicar ao máximo para alcançar o êxito e os louros ganharem maior louvor no final. Pedro Coelho também segue esta táctica. Os próximos desafios que temos pela frente vão ser de tal modo difíceis que terá de exigir de nós, mais apertar o cinto, continuidade da austeridade, maior esforço para podermos sair da cauda da tabela pouco acima de C de cão, e que nos mantém no Lixo irrevogável e de bolsos vazios. Caso contrário, nem a empregada e cuidadora de limpeza das crianças dos Espírito Santo, educada na poupança, no aforro e na emigração nos poderá ajudar, agora que até ela foi botada ao lixo, anexada à conta que tinha como boa, no Grupo dos seus ex-patrões. O que prova que as Agências com nomes caros e de pronúncia estranha, nunca se enganam e raramente têm dúvidas, sobre o estado actual do país. 

Liberdade 2015

"repara bem no que não digo"(Leminsky)

 Por debaixo do teu nome há uma suspeita
que se esconde como sombra perseguida
que mal se levanta logo se deita.
 Mesmo se corajosa e destemida
é perseguida mal se levanta,
e rasteja suspeita, agarrada
à luta escondida e clandestina.
 Corajosa, traz por dentro a morte e a vida
quando um Homem se ergue e grita
o seu nome até fazer-se luz.
 Até apagar a sombra que se esconde
por debaixo da negra e criminosa suspeita
quando um Homem canta o seu nome
e se faz Vida, luz, e grita - Liberdade!



quarta-feira, 18 de março de 2015

Um "caso" suspeito

Afonso Dias foi a entregar-se à justiça(!) no dia notificado para o efeito, como acusado e condenado por um rapto por provar, e com contornos suspeitos que parecem querer agradar a quem precisa é de tratamento ou acompanhamento médico, e não de uma aligeirada satisfação justiceira para fazer de conta que fecham um processo, todo ele ferido de certezas. Alguém, sabe-se lá aonde, está neste momento a esfregar as mãos raptoras de contente, e uma figurante que se movimenta nas matas a rir-se, e pouco ou muito incomodada com a sentença escabrosa que levou à prisão um inocente, como são todos os presumíveis acusados por acto do qual não há provas de crime evidentes. O à vontade de homem derrotado que Afonso Dias reflecte, motorista e chefe de família, que rola a trabalhar pelo asfalto do mundo, mergulhado na cabine do camião e do pensamento, de ter de cumprir pena, sem que a Lei que o captura adquirisse a legalidade, como só a prova irrefutável e a convicção de Juízes sem sombra de dúvida podiam determinar, dá-nos a certeza de que algo aqui está errado. Existe neste caso, uma cegueira mal enxergada para encontrar um "cristo" que pague a pena a pedido, animada por um advogado protagonista nos meios vários da Comunicação social e na de cor de rosa, e a dar corda ao motor gripado durante todo o percurso sinuoso deste lamentável e misterioso caso. Causídico que por coincidência tem telhados por onde se passeiam gatos manhosos e elásticos, que aparecem em tudo quanto proporciona espectáculo e dinheiro. Os pais incansáveis e baralhados do Rui Pedro, perderam a bússola e confiaram numa obcesssão que lhes foi inculcada pelo elemento externo e explorador da dor, e seguiram-no com o sentido da fé frágil mas peregrina, e louvável contudo, porque são pais esmagados pela mágoa da falta do filho querido, perdido em condições miseráveis e talvez promíscuas. Afonso Dias, com a lucidez possível, com a razão da consciência, a dignidade que sempre lhe vimos no rosto quase neutro, entre a reflexão calma e a perplexidade que estupidifica o mais sábio, disse antes de passar para trás das grades com que o cercaram, que a sua prisão não irá trazer de volta o rapaz mais precioso que em Lousada tanto gostava de se recriar com a sua bicicleta da cor que mais reluzia aos olhos da sua sofredora mãe, e do seu constrangido pai. Porém nunca se encontrou a felicidade e o mínimo consolo, através da vingança sobre seja quem for, doa a quem doer. Assim, apenas só o remorso e a intranquilidade triunfarão nas vidas que seguirão no “percurso sinuoso” dos que falharam. É pena!


quinta-feira, 5 de março de 2015

"Operação: areia para os olhos"

Não há memória de em Portugal se ter constituído um governo mais mentiroso que o actual. Tivemos anteriormente de facto um ministro que hoje ocupa e detém a pasta 44 numa reserva limitada alentejana e sujeita a escavações pela justiça, que ficou alcunhado de "pinócrates". Perdedor do cargo por via democrática, sucedeu-lhe um vendedor de promessas e de ilusões, que já ganhou a fama e escavou algum proveito, e que se apelida já de "coelhóquio" nos meios populares, mas cujo nariz supera o do boneco de pau, e quer ultrapassar o do engenheiro especialista em projectos com cheiro a esturro. Se o ex primeiro ministro praticou actos negativos, reprováveis, condenáveis, mas ainda por provar, do actual primeiro ministro em funções, para esquecer, já se pode dizer com certezas de que usou o poder para beneficiar alguns seus amigos colaboradores. Um deles encheu páginas nos jornais e em tudo que fazia notícia e que se chamava, Miguel Relvas. Personalidade controversa e que mantinha uma relação pouco cordial com a verdade e que apostava no compadrio do seu sócio fundador da não menos polémica e ainda averiguada Tecnoforma. Uma empresa fundada e gerida por ambos para sacar fundos de "forma tecno", fraudulenta, e sem proporcionar mais valias, fosse a quem fosse. Nuno Crato, outro ministro contestado até à náusea, mantém-se no posto de destruidor do Ensino à custa do apoio teimoso do chefe do governo, negando que alguma vez o titular da pasta da educação lhe tenha apresentado o lugar à disposição. A ministra da justiça, autora moral em parte, e material no todo prático, constitui aos olhos do chefe do executivo aldrabão, um belo exemplo de eficácia e por tal mantém-na "in su citius", para que a verdade triunfe na confusão e em qualquer julgamento que recaia sobre membros da sua entourage política. Outra manhas e artimanhas se pode assacar ao actual "coelhóquio", mas as mais escandalosas são as promessas falsas durante a campanha eleitoral que o levaram à profissão actual, e agora as aberrantes e infantis desculpas sobre a sua situação de incumpridor e de "caloteiro"(Catª. Martins-dixit) perante a Segurança Social, e nos ter revelado que é um ignorante sobre o cumprimento das obrigações quase religiosos a que estava sujeito perante a Lei, mas que sabia que ela existia para esmagar os outros cidadãos mesmo os que não auferiam rendimentos parecidos aos que ele sacou nos anos em que faltou ao cumprimento dessas obrigações. José Sócrates está detido sem provas provadas e não pesa sobre ele qualquer acusação de fuga aos impostos à Segurança Social, enquanto Pedro Coelho(PC) é desses "passos" que está acusado e confirmado, e dos quais se tem furtado a dar explicações convincentes. Outro PP, Paulo Portas, bem lhe poderá colar o epíteto que lançou sobre uma deputada no parlamento europeu, quando a acusou de "mentirosa compulsiva" por outro escândalo, o dos submarinos, e que carrega suspeitas de cobertura do dono da oficina aonde se constrói os pinóquios de nariz generoso, que Geppetto quis transformar num menino de verdade. Pedro Passos Coelho não é de facto um homem perfeito. É inconveniente, prejudicial e bem pior que um simples nariz de fedor !