As Agências de Notação, que toda a gente já conhece e as soletra como
bom português atento à terra e ao mar, que já emigrou para vários países, que
deu a volta ao mundo e dele trouxe as línguas, a reforma suada para a côdea
adocicada, desde que a não tenha depositada no BES/GES, avaliou Portugal como
sendo um país de risco e de - Lixo. Alguns governantes(!), e desde logo o nosso
Primeiro, escandalizaram-se com tal notação. Os portugueses em geral, ficariam
atónitos, era se tal classificação se aplicasse em sentido oposto ou com letras
de outro alfabeto mais limpo ou branqueado. Lixo, é a matéria prima que nunca
por cá faltou ou nos deixou, e só parece desaparecer, porque os mágicos que
governam(!) o país e fazem as contas à medida das conveniências o varrem para
debaixo do tapete. Mas a verdade vem ao de cima e mal a Fitch ou a S&P lhes
dá para levantar o "arraiolos" corcomido, vê logo a engenharia
financeira que debaixo do tapete logo sai, e que os nossos remendeiros da
Economia, Finanças, coadjuvados por contabilistas qualificados em Disciplina
estranha tratam de tapar com fioco de coser e agulha trazida pelo chinês. O
nosso Primeiro, chefe do Governo, está repetidamente a dizer-nos que o pior já
passou, que agora retomamos os "passos" certos, e até manda traulitar
com propaganda de que "os cofres estão cheios de euros" através da
sua minhota ministra do 2+2=5. Passos Coelho faz lembrar o técnico basco dos
jogos e das contas dos portistas, que a cada confronto que se aproxima só vê
dificuldades, sempre ultrapassáveis. Que nenhum adversário é fácil e que têm de
se aplicar ao máximo para alcançar o êxito e os louros ganharem maior louvor no
final. Pedro Coelho também segue esta táctica. Os próximos desafios que temos
pela frente vão ser de tal modo difíceis que terá de exigir de nós, mais
apertar o cinto, continuidade da austeridade, maior esforço para podermos sair
da cauda da tabela pouco acima de C de cão, e que nos mantém no Lixo
irrevogável e de bolsos vazios. Caso contrário, nem a empregada e cuidadora de
limpeza das crianças dos Espírito Santo, educada na poupança, no aforro e na
emigração nos poderá ajudar, agora que até ela foi botada ao lixo, anexada à
conta que tinha como boa, no Grupo dos seus ex-patrões. O que prova que as
Agências com nomes caros e de pronúncia estranha, nunca se enganam e
raramente têm dúvidas, sobre o estado actual do país.
terça-feira, 31 de março de 2015
Liberdade 2015
"repara bem no que não digo"(Leminsky)
Por debaixo do teu nome há uma
suspeita
que se esconde como sombra perseguida
que mal se levanta logo se deita.
Mesmo se corajosa e destemida
é perseguida mal se levanta,
e rasteja suspeita, agarrada
à luta escondida e clandestina.
Corajosa, traz por dentro a morte
e a vida
quando um Homem se ergue e grita
o seu nome até fazer-se luz.
Até apagar a sombra que se esconde
por debaixo da negra e criminosa suspeita
quando um Homem canta o seu nome
e se faz Vida, luz, e grita - Liberdade!
quarta-feira, 18 de março de 2015
Um "caso" suspeito
Afonso Dias foi a entregar-se à justiça(!) no dia notificado para o
efeito, como acusado e condenado por um rapto por provar, e com contornos
suspeitos que parecem querer agradar a quem precisa é de tratamento ou
acompanhamento médico, e não de uma aligeirada satisfação justiceira para fazer
de conta que fecham um processo, todo ele ferido de certezas. Alguém, sabe-se
lá aonde, está neste momento a esfregar as mãos raptoras de contente, e uma
figurante que se movimenta nas matas a rir-se, e pouco ou muito incomodada com
a sentença escabrosa que levou à prisão um inocente, como são todos os
presumíveis acusados por acto do qual não há provas de crime evidentes. O à
vontade de homem derrotado que Afonso Dias reflecte, motorista e chefe de
família, que rola a trabalhar pelo asfalto do mundo, mergulhado na cabine do
camião e do pensamento, de ter de cumprir pena, sem que a Lei que o captura
adquirisse a legalidade, como só a prova irrefutável e a convicção de Juízes
sem sombra de dúvida podiam determinar, dá-nos a certeza de que algo aqui está
errado. Existe neste caso, uma cegueira
mal enxergada para encontrar um "cristo" que pague a pena a
pedido, animada por um advogado protagonista nos meios vários da Comunicação
social e na de cor de rosa, e a dar corda ao motor gripado durante todo o percurso sinuoso deste lamentável e
misterioso caso. Causídico que por coincidência tem telhados por onde se
passeiam gatos manhosos e elásticos, que aparecem em tudo quanto proporciona
espectáculo e dinheiro. Os pais incansáveis e baralhados do Rui Pedro, perderam
a bússola e confiaram numa obcesssão que lhes foi inculcada pelo elemento
externo e explorador da dor, e seguiram-no com o sentido da fé frágil mas
peregrina, e louvável contudo, porque são pais esmagados pela mágoa da falta do
filho querido, perdido em condições miseráveis e talvez promíscuas. Afonso
Dias, com a lucidez possível, com a razão da consciência, a dignidade que
sempre lhe vimos no rosto quase neutro, entre a reflexão calma e a perplexidade
que estupidifica o mais sábio, disse antes de passar para trás das grades com
que o cercaram, que a sua prisão não irá trazer de volta o rapaz mais precioso
que em Lousada tanto gostava de se recriar com a sua bicicleta da cor que mais
reluzia aos olhos da sua sofredora mãe, e do seu constrangido pai. Porém nunca
se encontrou a felicidade e o mínimo consolo, através da vingança sobre seja
quem for, doa a quem doer. Assim, apenas só o remorso e a intranquilidade
triunfarão nas vidas que seguirão no “percurso
sinuoso” dos que falharam. É pena!
quinta-feira, 5 de março de 2015
"Operação: areia para os olhos"
Não há memória de em Portugal se ter constituído um governo mais
mentiroso que o actual. Tivemos anteriormente de facto um ministro que hoje
ocupa e detém a pasta 44 numa reserva limitada alentejana e sujeita a
escavações pela justiça, que ficou alcunhado de "pinócrates".
Perdedor do cargo por via democrática, sucedeu-lhe um vendedor de promessas e
de ilusões, que já ganhou a fama e escavou algum proveito, e que se apelida já
de "coelhóquio" nos meios populares, mas cujo nariz supera o do
boneco de pau, e quer ultrapassar o do engenheiro especialista em projectos com
cheiro a esturro. Se o ex primeiro ministro praticou actos negativos, reprováveis,
condenáveis, mas ainda por provar, do actual primeiro ministro em funções, para
esquecer, já se pode dizer com certezas de que usou o poder para beneficiar
alguns seus amigos colaboradores. Um deles encheu páginas nos jornais e em tudo
que fazia notícia e que se chamava, Miguel Relvas. Personalidade controversa e
que mantinha uma relação pouco cordial com a verdade e que apostava no
compadrio do seu sócio fundador da não menos polémica e ainda averiguada
Tecnoforma. Uma empresa fundada e gerida por ambos para sacar fundos de
"forma tecno", fraudulenta, e sem proporcionar mais valias, fosse a
quem fosse. Nuno Crato, outro ministro contestado até à náusea, mantém-se no
posto de destruidor do Ensino à custa do apoio teimoso do chefe do governo,
negando que alguma vez o titular da pasta da educação lhe tenha apresentado o
lugar à disposição. A ministra da justiça, autora moral em parte, e material no
todo prático, constitui aos olhos do chefe do executivo aldrabão, um belo
exemplo de eficácia e por tal mantém-na "in su citius", para que a verdade triunfe na confusão e em
qualquer julgamento que recaia sobre membros da sua entourage política. Outra
manhas e artimanhas se pode assacar ao actual "coelhóquio", mas as
mais escandalosas são as promessas falsas durante a campanha eleitoral que o
levaram à profissão actual, e agora as aberrantes e infantis desculpas sobre a
sua situação de incumpridor e de "caloteiro"(Catª. Martins-dixit) perante a Segurança Social, e nos ter revelado
que é um ignorante sobre o cumprimento das obrigações quase religiosos a que
estava sujeito perante a Lei, mas que sabia que ela existia para esmagar os
outros cidadãos mesmo os que não auferiam rendimentos parecidos aos que ele
sacou nos anos em que faltou ao cumprimento dessas obrigações. José Sócrates
está detido sem provas provadas e não pesa sobre ele qualquer acusação de fuga
aos impostos à Segurança Social, enquanto Pedro Coelho(PC) é desses "passos" que está acusado e
confirmado, e dos quais se tem furtado a dar explicações convincentes. Outro
PP, Paulo Portas, bem lhe poderá colar o epíteto que lançou sobre uma deputada
no parlamento europeu, quando a acusou de "mentirosa compulsiva" por
outro escândalo, o dos submarinos, e que carrega suspeitas de cobertura do dono da oficina aonde se constrói os
pinóquios de nariz generoso, que Geppetto quis transformar num menino de
verdade. Pedro Passos Coelho não é de facto um homem perfeito. É inconveniente,
prejudicial e bem pior que um simples nariz de fedor !
Subscrever:
Comentários (Atom)