segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A Máscara


A Máscara

30 DEZ 2018 / 02:00 H.




    Marcelo de Sousa, actual Presidente da República, é um vaidoso disfarçado. Nada do que faz, nenhum dos seus gestos, nenhuma braçada em águas paradas ou revoltas, são dadas sem terem sido bem reflectidas, desenhadas, ensaiadas na sala dos espelhos do seu ginásio onde se põe a desfilar e a projectar o populismo que entende provocar. Trabalha para o bronze e para a imagem que sabe lhe renderá continuidade na bolha populista. E fá-lo sabendo que com esperteza, o Zé pacóvio lhe oferecerá os ombros para o carregar até ao púlpito e à manutenção da cadeira de sonho e do poder. Ele, já o afirmamos, gosta de governar, e ser mais do que dois em um. Quer que as suas ideias, avisos, conselhos, propostas, ameaças, sejam atendidas, contempladas e satisfeitas. Tudo quanto faz, obedece a muito ensaio. Quando lança um comentário, já previu o seu efeito, e já tem outro na manga e no garganil, para ripostar se algo falhar ou for mal sucedido. Marcelo Rebelo, é um ex-jornalista e mais outros “ex-”, que gosta de ouvir gabar-lhe, que aprendeu e exercitou o verbo e a manha num tempo ido, e disso faz uso e proveito. Ele próprio se reforça, lembrando-nos que é inteligente, dorme pouco e tem memória de elefante. Pressiona de acordo com os acontecimentos e o momento mais a propósito em adversário fragilizado. Está em todas e sempre com apetite. Nunca está em casa, descansa q.b. e semeia por campos, vilas, bairros e cidades, a sua ambição camuflada de saber ser próximo, em falsa peregrinação. Não é tão sério quanto quer parecer. É um programador, agitador frenético por detrás de biombo fosco, e actor na base de tudo que suporta o espectáculo que o país observa. O seu palco, é um espaço onde possa actuar e apresentar os seus floreados que ornamentam, ruas, vielas, mesas de pedra e de sueca velha, apostador e presença de solidariedade, como engraxar sapatos na praça pública, afeitar-se em barbeiros tradicionais, praias e salões solenes. É um personagem que não dá ponto sem nó. Tudo é premeditado. Nada nele é improviso, um acaso. Ele é notícia à solta, nunca surpresa. Mas gostava de o ser e trabalha para isso, e para a próxima eleição e nomeação, que lhe dará a continuidade do protagonismo. Ele é um maduro muito trabalhado, que se julga mestre e sábio, indispensável, num país que ele sabe enxerga mal e vive através de um olho, mas que dá para o ver à distância nesta terra adiada. E é neste contexto, que um ou outro possuído de ambição, se perpetua no poder, com o apoio dos que julgam ver melhor e mais longe, agitando bandeirinhas!

    domingo, 30 de dezembro de 2018

    Discursos plásticos


    - A conversa é antiga mas a vontade parece pouca. Discute-se muito sobre o projecto de acabar com o plástico que tudo embala, e agora até a servir de arma de morticínio na fauna marinha, que procura alimento - o plástico. Matéria perigosa, que merece imensa discussão e alargados projectos para a sua eliminação, surge-nos sob diversas formas de embalagens de demagogia com que nos alimentam desde o pequeno almoço até ao jantar. Dizem ser preocupação de especialistas e de Ministérios do Ambiente e de Governos que gastam comissões. Não é tetra, é treta. Já há sectores comerciais que até dão prémio a quem souber dar bom uso para a sua recolha e reciclagem, que serve de engano enquanto incentivo ao consumo. Mas como não há bela sem senão, eis que os criadores e produtores de embalagens tetra pack, que até agora colocavam no mercado vasilhame só em cartão, decidiram meter na caixa do leite e dos sumos, com o fim de tratarem da saúde do povo, uma tampa em plástico e deste modo facilitar o uso da coisa. Sistema até agora dispensável, que só vem fazer mais lixo. Para além do produto ficar mais caro ao consumidor, ainda por cima lhe metem na abertura, uma rolha que contribui para a poluição - a tampa. Será que eu vejo mal e ando a beber vinho a mais, em vez de água da fonte, que devia correr pura, cristalina, e sem artifícios que vão encher de morte a casa e o mar?*

    -*(hoje 1ºJanº 2019 in DN,madrª-intgrl.)
    -*(JN. 08.02)


    segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

    O "special"

    - Segundo a imprensa inglesa, José Mourinho, o "special one", recentemente despedido do Manchester U., nem as cozinheiras do clube gostavam dele. Ou seja:- Não iam à bola com ele. Mas também de acordo com o The Sun, parece que andava a comer por fora, um belo petisco. O técnico português, é sem dúvida o "special" mesmo fora dos estádios relvados ou pelados. Pelos vistos também sabe meter o garfo e comungar fora da mesa conjugal. É de mestre!

    quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

    Montalegre 0 VS SLBenfica 1








    É doloroso ver o Benfica jogar à bola. Aquela rapaziada da Luz, desfaz-se em esforço atrás dela, mas tratam-na mal e disso até deviam ser processados por violência desportiva. E tanto faz jogarem contra o Moreirense como contra o Montalegre. São sempre deploráveis. São onze que parecem nove, contra onze que se desmultiplicam em quinze, como parecia serem os transmontanos. Talvez que os de Lisboa estivessem dominados por forças demoníacas, que só o Padre Fontes podia expulsar, e permitir que o SLB exibisse melhor e mais convincente qualidade de futebol. Mas não. Quem corria como desalmados eram os de Montalegre, transformados por muito querer, grande vontade, ou por bruxaria de sexta-feira 13, numa noite de chuva. Acreditem senhores e senhoras. Este SLBenfica, até faz mal, causa prurido, e só com mezinha que se esconde num qualquer e-mail, e roída por toupeira repugnante, é que pode convencer os adeptos e simpatizantes que ainda ergam a bandeira da águia parda que esvoaça nos corredores da catedral encarnada. No entanto, o Benfica deprimente moveu-se sob a lua, e conseguiu a “vitória rasca” numa quarta-feira molhada em terra barrosã;*
    *(DN.madª22.12)
    *(CMª21.12-um naco)
    -(rev.SÁBADO.27.12)
























    OUTRAS NOTÍCIAS
























    quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

    Esperteza!

    - Há um certo número de indivíduos, possuidores de fortunas, umas legais outra ilícitas, que apanhados pela Autoridade Fiscal, são levados a prestar contas na Justiça. Quando interrogados em tribunal, apresentam como justificação da prática de crime, como razão atenuante de pena, o facto de possuírem como habilitações literárias, a instrução primária, ou a 4ª classe. Veja-se o caso de Cristiano Ronaldo em terras de Espanha, e agora o de Gumercindo Lourenço, administrador de empresas, e especialista no saque de subsídios. Ambos experimentados na emigração. Será que esta casta de afortunados, com fraude à mistura, entende que o estatuto de analfabeto, encoberto numa manha de inocência ou ingenuidade falsa, com diploma superior de esperteza, compensa ou os livra de crime? Em Portugal, já muitos disseram que sim!*

    -*(hoje no DTK.20.12.)

    Romaria


    - Agora vão todos em romaria até ao monte de Stª Justa ver os destroços do infeliz acidente trágico que por lá andam espalhados. Todos à procura de um bocado da aeronave maldita. Uns a querer um parafuso, outros uma anilha, alguma cavilha, uma letra de identificação da carcaça como prova da sua presença no local. De certeza que para o governo e para os "protectores e autoridades civis", ainda vão sobrar umas quantas  molas de pressão. Esperemos que depois saibam o que lhe fazer!

    O Zé Mourinho. O tal!

    - Eu sei, não adivinho. Aqueles que colocam rótulos e cognomes devem andar de luto agora. Eles afadigam-se nos canais de tv, a tentar encontrar razões para o despedimento, mais um, do "Special One". Eles os repórteres, comentadores rascas, labregos do desporto, pés de chumbo a tocar uma bola, orientadores de programa fora e dentro de jogo, especialistas do cácarácacá das tácticas, já não sabem mais que dizer em favor do Zé. Para eles é o melhor do mundo. E será, com os melhores do que ele a fazer equipa de sonho. Mas ele falha. Mas ele é igual aos outros,:- leonardos, mantas, vitórias, motas, conceições, jj, etc. Ele seria special, se levasse o feirense, o tondela, o aves, portimonense, e até o clube da sua terra, o setúbal, mais longe e mais campeão. Mas não. Ele é banal, como os banais. Agora os jornais desportivos, inventarão superlativos compostos para explicar o desastre de Manchester. A saída pela porta pequena do Mourinho, à semelhança do acontecido em Chelsea, Madrid, para não falar do SLB. A limpeza que passa nas tvs, é a teimosia de o  manter em cima bem limpinho. Manter-lhe colada a imagem que inventaram. Até acham que ele fez de propósito, porque estava a precisar de férias. Ao que isto chegou. Os nabos de sempre continuarão nabos. Alguma razão forte haverá para este país ser medíocre, e os media desportivos agravar ainda mais tal estado de análises. Viva o Zé, que dá baile a tanto nabo!

                                               

    segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

    Ridículo trágico

    - O país gasta milhões, mais o que tem e não tem, com a Protecção Civil, forças de segurança, bombeiros, administradores, comandos, gabinetes, equipamentos pesados e sofisticados por ar e terra, etc, com uma gerigonçada onde se atropelam, e nem sabem a quantas andam, e não é que ao fim de algumas horas após o trágico acidente na serra de Valongo, onde um helicóptero do INEM caiu e se escondeu destas combinações de auxílio a quem dele precisa e confia, são um grupo de rapazes de um clube de Todo Terreno (TT) de Paredes, que sem perder tempo a fazer inquéritos, levantamentos de terreno, olhar para as estrelas, interrogar os locais que andavam com a cabeça no ar e ouvidos despertos, acabam por meter os pés ao caminho, e são eles que chegam primeiro que todos, ao local onde já jaziam destroços de máquina e pessoal de bordo em missão humanitária. Por que razão não são eles, os clubes TT organizados a baixo custo, altruístas, a serem apoiados com 10% do valor que o Estado gasta com os "quartéis" de fardas reluzentes espalhados pelo território, reivindicativos, sem a utilidade que deles se exige e se espera? Concluímos  com este trágico acidente, que o país é uma anedota, muito mal contada, e entregue a uma outra rapaziada nomeada que não serviam sequer para escuteiros. "Investigue-se"!*

    -*(hoje no Dtk.págª15)
    -*(hoje.20.12. na SÁBADO)

    sábado, 15 de dezembro de 2018

    Conclusões

    Conclusões

    16 DEZ 2018 / 02:00 H.
      1 - Ninguém quer Estado a tutelar seja o que for. Mas sem ele, não há iniciativa nem empreendimento privado, confiante e explorador. Na hora de pedirem milhares e milhões, todos recorrem ao cofre estatal, e protestam se ele não se chegar à frente com as finanças públicas. Ameaçam encerrar portas e agitam com o desemprego;
      2 - Em Portugal, só se é obrigado a usar colete colorido, em caso de acidente ou avaria na estrada. Os portugueses não sabem dar-lhe outra aplicação, e mesmo encravados nem sempre o utilizam. Tal falha é grave, não aumenta o salário, mas dá multa;
      3 - As greves são boas para quem as faz e para levá-las como forma de pressão, à mesa de negociações. Para quem padece e morre por suas causas, de nada lhes servirão. O cemitério junta todos os pacíficos e sem caderno reivindicativo. A tampa do caixão é fechada antes de encerrar qualquer Acordo para os assistir;
      4 - Há muito dinheiro em Portugal. Está é distribuído por sectores sócio-profissionais e grupos especiais, em percentagens de acordo com o estatuto que ostentam. Mais para os do costume, grandes corruptos, médios, e menos para os pobres do costume, e assim, haver igualdade nesse particular;
      5 - Os Banqueiros e grandes Empresários, não vestem colete amarelo. Têm condutor, e usam fraque e gravata;
      6 - Os desafortunados, às vezes, fazem a última viagem com camisa e fato. Conseguem por fim, irem calçados.Também às vezes têm direito a uma flor fora da lapela;
      7 - Em Portugal quando acontece a casa vir abaixo, correm a por trancas à porta. Disponibilizam psicólogos por maior prudência!
      Joaquim A. Moura
       
        

      sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

      É Vida!



      É vida!
      -:É logo à nascença que começamos a ser enganados. Primeiro alimentam-nos para ficarmos robustos, sãos e inteligentes. Limpam-nos até ficarmos bonitos. Quase sempre perfumam-nos com amor e fotografam-nos a sorrir para o álbum de família. Crescemos, traçam-nos o futuro, e aprendemos que quando desejamos demonstrar e retribuir o amor recebido, rejeitam-nos, até que ficamos só nós e a nossa sombra, na sarjeta ou no asilo, a lamentar termos nascido, e por lá ilustramos outra realidade, se alguém ainda, se lembrar de nós!*

      -*(in DTK.17.12)

      terça-feira, 11 de dezembro de 2018

      O apelo do desespero


      -Cristiano Ronaldo, conhecido atleta por razões várias, a jogar em Itália, na Juventus, parece agora querer enveredar pelo trilho do ridículo. Os indícios são fortes e os media dão destaque, não inocentemente, às palavras ditas num certo alvoroço. Com algum atraso aproveita, e felicita Modric, o croata Bola de Ouro, que CR ainda digere mal tal nomeação. Mas é relevante o outro discurso que acompanhou a referência feita ao actual vencedor do troféu. Em jeito de provocação e até de ofensa, lança um repto ao Melhor do Mundo de facto, A C. e D C. o argentino, Lionel Messi, convidando-o a beber um pote de cicuta, como o fizeram os romanos a Sócrates, e a ir jogar na "bota" dos Médicis. Para ao gesto dar brilho, junta uma filosofia barata, própria de balneário a cheirar a banha de massagem, e diz que está agora no melhor clube por onde já passou e ganhou. Esta tentativa de apoucamento, pontapeada pelo madeirense perseguido e andarilho, não colherá sequer qualquer resposta da parte do genial jogador que actua em Barcelona, já que o argentino, tem por costume dá-la dentro dos estádios por onde maravilha as massas, e não por circos onde só actuam os saltibancos, contorcionistas e palhaços, que só por vezes, os mais pequenos lhes acham graça. Os adultos com cérebro nos olhos, esses, fazem outro juízo. De facto, Messi, habituado a tomar só o melhor e mais divino mel, se aceitasse o desafio, daria maior doçura e mais luxuosa expressão ao Calcio, e os italianos seriam mais ouvidos e achados, em todos os estádios e parlamentos mundiais. Para já, vão ter que conviver com o folclore de Turim!*

      -*(dtk.12.12)

      segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

      Tanto Marta já farta!


      Tanto Marta já farta!
      - É serviço urgente, eliminar do efectivo da complicada estrutura onde roda toda a “geringonça” dos bombeiros de Portugal, o sempre-em-pé e barbudo, Marta Soares - o dinossauro presidente de tudo, até do parasitismo. Não é preciso convocá-lo, a ele comparecer vivo em nenhuma embaixada no Império Otomano, mas convém chamá-lo, para o apagar de vez, enquanto o fogo que ele vem ateando por onde passa é dominável. Este histórico parasita, que quando abre a boca, o faz de papo cheio, fá-lo num tom que incendeia que nem Vulcano, e lança desestabilização como se envergasse todos os coletes amarelos, laranja e verde lagarto - fardas de comando superior, no lugar que faz questão de ocupar. Ele e não só. Outros se eternizam na frente sindical a fazer da rua, lugar de fogueira e de vida estranha, encabeçando planos de ambição, com gente atrás, de apito na boca, pano e pandeireta a reivindicar coisas suspensas ao passado, onde estiveram mudos e quedos, salário sobretudo, embora disfarçado de coisa mais nobre, como equipamentos, para confundir o pagode, e ter aceitação mais consentida na população. Gente que já não sabe onde fica o posto de trabalho, largado há anos, ou fazer uma soma, antes de divisão. Este pretenso filho de Juno, e patrão-mor da Liga dos Bombeiros, que carrega na folha de serviços prestados alguma cinza e cheiro a carne queimada, e ferro velho de Poiares, deve ser mandado abrandar na prateleira onde ele aquartela os tachos deixados recheados, que lhe renderam chorudas sortes e presenças com protagonismo rico. Tanto Marta já farta! *

      -*(hoje in DTK11.12)
      -*(in DN.Madª-11.12.018)

      quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

      Olha o Balão

      segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

      "Paris já está a arder"


      - Agora melhor seria dizer, que "Paris continua a arder". Dominique Lapierre e Larry Collins, debruçaram-se sobre uma outra luta de libertação da Cidade Luz, da moda e das artes, e hoje, nestes dias que nascem, Paris, que Hitler, a partir do seu bunker queria arrasar e vê-la destroçada, e caída a seus pés, é um imenso campo de fogo, por onde se estende um mar de protestos. Enquanto que para nós, portugueses, qualquer bacalhau basta e o conformismo é o nosso guardanapo, na Bastilha e sob o Arco do Triunfo, a luta aquece e segue bem acesa, contra a aplicação de uma massa de impostos governamentais, que atingem já metade do rendimento dos franceses, que os atira para a penúria. Nas ruas de Sartre e de Edith Piaf, no dia a dia, os "gilete jaune" não desarmam, e metem le jeune Macron, o Presidente da República, entre o fogo e a parede, desesperado, que nem o führer do III Reich, alguma vez sonhou. Paris, hoje não cheira a perfume Channel, mas a carvão e a pneu queimado. Le petit Macron que se cuide, se não quiser sair gravemente chamuscado daquelas chamas, que se erguem por toda a Capital a iluminar o luxo e o lixo, em conflito anárquico, sem fim à vista ou final feliz, como é desejo dos que a amam. Sim. Que Paris é de todo o mundo!*

      -*(hoje no DN.mad-04.12) 
      -*(JN.06.12.pág33)
      -*(IMEDIATO:07.12)