segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

"Paris já está a arder"


- Agora melhor seria dizer, que "Paris continua a arder". Dominique Lapierre e Larry Collins, debruçaram-se sobre uma outra luta de libertação da Cidade Luz, da moda e das artes, e hoje, nestes dias que nascem, Paris, que Hitler, a partir do seu bunker queria arrasar e vê-la destroçada, e caída a seus pés, é um imenso campo de fogo, por onde se estende um mar de protestos. Enquanto que para nós, portugueses, qualquer bacalhau basta e o conformismo é o nosso guardanapo, na Bastilha e sob o Arco do Triunfo, a luta aquece e segue bem acesa, contra a aplicação de uma massa de impostos governamentais, que atingem já metade do rendimento dos franceses, que os atira para a penúria. Nas ruas de Sartre e de Edith Piaf, no dia a dia, os "gilete jaune" não desarmam, e metem le jeune Macron, o Presidente da República, entre o fogo e a parede, desesperado, que nem o führer do III Reich, alguma vez sonhou. Paris, hoje não cheira a perfume Channel, mas a carvão e a pneu queimado. Le petit Macron que se cuide, se não quiser sair gravemente chamuscado daquelas chamas, que se erguem por toda a Capital a iluminar o luxo e o lixo, em conflito anárquico, sem fim à vista ou final feliz, como é desejo dos que a amam. Sim. Que Paris é de todo o mundo!*

-*(hoje no DN.mad-04.12) 
-*(JN.06.12.pág33)
-*(IMEDIATO:07.12)
                                                                                                                                             




                                                

Sem comentários:

Enviar um comentário