- "Fiquem em casa!" - diz o Governo e os adjuntos, que são muitos. O governo já não sabe mais o que fazer aos vivos. As funerárias não sabem que destino dar aos mortos. Acumulam-nos junto com flores se a família tivesse conhecimento. Os turistas nacionais deram conta que está na hora de passear o cão, com ou sem trela. As família ainda vão a tempo de um chorinho. O governante ou a Directora alinha o discurso. O político rasteiro alinha também para a equipa entrosar melhor. Que dizer mais que me escapa? Calma! nem todos morrem e nem todos se escapam para os restaurantes e Cafés a enfartarem-se com bicas e torradas, à mesa ou ao balcão. A "ordem" é para acatar. Fique em casa e se não tiver recorra à casa do vizinho e aproveite e jogue à bisca ou ao gamão, que nisso temos especialistas. É no "gamão onde muitos deitam a mão". As autoridades têm conhecimento mas há muito que fazer e outro para actuar. Porém ninguém quase se mexe. Não telefone a dar queixa que não há ninguém de serviço. Estão na estrada a fiscalizar papéis e de momento o quartel está às moscas escondidas do covidumdum, que mata que se farta. Defenda-se se quiser chegar à Páscoa ou a outra ressurreição. Aqui na Terra já não encontra boa-terra nem salvação. Como sempre a Lei por cá, é a do"salve-se quem puder". Fique em casa e aproveite para bater uma soneca que o tempo a isso convida. Beba uma cachaça ou poncha que adormece melhor. Depois espere que cheguem os alemães para nos virem dar uma boa ajuda. Boa sorte e espere que o chamem até que sobrem umas vacinas que ainda lhe possam ser administradas. Estas que chegarão até serão melhores e de maior confiança pois já vêm mais afinadas ou corrigidas. Esperar é uma virtude e aí você, português desde sempre, é Rei. Não precisa de ser ministro ou coisa sem prestígio. Mantenha-se sossegado e jogue à bisca entre dois canecos de tinto e um pedaço de pão com presunto. Pode não chegar a velho, mas parte mais satisfeito! -*(CMª-05-02-021)
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