quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cavaco volta à Universidade

O ex-presidente Cavaco Silva, bem se esforça por se comportar como Júpiter, mas não consegue tal proeza por muito tempo. Mal o convidam para um local combinado e asseado, aí aparece ele, a botar discurso como quem deita fogo e metralha, julgando-se que é Luz, a iluminar o caminho e o mundo. Cavaco leva ressentimento na mala, mesmo quando se aloja num hotel, chame-se ele, Sol ou Serra, e por lá pousa a sua marca rural, e não raras vezes, tal como, Marte, um Deus da palavra provocatória, que se situa entre Júpiter e a Terra, uma pretensiosa lição. E é aqui na Terra, numa universidade de verão a uma temperatura pouco recomendável, que ele fala para os seus, enviando recados para fora e pedindo respostas. Virado para os jovens e seus “alunos” numa plateia escolhida a dedo e a cor, pediu aos imberbes presentes na Universidade de Verão 2017, que fizessem uma pergunta aos Partidos da geringonça que defendem a saída de Portugal do euro, o que é que tal abandono provocaria, se não colocar Portugal no mesmo patamar ou situação em que se encontra a Venezuela. Usou desta “bazófia” filosófica, oca, barata e demagógica, mas sobretudo provocatória, e “piou” como um mocho agoirento na noite escura. Perguntou e respondeu. É assim um bom professor. Só que a pergunta deveria ser feita ao Povo. O povo talvez lhe respondesse, que mesmo que Portugal ficasse como o país de Bolívar, agora de Maduro, não tinha nada a perder, já que nada tem, ou o que tem de pouco vale. Já Cavaco e os seus pares, acólitos, apaniguados, todos os da sua “galáxia”, que comeram à sua mesa, teriam, esses sim, tudo ou quase tudo a perder. O Povo sabe em que circunstâncias, que só perde quem tem. “Fico-me por aqui”!


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

"Os Penas de Ouro"

Há pelo país fora, uma data de escritores domésticos, que se alistam por carta, para constar nas redacções de jornais, e aguardam serem publicados. Penso que a ideia básica, é tais alinhadores de palavras, formarem um pensamento que contenha uma ideia forte e credível. Então à falta de tal ideia, o pensamento escoa-se e começam a alinhar palavras a torto e a direito, contra o actual governo e a sua “inédita” base de sustentação, chamando-lhes alguns, colo de esquerda. Facilmente se verifica que tais cartas de tão afamados escritores caseiros ou de mesa de café, ou após saírem do barbeiro, se identificam com a política de direita, e até, reaccionária de tão suspeita. Pegam de marcha à ré, e vão repescar a governação anterior, para atribuir-lhe os feitos e grandezas que este governo de António Costa (AC) está a implementar. Tudo quanto o António, faz de bom, é oriunda ou é herança do Pedro, a quem já articulistas de renome disfarçam, chamando-lhe, Peter. Eu até acrescento para maior brilho, Peter Steps, ao jeito de taberna. Se A.C aumenta os reformados, é por causa das autárquicas. Se melhora as condições de vida no geral, é tomado por medidas eleitoralistas e populismo latino. Se corrige erros do passado na função pública, rectifica colocações na docência, repõe condições na Justiça, descongestiona na Saúde, promete diminuição da carga fiscal, aqui del-rei, que o 1ºministro anda à caça de votos. Se o Emprego baixa é por causa das Exportações  e do Turismo. Porém se há fogos, como nunca na vida os viu, e os há sem tanques d´água cheios,  nem Tancos d´armas vazias, só pode ser por graça, obra e chama atiçada por António Costa, que se defende sob o capacete da geringonça. Já sobre a mediocridade de Pedro e dos seus passados passos desequilibrados de difícil estabilização e normalização, os “cartistas” identificados, que se pronunciam no espaço que lhes é possibilitado, nada escrevem, e omitem tudo aquilo que o governo anterior, podia e devia ter feito, ou pelo menos terem aberto caminhos e aceiros de projectos inovadores, que aliviasse e permitisse que a floresta de tarefas que ficaram por fazer, ou mesmo bloqueadas, não caísse sobre quem os rendeu por acto eleitoral, e desse modo pudesse agora reivindicar, que o sucesso da política actual lhe fosse atribuída, e facilitasse aos “penas d´ouro” e escritores de cartas com tempo, e a carteira mais composta com um quê de fraude- com que Pedro acusa Costa de andar a enganar os portugueses- a exposição da sua frustração, por a geringonça ainda se manter na marcha à frente, a coleccionar êxitos e… azedumes - Como se vai lendo nas opiniões de alguns especialistas na crónica e na má-língua, e outros de banco de jardim, que fazem por isso, no espaço do leitor!

-*(publicado no DNmadª a 29/08/2017)



sábado, 26 de agosto de 2017

O folhetim William

Sai, não sai. Vai não vai. Fica até ver, e mais cifrão menos cifrão logo se verá. A questão parece-me é que nenhum clube de topo quer verdadeiramente, o “fabuloso” estratega do SCPortugal. Excepto, se o clube interessado, e que avança com proposta de aquisição do jogador, não hesita muito e o dinheiro aparece aos milhões, uns atrás de outros. William Carvalho, não tem potencial técnico superior para estraçalhar defesas, rebentar com balizas, e correr como um desalmado, incapaz de ser detido. Joga lento, de passe lateralizado e só por vezes em profundidade, mas não é atleta de área e não tem golo. Ora estas características num jogador que pretende integrar um plantel de topo e numa Liga de nomeada, quando não existem, o jogador vale pouco. Numa Liga inglesa só uma equipa menor, de nível secundário, pode mostrar interesse, e partir para o contratar. Mas o actual clube do leonino light, julga que tem ali um leão feroz, e mia como quem ruge, que pretende umas dezenas de milhões, acima do que o pretendente está disposto a pagar. Por estas e por outras é que o médio do Sporting, ainda não fez as malas, embora se adivinhe que as tenha preparado e junto à porta de saída. Mas isso é cenário que dura já há bastante tempo. Se é um caso de teimosia por questões de mais ou menos milhão, o certo é que demasiado adiamento em o despachar só resulta em prejuízo para ambas as partes. Mas o Bruno do sopro negocial, é que sabe. Para onde quer que o jogador vá, julgamos que ele se fizer uma dezena de jogos, já será assinalável. A ver vamos!

*(- publicado hoje no DN.madª)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Férias. O que é isso?



O povo desapareceu. As cidades e as vilas estão mais vazias, e não faltam lugares para estacionamento de veículos. Pergunto o que é feito dos vizinhos, do povo em geral, e recebo como resposta de um infeliz que por cá ficou, de que as pessoas foram de férias. Mas foram para onde se ao que ouço não há ninguém com dinheiro para sair à rua e tais luxos? Replicam-me que quando é chegada a hora para romper com rotinas, o dinheiro aparece como por encanto. Uns amealharam uns patacos, outros recorrem à banca, e endividam-se. E serão férias, estas preocupações, e as que se levantam, de ter que preparar e carregar a tralha necessária para o dia-a-dia no lugar de destino escolhido para as passar, levar na mala e no tejadilho do carro, bicicleta, prancha, e carrinho de bebés, se for o caso de os haver, encher malas de roupa que regressarão para serem lavadas, com mais uma ou outra peça que entretanto por lá foi adquirida em saldo, e já no destino desejado, desmontar tudo, organizar no mínimo a tralha nas instalações que se vão ocupar, este fica aqui, aquele ali, e quem vai ajudar a despejar o carro, eu não que estou cansado, vai tu que dormiste toda a viagem, vamos é beber qualquer coisa fresca ali mesmo naquela esplanada, que parece em conta, e ainda temos que ir ao mercado para fazer umas compras para o jantar. Vai tu mulher, que eu fico a arrumar e a dar um pouco de ordem à tralha trazida, e que há de ir de volta. Reparo agora que não veio isto e mais aquilo, ai os óculos e os auscultadores,  e que é preciso ir ao grande mercado buscar. Se não for eu mais ninguém se lembra. Quando a mulher vier já vai ouvir. Temos que comprar um guarda-sol, que este afinal está roto e carunchoso. Os chinelos ainda dão para ir e vir da praia. Os calções compro aí numa feira ou ao cigano, que os há bonitos e contrafeitos de marca a dar nas vistas, que os meus estão gastos O bronzeador para já não faz falta e a mulher sempre tem no seu saco doméstico algum resto de outro. Preciso de guardar o carro e uma sombra vinha a calhar, mas em sítio que por cima não sobrevoe a passarada, que o deixa irreconhecível ao fim de alguns dias. Depois tenho-o que o lavar e é mais um custo a pagar. Bom. A mulher já chegou das compras orçamentadas, eu já dispus as coisas mais ou menos dentro do espaço arrendado, e vou descansar um bocado que bem preciso, que a viagem foi cansativa. Amanhã, logo cedo, vamos até ao areal tomar uma banhoca. Talvez no programa ainda haja um momento para visitar a terra aonde assentamos barraca. Logo se verá. Temos que aproveitar, pois já passaram dois dias, dos quinze disponibilizados para o efeito. Montado o bivaque na praia, em espaço que nos pareceu o melhor ou que sobrava, vou ali ao quiosque e compro o jornal da bola. Queres alguma revista para ti? Não, prefiro um gelado e aproveita traz uma garrafa de água. Eu para o bebé tenho o habitual. Amanhã, temos que ir ao mercado de peixe e da fruta, bem cedo, comprar umas coisas para o almoço, e encher o frigorífico com produtos necessários para as refeições. A garrafa de gás parece que vai dar só para dois dias, embora ele seja misto. Veremos para quanto dará, considerando as tomas de banho após fim de praia com a areia colada ao corpo, e lavar as toalhas e uma ou outra peça de roupa. Vou sair e volto já que vou encher os pneus da bicicleta, que afinal esvaziou. O jornal não li todo, mas guardo-o para melhor ocasião e no sofá de casa. Tens aqui umas revistas que os inquilinos anteriores deixaram, se quiseres dar uma vista d´olhos. Os baldes de lixo estão cheios, e enquanto fazes o jantar vou lá fora despejá-lo no contentor público. Hoje temos que voltar ao super mercado, que fica aqui a 6 km, mas trazemos o que nos faz falta para o resto dos dias. Papel higiénico, fraldas, guardanapos, água, ovos, carne, sumos, e alguma coisa mais que esteja em promoção, e ainda bronzeador que o que trouxemos já acabou. O peixe há no mercado bem fresco e eu gosto de ir até lá. Tu se quiseres ir indo mais o miúdo, vai, mas toma cuidado. Hoje é dia de recarregar tudo de novo, que é o último. Vamos regressar a horas que não coincidam com o maior trânsito. Quando chegarmos a nossa casa, à terra aonde vivemos o ano todo, a primeira coisa que farei é deitar-me a descansar. Tu descarrega o carro como puderes e arruma como for tua vontade. Eu depois tenho a lida doméstica, fazer alguma coisa para se comer, tratar do bebé, lavar a loiça, passar a ferro, e ficar a pensar naquilo que me disseste e não me agradou, sobre os gastos a mais que fizemos, e que mais valia ter ficado por cá. Eu vou-te dizer que nestas condições, também não quero partir para lado nenhum. Eu descanso mais se ficar aqui na minha casinha. Férias cansativas e perturbadas pelos poucos tostões de que dispomos, e pelas dívidas contraídas no banco para o empréstimo para pagar o alojamento e o aluguer do carro, deixam-me de rastos e apreensiva. Agora como os vamos pagar? Não olhes para mim com essa cara, tá bem?

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Carta aberta a um benfiquista


Carta aberta a um benfiquista

21 AGO 2017 / 02:00 H.




    Meu Caro, acabo de chegar de Guimarães, aonde assisti a uma partida do calendário desportivo nacional, fácil de explicar e sem polémica, apesar dos 29 graus sentidos deste calor de agosto. Assim indicava o placard, aonde se iam somando os golos. O SCPortugal marcou bem cedo e chegou aos 5, mas bem que podiam ser 7. Um resultado histórico para os lagartos. Os “Conquistadores! da cidade berço, pareciam bebés bastante macios, e foram derrotados sem apelo nem agravo, e a imagem que trago, é aquela que se costuma aplicar a uma equipa que é incapaz demais. Isto é. Se o Vitória ainda andasse a maltratar a bola naquele relvado, sem soluções visíveis nem previsíveis, a esta hora, o que lhe podia acontecer era perder por mais golos, e nunca marcaria um golo de honra ou para diminuir a desonra. Irreconhecível este clube da terra do Fundador. Parece que há equipas que se agigantam só em jogos em que defrontam os da Luz, e comportam-se como se fizessem o jogo da vida deles. O Sporting exibiu capacidade, eficácia, foi sempre superior e marcou o ritmo durante o tempo regulamentar, sem dar hipótese alguma, excepto num ou outro desacerto dos leões menos concentrados, e uma ou outra fífia de Patrício, que podia fazer alterar o score sem expressão no resultado final. Foi um belo espectáculo. O Estádio dos vimaranenses está bonito, bom relvado, assistência agradável e duas claques que fizeram espectáculo com superior comportamento. Já há muito que não assistia a um jogo ao vivo. Há uma grande e feliz diferença, entre assistir na TV e estar no Estádio entre tanto ânimo de tanta garganta equipada a rigor com as cores agitadas por cachecóis e bandeiras, umas grandes, outras gigantes. Se quiser ouvir hinos afinados e cânticos estudados, que nos fazem estremecer, e até emocionar, mesmo a mim que era um adepto neutro, que marquei presença apenas porque ansiava ver um jogo de futebol que à partida me pareceu interessante, constatará que no Estádio D. Afonso Henriques é o local que nos pode surpreender, no bom sentido. A derrota foi bem mastigada pelos da casa e bem gerida pelos leões que saíram a sonhar mais com o objectivo de ganhar o título. Ordeiramente, todos se dirigiram para as portas de saída que nos retêm por tempo demasiado e desesperante, terminado o jogo, e calmamente todos tomaram o rumo dos seus destinos. Um belo espectáculo, aonde todos digeriram o resultado acontecido. Vitória justa dos orientados por Jesus. Eu que desejava que assim não fosse. Agora que ligo a TV, tomo conhecimento que o nosso glorioso, também aplicou a chapa 5, aos do Restelo, que não têm Jesus mas ostentam a Cruz de Cristo no peito. Somos os maiores, e o penta parece estar ao alcance. Capacidade, querer e “muchas ganas” é o que é preciso. Não podemos descolar!
    Joaquim A. Moura*
    -(hoje no DN.madª)





    terça-feira, 15 de agosto de 2017

    O Diabo à solta na ilha da flor



    O Diabo à solta na ilha da flor

    16 AGO 2017 / 02:00 H.






      Não sei se o diabo anunciado, é este, de que a Madeira não consegue ver-se livre. As tragédias no Funchal sucedem-se de tempos a tempos, e sem explicação compreensível. São já demasiados episódios de desgraça que têm lugar na ilha atlântica e banhada de razões para ser feliz. No entanto, vá-se lá saber porquê, os ilhéus são convocados sem que para tal se fizessem convidados, a participar ora num comício que acaba mal, ora numa festa religiosa que tem um fim deplorável e nada protegido pela paixão que a fé alimenta. No Lugar da Fonte, o povo comemorava a Nª.Senhora do Monte, na maior paz e no conforto do bom convívio, quando o diabo se soltou da terra, e fez cair sobre quem ali se recriava, uma árvore de grande porte, mas de nenhuma solidez. Uma árvore que estava de pé sem segurança e sem vigilância do seu estado de saúde, e por isso doente. Portugal tem experimentado nos últimos meses, uma série de acontecimentos maus, qual deles o mais reles e mortífero, que nenhuma divindade, mais ou menos deste ou doutro mundo pode justificar. Agora uma tragédia, que se segue a outras, abateu-se mais uma vez, sobre o povo simples da Madeira, que só queria festejar a sua Padroeira, e ali mesmo no Monte, passar um feriado calmo e feliz. Mas tanto a ilha como o país, está sob o signo da desgraça, que se repetem para nosso descontentamento e pesadelo. Episódios sem rosto mas que deixam rasto, contam-se vários, desde quedas de aviões, cheias a deitar por fora e a invadir vidas que se apagam, e quedas de árvores que se não aguentam de pé, de raízes podres e demais cansaços e sem diagnóstico especializado por parte dos responsáveis e autoridades civis que devem zelar e são responsáveis por tais assuntos de lazer e de morte, consoante o desfecho com que nos surpreendem. Os fogos encheram-nos de morte e as cinzas ainda pairam no ar, e agora uma árvore de porte considerável que prometia oferecer conforto, desabou sobre uma pequena multidão, que se recolhia à sua sombra, descansadamente, e sob ela pereceu ou dela saiu ferido. Demorará inquéritos, após muitas comissões formadas, até que as causas sejam do domínio público, para que saibamos o que realmente esteve na base e falhou para este desmoronamento daquilo que à priori se julgava seguro, e se transformou numa arma assassina de um povo que se apresentou para uma missa, e em festa convivia entre amigos e família. Que resposta irá ser dada, para esta e as outras desgraças ainda mal resolvidas, ou conjugar-se-ão esforços por dentro de inquéritos, para que a culpa morra solteira mais uma vez? As nossas condolências ao povo sofrido do Funchal e à Ilha da Madeira sempre bela e formosa, mas receosa de ir até à fonte, assim tão mal calçada!
      Joaquim A. Moura






      sexta-feira, 11 de agosto de 2017

      A Classe

      É preciso e é urgente meter os médicos na ordem. Esta classe de privilegiados faz finca-pé na exigência por mais e mais regalias. Já não lhes basta o chorudo nível de vida que gozam, as deslocações em topos de gama, as viagens injustificadas para suspeitos Congressos sem lá terem posto os cotos, as ricas férias em paraísos à sombra da bananeira, as benesses facilitadas pelos Laboratórios, e ainda querem mais e melhor. Senhores de vantagens diversas, proprietários em pouco tempo de bens e de ganhos arrecadados por vários ganchos praticados em espalhados centros de saúde e clínicas sob suas gestões, ainda têm tempo para lançar ultimatos ao governo da nação e ao ministro que os tutela, com o apoio arrogante do bastonário que os incita à greve. Bastonário que entende que aqueles praticantes de actos médicos, alguns profissionais e outros apenas receitadores de fármacos, levam uma vida de risco e de desgaste, por tão poucas horas de trabalho, e tanta dedicação no assédio dentro das unidades hospitalares e nos consultórios particulares, salvaguardando contudo os investigadores e os que queimam as pestanas na descoberta de soluções para cura dos males que nos afligem. Outros porém, até tentam encavalitar-se nas pacientes, enquanto estas se submetem a consulta, nas horas vagas ou dedicadas às suas clientes expostas sobre as marquises, e sem que o bastonário e os sindicalistas ruidosos e ameaçadores, reivindiquem severo e exemplar castigo para tais “especialistas”. Nenhum deles é hoje um joão semana. Hoje são quase todos comerciantes e negociadores do queijo da serra e do presunto pata preta, regado com Dom Pérignon, depois de aturadas análises. Já entram e saem das Escolas com o livro da conta-corrente e após codificado juramento. É uma sorte encontrar um que fuja deste padrão, que os há, raros com certeza. Precisamos de um governo que ponha travão a tanto ultimato classicista, que se levanta por dá cá aquela palha, e sem qualquer promessa de dar em troca deveres e obrigações de mais aplicação e de melhor entrega no serviço público que lhes é exigido dar, aos que a eles recorrem com alguma legítima confiança. Tal classe que se julga merecedor de tratamento superior, não pode passar sem reparo e crítica cuidada e séria, pois eles já lucrando com o desempenho da função, e alargado privilégio, contribuem nas acções desmedidas e comerciais que pretendem obter, para a exploração do povo e para o agravamento da sua saúde, que lhes paga. Alguém conhece um médico pobre, ou sequer remediado? Não, pois já se extinguiram de morte natural, os joão semanas, imortalizados na memória e na literatura romanesca. Pede-se ao governo e ao ministro em particular, serenidade, clarividência, firmeza q.b. para submeter estes “profissionais” ao tratamento que eles estão a pedir. Em nome da saúde do Povo!


      terça-feira, 1 de agosto de 2017

      Fora de jogo

      Corre por aí um esforço imenso, desde o varredor de lixo público até aos meios de comunicação em modo compacto, passando pelos sempre prontos para selfis, os representantes do país político, para branquear a mega fuga-fraude ao fisco(3F), levada a cabo por um atleta de gabarito, a jogar pelo mundo fora, e com nome no ar da ilha aonde nasceu. Coisa que nem todos encaixam, já que um nome assim, não dignifica o espaço que ocupa e o mapa de navegação da decência que se exige. Mas a leviandade com que se exerce o poder entre nós, dá nisto. Se fosse outro que tivesse praticado idêntico crime, e até se chamasse Vale e Azevedo ou Isaltino Morais, por exemplo, iria dar ao mesmo, mas já não tinha préstimo para uma foto mil vezes repetida, e muito menos para ser nome a ostentar no alto de um aeroporto, como se da maior flor do mundo e mais cheirosa, se tratasse. Nem Marcelo se colaria a tais cenas com personagens sem ou pior prestígio, nem os donos da ilha mais formosa, se reviam em jogadas com rasteiras à socapa. Marcelo, o senhor Sousa, como um dia dirá quem eu cá sei, deve já ter alinhavado uma desculpa discursiva, para qualquer pergunta mais incómoda que lhe venham a colocar no momento em que a angústia apita, e seja motivo de lhe mostrarem o cartão laranja, por tanto desejar acompanhar e realçar, ao jeito do fala-barato, exemplos iguais aos que agora pisam os caminhos da Justiça, por terem andado em gozo com os 3F. Na ilha também não se percebe, o gozo que dá ao povo maravilhoso e festivo, quando estendem o olhar até ao alto do aeroporto de stª Catarina, aonde ainda abana o nome conspurcado, de figurão, sem obra intelectual de relevo nas artes e nas ciências, que lhe desse estatuto de, figura, ou personagem marcante no universo da inteligência humana sempre à descoberta, do útil para a vida colectiva, e como é provável existir nela, nessa Madeira nascido. Por que raio, sina, fado, ou carga d´água, teremos que ser sempre os melhores em tudo quanto é mau, e nos tornam medíocres teimosos, na fotografia desfocada e pretensiosa? Não bastam só as tragédias naturais e outras levianas sem comando, que nos acontecem, e que juntas, nos fazem cair no ridículo?