-Talvez já o tenham dito melhor do que eu:
que é da terra que nasce o pão
e endurecem as mãos calejadas;
Que é dos braços que firmam a enxada,
que se abre o caminho de onde se colhe o amanhã;
Talvez seja por este caminho
que a mesa se conforta, e se abra espaço
que amacia a dor da fome, e da noite
por onde o morcego negro, esvoaça e assusta;
Em cada manhã, o sol quer estar presente,
rasgar a neblina densa, e iluminar o fruto
que nos alimenta, e nos dá vida;
Por vezes os dias tornam-se cruéis
e chegam vergados de dor;
O mundo rola e tropeça na desgraça
que nos ameaça, na maldição invisível,
imprevista, e nem sequer sonhada;
Somos frágeis como andorinhas,
que pouco se demoram na primavera,
e logo partem para melhor lugar,
até que de novo o sol, volte a brilhar,
e renove a esperança por entre os raios da manhã,
nos encontremos a entoar a canção da Primavera,
e nos anime a voltar ao caminho, de melhor e feliz Vida!
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