sexta-feira, 22 de março de 2019

Regionalizar? Sim. Para roubar!

- Para se escrever qualquer coisa sobre regionalização, é suficiente dominar algumas palavras, e enfiá-las num alegado têxto, venha ele rabiscado por uma qualquer "felisbela da universidade de lanhelas, ou de uma gabriela de cravo e canela" na lapela. E as palavras a aplicar como decoração, e a fazer de conta que dizem algum sentido, são - centralização, assimetrias, desequilíbrios, reforma administrativa, atraso regional, polos, marasmo, capital, etc. ou como no poema de Vinícius, lalalarálá. Há de facto nesta aposta, alguns "poetas e intelectuais", que querem dividir o que é já pequeno, menor que qualquer Estado americano, ou região de Espanha, e fácil de governar, para reinar e ainda mais roubar. Se a corrupção está bem enraizada nas autarquias, desde o coveiro ao presidente, e nas instituições e Organismos geridos pelos nomeados da seita municipal e autárquica, reflictam só no que seria passar-lhes mais poderes para a ponta da caneta e para os colectivos de decisão, das vereações e variações familiares, que por lá assentaram bivaque de luxo, com boa cobertura e à prova de tudo. Quando alguém ou suposto especialista em balelas regionais, e falar em, país, deve pensar de que país, fala e que tamanho ele tem, para perceber se aquele que está sem estraçalhar, é  ou não, governável com  gente séria, íntegra, apostada em servi-lo, e que combata a corrupção, ou se é preferível entregá-lo aos mesmos que dele se servem com faca e garfo com chauffeur privé à porta, a entregar-lhe o saco, e o envelope do empreiteiro ou de "benemérito idêntico" contratados sob concurso suspeito. O que nós precisamos é de governantes nas Direcções diversas e até das de Turismo, que digam não, à corrupção. De resto deixem o país em paz e inaugurem Obra com o Orçamento que lhes cabe, que bem gerido e melhor aplicado, até sobra para jantaradas à mesa fina, aonde cabe toda a família e os idosos para enfeitar ou mandados a passear para verem santos e amêndoas em flor. Eu dispenso bem ricos ilícitos à minha porta!

                                                          

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