quarta-feira, 5 de junho de 2019
O seu a seu dono!
- Quando algum saloio ia para a tropa e por lá perguntavam-lhe de onde era, e sendo ele de Penafiel por explº, logo respondia que era do Porto, julgando com isso ganhar algum prestígio(!). Acontece que agora que morreu a militante do CDS e ex-mandatária de Freitas do Amaral em tempos recuados, e autora de meia centena de obras literárias, só se ouve da boca de pretensos leitores, o título de uma - "A Sibila". A maioria nem sabe o sinónimo de tal palavrão. Mas adiante. Até o presidente da Câmara do Porto, engasgado diante da TV, querendo dar ares de "Agustinanismo" nomeou o único trabalho da autora que lhe rendeu algum lucro e apreço literário, "A Sibila", e talvez porque o leu à pressa, ou quando o livro fazia parte da leitura obrigatória no Secundário, ou o teve que comprar para os filhos lerem. Até escritores de cartas também só nomeiam este título, e suspeito que também só passaram por ele nessa mesma ocasião. Tal como o Rui Moreira, alguns que se pronunciam para ter espaço nos jornais, só "sibilam", e esbarram num erro, como o tal que foi à tropa que dizia ser de onde não era, e escrevem que Agustina Bessa-Luís era de Amarante. Ora acontece que a autora da Direita política e "conservadora nos abraços elitistas", e pouco lida, excepto por obrigação escolar, era de Vila Meã, que pertence ao concelho amarantino, do Conselheiro António Cândido, com direito a estátua na praça, e de outros homens da Cultura, como Pascoais e Amadeu. Se levarmos a sério o que Marcelo, PR disse no adro, que ela está feliz com a homenagem prestada pos-mortem, e eu suponho que ela estaria mais feliz e contente entre os vivos com palavras soltas e as suas roseiras, também estaria feliz se dissessem o seu verdadeiro lugar de origem do seu nascimento. Creio que a escritora prezava a verdade. Ela aqui fica sem mais fantasia!*
-*(hoje,06.06 in DTK-trcdº)
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