- Anda tudo a falar à gola uns dos outros sobre determinado equipamento de protecção contra um pequeno alegado perigo. Eu que ando o ano todo, faça sol muito quente, ou chuva de gelar artérias, com uma camisa feita de 70% de poliester e o resto de algodão, sujeito a queimadelas de grau elevado, causado pela gola da camisa, nunca ninguém quis saber do perigo que corro. Não há um jornal nem Tv que faça notícia do meu vestuário, abertura, continuidade e até ao fecho, de tal equipamento, que adquiri sem concurso público mas de acordo com o rendimento de que disponho. Incessantemente, os fracos mídia que intoxicam - tal como as minhas peúgas acrílicas que uso, que até afugentam os cães mal as cheiram, e provocam enjoo na comunidade - e empurram os portugueses para a mediocridade dos assuntos, e quase disputam a taça do fraquejo noticioso, fazem do caso da "gola de protecção", um caso de importância histórica e de salvação nacional. Parece que tais redactores de informações não têm assunto mais relevante para relatar. Podiam meter-se a caminho e verificar em que fogo vivem os reformados, e de que modo eles apagam a fome que lavra nas suas casas, e nos farrapos que vestem e que não os protege de coisa alguma. Que lutam e vivem dia-a-dia sem qualquer chama que os conforte. No entanto o assunto que faz capa e tenta derrubar qualquer acção ou medida governamental, é o que importa. O crime organizado, a corrupção generalizada, o compadrio autárquico, os afilhados empregados em detrimento dos mais capacitados, das admissões por favor nos lugares da administração pública, dos ex militares que combateram nas ex colónias e que nunca foram ressarcidos nem sequer arranjaram emprego e tiveram que emigrar, deste rol imenso e do omitido, os mídia não querem saber. Apenas se insurgem contra as golas, e não contra quem nos aperta o pescoço e nos asfixia. Eu que ando todos os dias com uma sintética, sujeito a queimaduras, de mim nem o Ministério da Saúde quer saber e não me subsidia para comprar artigo com tecido melhor e mais protector, ou creme que seja. Vou continuar sem andar à gola de ninguém, como até aos dias de hoje, e nos saldos deste verão capaz de me esfolar de cima a abaixo. Eu que não sou de plástico!*
-*(DN.mdrª-31.07)
-*(SÁBADO.08/08)
quarta-feira, 31 de julho de 2019
segunda-feira, 29 de julho de 2019
O "falar" da moda
Os portugueses, a cada dia que passa, estão a ficar mais inteligentes. Não sei se se deve a Jorge Jesus depois de este ter escolhido o Brasil para exercitar a língua pátria, e mais ao seu alcance e jeito, ao mesmo tempo que arrisca experimentar um novo Alcochete. O certo é que os portugueses já sabem dizer de trás para a frente, assertivo - adjectivo que aplicam sem dó nem piedade e tantas as vezes quantas as ignoradas. Mas não contentes nem satisfeitos com este palavreado, juntam-lhe o moderníssimo substantivo masculino - evento. É de homem. Agora mal se ouvem os transeuntes, que os media interrogam na calçada sobre qualquer nada, logo o erudito paisano emprega estas duas palavras com o ar mais fino, de modo a que lhe possa dar um estatuto social elevado. Na actualidade, quem não souber empregar, assertivo e evento, escusa de pensar em entrar na elite dos bem falantes e grandes comunicadores para imprensa que os apanhe à ida e vinda da praia, espectáculo rockeiro, saída do mercado pechisbeque e afins. Português que se preze, tem que verbalizar e repetir, termos que impressionem, mesmo que ignore o significado e não os empregue com propriedade e propósito. Está na moda esta espécie de parolice. Bem fez Jorge Jesus em por-se a andar para região aonde a língua resulta de qualquer maneira, e onde se diz falar, português. Eu constatando saber existir tanta sabedoria, até me passo. Mas que vai aí um grande “invento” no falar, ai isso vai!
-*(DN.mdrª29.07)
segunda-feira, 22 de julho de 2019
Ilib(id)ado
- Já o meu pai dizia que as mulheres nasceram com um mina de fazer dinheiro. Era apenas uma questão de se abrirem aos apelos a que estão sujeitas e se a tal se dispõem ou se deixam seduzir. O que ele não sabia no seu tempo, e à medida que os tempos avançaram e se mudaram, a mulher criou uma segunda mina, tão desejada quanto a primeira e buraco, primeiro negro, e depois dourado também. Mayorga que o diga, e Cristiano confirme, por quanto é que aqueles buracos negros podem custar. Katherin não lhe quis os olhos, mas assaltou-lhe a conta milionária que o "famoso atleta" possui em vários lugares do mundo e com diversas aplicações rentáveis. Nada se perde, e como quase tudo se transforma, agora em vez de um multimilionário, que gosta de provar frutos exóticos, temos uma milionária que à custa das duas minas que explora, acumulou na sua poupança, uma choruda maquia, que bem gerida dá para qualquer creme amaciador e regenerador das paredes envolvidas durante a escavação a que se sujeitou ou foi sujeita, até retirar uma queixa que corria na justiça sonante. O meu pai ficaria surpreendido se eu lhe contasse com quantas partes do corpo se diverte uma mulher, e como vale a pena explorar as duas minas com que elas nasceram. É de artista, que assim sai ilibado por falta de provas ou nódoas biológicas, escapando à justiça!
terça-feira, 16 de julho de 2019
Das notícias
- Sandra Borges, jornalista com coluna no JN, informa-nos, que no caso Pingo Doce da Régua, e da falta de segurança lá existente, que impede os seus operadores a trabalhar, os problemas e desacatos havidos, são causados por clientes(!) de etnia cigana. Etnia, é o termo escolhido, para dizer, raça. Mas o pudor manda sinonimizar, para agradar a Deus e ao Diabo. O assunto que gera muita discussão e ataques a intelectuais de renome, tem ali mais uma prova, que há "sociedades" que têm propensão para serem marginais, guetos, e recusam-se a serem integrados no convívio e na boa vizinhança, que faz a sociedade ser melhor, mais abrangente, e mais humana. A se parecer mais igual. Mas pelos vistos, Maria de Fátima Bonifácio, é a única que sem precisar de nos traçar um desenho, não perdeu toda a razão. É que, pretos, brancos, castanhos, esquimós, árabes, ciganos, os há, há, e andam por aí a revolucionar filosofias e solidariedades esquisitas. Avisem o Bloco, e demais demagogos entrincheirados no esquerdismo!
sábado, 13 de julho de 2019
All Garaviada
- Eles andam por lá quase nús ou com uma fita a dividir-lhes o traseiro, a que chamam calções, embebedam-se, drogam-se, urinam como o cão vadio, exibem-se para novos e velhos, apalpam o que e quem passa naquela desgraça em férias. Todos calam tais desvarios, coisas sérias. Mas o povo está limitado na sua acção de intervenção. Não pode reclamar, se não o Algarve vem abaixo, e a maré das críticas dos lojistas locais sobe, e até discrimina os indígenas que se rebelam. Se se pronunciam podem ser acusados de racistas e xenófobos. Agora em Portugal quem se manifesta contra peles negras ou muito louras e de língua estranha, afro-asiáticos, e não os encaixe em quotas de vários planos, quer sejam nos que dão vantagens no mercado, quer sejam no espaço académico, ou do emprego, é logo apelidado de agente, "bonifácio". Quem não os aceite como eles são e se comportam, não é se não, fascista, ou para lá caminha. Agora o trauma luso, é não condenar, mesmo que faça uma análise correcta, profunda, microscópica, da realidade, por mais negra ou cigana que ela seja. Temos que aparar-lhes as selvajarias em que se divertem e outros se aproveitam, e até se necessário, para demonstrar-lhe o nosso carinho e aceitação dos seus hábitos e costumes, mandar-lhes um diploma de licenciatura a casa, com nota agradável, de modo a abrir-lhes qualquer porta ou privilégio perseguido, e que esteja no programa da política demagógica da actualidade. Ou seja, ir de encontro a quotas da modernidade, social e académica. E isto é o que se sabe que vai por aí, no All Garve, e outras "allgaraviadas parlamentares" e mediáticas. Eu por mim, aconselho, caso queiram resolver tais embrulhadas e confusões com violência acontecida, quer em bairros quer em praias e outros destinos, mais a sul que a norte, mandem esses desordeiros e trapaceiros, cá para o norte e mais a "fafe", que a gente trata de lhes coçar o pelo, ou de fazer-lhes a barba, e enfiá-los nuns calções do tamanho do bom comportamento, onde caiba a "encomenda" toda, sem lhes permitir mais qualquer exibicionismo, ou reivindicação de integração na sociedade séria e educada. Aqui a quota é medida e pesada pelo pau, e chegamos vento fresco a quem gosta do calor do sul e se apresenta indecente. Tudo coisas da moralidade sã e cristã. Talvez muitos de nós, ainda se salvem e tenham futuro, com os filhos ao lado a caminharem seguros!*
-(DN.mdrª.14/07)
-(DN.mdrª.14/07)
terça-feira, 9 de julho de 2019
O feitiço brasileiro
- Os portugueses desde sempre foram e vieram, partiram e regressaram, entraram e saíram, meteram e tiraram o que podiam do Brasil. Mas naquele tempo, mulher brasileira não usava protecção, nem fugia com o traseiro à seringa, nem enfiava a carapuça, pois não havia. Daí ficar fragilizada e à mercê de qualquer ocupante atrevido - o colono. Assim nasceu, mulata. Por isso não se percebe como é que nos dias de hoje, com tanta informação, meios de defesa, e esperteza a correr pelas avenidas junto à praia e dispostas num bom hotel, aqueles corpos bem tratados e apelativos, deixam-se enganar e engravidar, por um turista ocasional ou mais frequente, que embora não "partindo de barco, e sem um adeus ao cais de Alfama", como o cantava Fausto, mas de avião com bilhete de ida e volta, deita-se na posição mais crítica que uma mulher pode tomar, estica-se ao comprido, abrindo-se toda à recepção do visitante lusitano, que aparece por lá cheio de fantasia e de pica. Mas a mulher ou "a garota de Ipanema", sabe fazer contas e medir contrapartidas. Por isso deixa-se engravidar por detrás do descuido propositado, pelo empresário aventureiro e endinheirado, garante de sustentabilidade, que desembarcou sob um calor que o fez perder a cabeça e perder-se de amores por mulher quente e danada para a brincadeira, e com a cabeça em tal estado, enfiou-se pela mulher adentro, repetidamente. Esta sem rodeios, após os meses certos, vem agora e desde o ontem desta modernidade, e despudor, exigir direito a reparo e indemnização por ter cedido tanta ternura e generosidade para com turista bem abonado de meios e de fortuna, e até lhe ter dado prazer e honrado, com filho. Estranho é que tanto português vai e vem daquelas paragens encantadoras, mas na maioria gente sem grandes recursos financeiros e económicos, que não arrisca meter-se em embrulhadas, e a esses, lhes não salta nenhuma brasa da avenida paulista ou do Rio, a querer sacar pagamento de pensão ou receita de luxo par se sustentar e ao rebento nascido da aventura entre adultos, e do confronto luso-brasileiro, da luta corpo-a-corpo entre lençóis. Estranho, não é? Mas elas andam por aí!
quinta-feira, 4 de julho de 2019
O prédio de cortiça com alma
Portugal está a cada dia que passa, a ficar um "brasil de favela", pela forma indecente, indigna, desumana, como trata as pessoas, a sua gente. Foi o caso da operária da corticeira, entre outros, que a colocou em situação de dar com ela em maluca, e mais recentemente, o caso velho dos moradores do complexo residencial que se ergueu em Viana do Castelo, que foi tratado como um conjunto de barracas coladas ao alto, sem histórias por dentro, nem almas a habitar, mas onde os sonhos se construíram e se multiplicaram durante anos, até que. E até que um número pequeno de residentes, com idade de avós, perante ameaças de despejo e de serem enxotadas a qualquer preço, nos mostrou como se resiste à prepotência, ao quero, mando e posso, com apoio de Leis e Justiça a propósito, fabricadas quase a pedido dos senhores do mundo. No "folhetim" da corticeira, a solução foi encontrada para colocar uma pedra no assunto, sem contudo curar o mal criado pela dor provocada no tempo da incerteza, e a Lei fez Justiça. Mas no complexo caso do "Coutinho" com vista para as águas frias do Minho, encharcaram o processo de medos e de mágoas, que os resistentes residentes e familiares, não mais esquecerão, e as levarão com eles para outro lugar longe, ou até bem mais perto, mas ambos, lugar onde o silêncio invade, ou a nuvem absorve, mas nunca apaga. Não esqueçamos também nós, o que está e vai acontecendo neste país, que cada vez mais se parece com uma lixeira administrativa, a pedir vassourada em quem dela se aproveita e nela se governa. Eles, especuladores e corruptos, podem cair mais depressa que um prédio, que foi castelo, lar, e conforto de pessoas com alma e amor por dentro, a sair pelas janelas viradas ao mar de Viana. "Todo o tempo é feito de mudança", mas no respeito pela vida humana, sem rolhas nem ronhas! *
-*(inDTK.08.07)
quarta-feira, 3 de julho de 2019
Copa América 2019 (V)
Brasil 2 vs Argentina 0
E a Copa esvaziou-se para a selecção da Argentina. No jogo da meia- final, que a opôs frente ao Brasil, em que perdeu por 2-0, a alviceleste, não teve engenho para contrariar o maior querer e melhor organização da selecção canarinha. Brasil que se apresentou mais forte e com maior certeza nos passes, ao contrário do conjunto das pampas, que continuou desastrosa nesse pé para pé, em tal toque de bola. Abriu o marcador aos 19´ o Jesus, mas este também chamado Gabriel, sem precisar de ser grande pensador. A Argentina reagiu e até merecia ter chegado ao empate, não fosse a barra ter-se atravessado, impedindo-lhe o golo. Golo que apareceu para os brasileiros, e que os argentinos podiam ter anulado logo a seguir, não fosse agora o poste a segurar a emoção que Messi criou com um bom remate. Argentina que fez o seu melhor jogo nesta Copa, e Messi também a mostrar mais, aquilo de que é capaz. Mas apesar da vitória encaixar bem ao Brasil e no seu território, o árbitro e o VAR não estiveram acertados. Podia e devia ter assinalado um primeiro penalti que reporia a igualdade na primeira parte, a favor dos "ganadeiros", e mais tarde na 2ª metade havia lugar à marcação de outra falta dentro da área. Mas o Brasil manda e tem peso na Conmenbol. Disso se queixaram os argentinos, mas de nada lhes valeu. O Brasil na "sua Copa", não podia cair antes do fim e quase com a mão no título, há muito ambicionado e pelo qual desespera. Messi melhor agora, e Aguero (grande partida), regressam mais cedo ao conforto das férias, tal como o prevíramos. O mesmo não se pode dizer de Acuña e de Di Maria, nem de Scaloni. Um trio sem pés para samba e menos para tango de Gardel*
*-(CMªrsmo.04.07)
E a Copa esvaziou-se para a selecção da Argentina. No jogo da meia- final, que a opôs frente ao Brasil, em que perdeu por 2-0, a alviceleste, não teve engenho para contrariar o maior querer e melhor organização da selecção canarinha. Brasil que se apresentou mais forte e com maior certeza nos passes, ao contrário do conjunto das pampas, que continuou desastrosa nesse pé para pé, em tal toque de bola. Abriu o marcador aos 19´ o Jesus, mas este também chamado Gabriel, sem precisar de ser grande pensador. A Argentina reagiu e até merecia ter chegado ao empate, não fosse a barra ter-se atravessado, impedindo-lhe o golo. Golo que apareceu para os brasileiros, e que os argentinos podiam ter anulado logo a seguir, não fosse agora o poste a segurar a emoção que Messi criou com um bom remate. Argentina que fez o seu melhor jogo nesta Copa, e Messi também a mostrar mais, aquilo de que é capaz. Mas apesar da vitória encaixar bem ao Brasil e no seu território, o árbitro e o VAR não estiveram acertados. Podia e devia ter assinalado um primeiro penalti que reporia a igualdade na primeira parte, a favor dos "ganadeiros", e mais tarde na 2ª metade havia lugar à marcação de outra falta dentro da área. Mas o Brasil manda e tem peso na Conmenbol. Disso se queixaram os argentinos, mas de nada lhes valeu. O Brasil na "sua Copa", não podia cair antes do fim e quase com a mão no título, há muito ambicionado e pelo qual desespera. Messi melhor agora, e Aguero (grande partida), regressam mais cedo ao conforto das férias, tal como o prevíramos. O mesmo não se pode dizer de Acuña e de Di Maria, nem de Scaloni. Um trio sem pés para samba e menos para tango de Gardel*
*-(CMªrsmo.04.07)
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