quinta-feira, 29 de abril de 2021

O Jogo dos "rufias"

 - Ah! eu já supunha que os leitores andavam nervosos por nestes dias de fogo e de futebol rasteiro, não terem lido nada saído destas bandas e com firma deste autor transparente, que não podia calar-se sem vir a terreiro neste jogo entre membros de um staff trapaceiro e rufia. Mas aconteceu o que há muito estava escrito nas beiças dos apoiantes que se contêm com a azia severa e flamejante dos azuis do Dragão, sob o comando do papa que esconde as mãos nos bolsos, como quem diz, "nada na manga, está a ver"? "Papa" que tudo benze e tudo nega e tremelica quando exposto a interrogatório de jornalista isento e corajoso. O incómodo do "chefe" atropela-se-lhe na garganta e responde com voz entremelada ao repórter em Estúdio, que desta vez não lhe aponta a câmara de registo do seu mau comportamento, e sem outras provas que não as que a TV conseguiu registar. O capanga já tinha feito o plano antes de ter ido ao encontro com passo firme e bem definido e rasgado, pese a sua idade, do cameraman, e as instruções foram seguidas pelos vassalos criminosos que cumprem ordens, que rodearam o Profissional de Informação. Algumas instruções de segurança também lhe juntou nos bastidores, para camuflar o insulto, a ameaça e a violência em que a bagunça acabou, sabendo ele que de seguida podia contar com os "branqueadores escolhidos " que surgem na TV dos programas suspeitos na análise dos factos tal como se dão a ver e a entender só com um olho, sem precisar de VAR. O plano traçado era de chegar ao exterior das instalações onde se encontrava um Homem novo que cumpria a sua função apoiado num tripé, e chegar-lhe às bentas até destruir-lhe o equipamento de trabalho e o produto registado . Depois, logo se veria se em tribunal o acto-crime em que o papa é perito, dava ou não em alguma coisa, e sabendo que a coisa dá sempre em nada para o lado dele, e agora não previa sequer fugir para Vigo já que o "macaco" lhe daria guarida caso necessitasse. O "Macacão" previu tudo antes de iniciar a "guerra" objectiva que planeara a traço rude.Todo o país sabe e não é todo pateta pois não é todo submisso nem vassalo ao provocador-mor que veste de azul e branco. Só uns lacaios é que lhe prestam apoio e aguentam-se a obedecer-lhe enquanto por linhas televisivas fazem o branqueamento dos crimes que ele vem cometendo repetidas vezes.Os tribunais também têm Mestres na "leitura dos factos" e não se deixam iludibriar sempre por contos da "carochinha" e aldrabões por mais "amaral ou encarnação" que sejam, mesmo entre alguma cobardia de colegas de profissão que não se assumiram como se impõe em situações tais, para não perderem uns "tostõezitos" que a CMtv lhes paga, e se silenciaram como tudo tivesse acontecido em Marte. Já disse o que quis, agora depende do leitor juntar o que a mim escapa, ou me faltou o talento para por mais luz que melhor nos ilumine para saber o que mais tarde virá a lume que mais incendeie a raiva dos intervenientes naquele jogo que fora anunciado ser de Futebol entre minhotos amendoados, e tripeiros azedados!*

-*(IMEDIATO:- 29-04-021)

-*(DN.Mdrª-08-05)


                                     Joaquim A. Moura - Penafiel*

-(-"há duas maneiras de ser feliz nesta vida. Uma é fazer-se de parvo, a outra é sê-lo") - Freud
-( que tempo terrível este em que os idiotas dirigem os cegos" - W.Shakspear

segunda-feira, 12 de abril de 2021

"São todos Juízes"

 - Um Juiz de gabarito e bem assente com eles no sítio, tomou em mão e no cérebro um Processo de Falcatruas, pouco meigo e muito complicado, mas que teve a particularidade, entre tantas, de transformar a população nacional, que ainda mantém das piores qualidades académicas e analfabetismo até dizer basta, em Juízes de primeira, nos julgamentos históricos e bem badalados pelos canais televisivos mais "pimba", que só encontra paralelo numa praça de peixe. Em cada português encontrou-se um magistrado vestido a rigor e com conhecimento sobre o farelo com que se alimenta o burro mais teimoso. Os canais que sobem no ar para estontear tais cabeças ousadas e pouco sábias porque tão ignorantes sobre Direito e Justiça, uivaram como lobos e ladraram como caninos, quanto podiam nos dias que estão a rolar em sentido contrário à sua raiva e ódio doentio. E sendo assim, julgam eles, que a "democracia" só seguindo as suas vontades e os seus desejos é que estaria "justa" e á medida dos factos julgados sabidos e denunciados ao sabor do peixe que a pandemia ia apodrecendo e os empedernia na convicção construída pelos repórteres que sabem tudo sobre crime e criminosos lá do bairro. A  estes juntavam-se uns comentadores com dentes afiados,  escolhidos a dedo, para que as suas audiências subissem ou se ouvissem mais alto do que a do lado. Assim é e será com um canal que está em todo a parte e a qualquer hora, faça sol ou chuva, noite ou dia. Elas as "repórteres e alegados jornalistas" aproveitavam tudo quanto o lixo aceitava ou rejeitava para se manterem no ar e à frente no índice das audiências. Talvez que na falta de notícias acabassem a jornada no Cais do Sodré a beber uma ginja e a dormir com um qualquer marinheiro cheio de "estórias" sobre sereias para contar. Tais canais não passaram de bordéis com cheiro a maresia, tanto foi a peixeirada com quem conviviam e adormeciam a contar em tom socratiano, as fantasias que iam preparando para as escrever ou relatar nos ecrãs que os exibem como bichas. Ficamos a saber no meio disto tudo, que o país de analfabetos, sabe de Justiça como nenhum outro, e que se lhe der oportunidade sabem outro tanto sobre como meter a mão no prato e não pagar sequer a conta que lhe cabe pagar ao merceeiro que lhe fia o que veste, que come e alimenta os seus familiares, achando-se sempre uma pessoa de bem, acima de qualquer suspeita. "Foge ladrão que a polícia ainda te pega"!*

-*(DNot.14-04)

Autor: "Juízes", "Política sem vergonha","Presságio, A vitória da frustração", "País doente"

Um Juiz de gabarito e bem assente com eles no sítio, tomou em mão e no cérebro um Processo de Falcatruas, pouco meigo e muito complicado, mas que teve a particularidade, entre tantas, de transformar a população nacional, que ainda mantém das piores qualidades académicas e analfabetismo até dizer basta, em Juízes de primeira, nos julgamentos históricos e bem badalados pelos canais televisivos mais “pimba”, que só encontra paralelo numa praça de peixe.

Em cada português encontrou-se um magistrado vestido a rigor e com conhecimento sobre o farelo com que se alimenta o burro mais teimoso. Os canais que sobem no ar para estontear tais cabeças ousadas e pouco sábias porque tão ignorantes sobre Direito e Justiça, uivaram como lobos e ladraram como caninos, quanto podiam nos dias que estão a rolar em sentido contrário à sua raiva e ódio doentio.

E sendo assim, julgam eles, que a “democracia” só seguindo as suas vontades e os seus desejos é que estaria “justa” e á medida dos factos julgados sabidos e denunciados ao sabor do peixe que a pandemia ia apodrecendo e os empedernia na convicção construída pelos repórteres que sabem tudo sobre crime e criminosos lá do bairro. A estes juntavam-se uns comentadores com dentes afiados,  escolhidos a dedo, para que as suas audiências subissem ou se ouvissem mais alto do que a do lado.

Assim é e será com um canal que está em todo a parte e a qualquer hora, faça sol ou chuva, noite ou dia. Elas as “repórteres e alegados jornalistas” aproveitavam tudo quanto o lixo aceitava ou rejeitava para se manterem no ar e à frente no índice das audiências.

Talvez que na falta de notícias acabassem a jornada no Cais do Sodré a beber uma ginja e a dormir com um qualquer marinheiro cheio de “estórias” sobre sereias para contar. Tais canais não passaram de bordéis com cheiro a maresia, tanto foi a peixeirada com quem conviviam e adormeciam a contar em tom socratiano, as fantasias que iam preparando para as escrever ou relatar nos ecrãs que os exibem como bichas.

Ficamos a saber no meio disto tudo que o país de analfabetos sabe de Justiça como nenhum outro, e que se lhe der oportunidade sabem outro tanto sobre como meter a mão no prato e não pagar sequer a conta que lhe cabe pagar ao merceeiro que lhe fia o que veste, que come e alimenta os seus familiares, achando-se sempre uma pessoa de bem, acima de qualquer suspeita. “Foge ladrão que a polícia ainda te pega”!


( do "Imediato")


                                                                    

segunda-feira, 5 de abril de 2021

"PÁSCOA"

- A Páscoa é isto. Parece pretender ser uma Festa Santa, sagrada até mais não, mas não deixa de ser apenas um ovo gigante, do tamanho do universo, mas com um recheio de infelicidade, injustiça, maldade, crime, fome, abandono, perseguição, matança pelo mundo onde Ela se celebra e se lhe dá relevo comercial, e se silencia a miséria. Fazem-se promessas de prosperidade e votos de bem-estar uns aos outros, para de seguida, cada um pensar em si e na sua gastronomia. As pessoas juntam-se aos magotes à entrada das superfícies comerciais, e aquilo é um espectáculo ver sair carrinhos de carga pessoais, e sacos a abarrotar de necessidades e de inutilidades de onde irá sobrar o que a muitos irá faltar para aconchegar o estômago e a família que pena. Nesta época ninguém parece padecer martírio. É uma Festa Sagrada ou muito disfarçada de falsa fartura, de doçaria que azeda depressa e aumenta o colesterol e a diabetes. Mas é uma Festa acarinhada e Louvada, por políticos e agentes comerciais, que quanto mais ganham logo querem mais. Estão "todos em crise", à excepção dos pobres de sempre, que nem por esta Época são bafejados por milagre santo, que dessa condição os salve. Época também de hipocrisia, desde um qualquer altar até um Conselho de Ministros beneméritos, sentados num qualquer parlamento a chupar umas amêndoas variadas. O pobre em casa ou no casebre onde arrepia de pesadelo, nem pão amargo lhe chega ou côdea como brinde saído de dentro de ovo decorado. A Páscoa é isto. Uma festa em azáfama, correria para a luxúria, votos cobertos de cinismo, pobres cheios de amargura à procura de cama e mesa desde há séculos e de salários nos dias de hoje. Gente que foge de guerras, povo em busca de paz e de Terra. Páscoa é qualquer coisa ainda sem grande explicação e dádiva de conforto. Páscoa também vem no carrinho de compras do supermercado cheia de hipocrisia. De qualquer maneira, desejo aos sobreviventes, a melhor Páscoa possível. Um abraço para todos eles e aos que eles amam, mesmo envoltos no tanto frio da escassez e do esquecimento, trazidos sempre ao colo da mentira e da promessa sempre adiada pregada na falsidade;