sexta-feira, 24 de junho de 2016

O Brexit do bye-bye

Os 28 países que compõem a União Europeia, vão importar mais cadeiras de rodas, para se deslocarem no Parlamento Europeu, roubando o exclusivo ao ministro das finanças alemão, Wolfgang Shauble, o mesmo que queria sanções aplicadas a Portugal e à Espanha ainda á pouco tempo. Com o voto vencedor com que apoiaram a saída da Inglaterra do Grupo que conduziu a Europa ao estado lamentável e miserável dos seus cidadãos, os Britânicos corajosos, após terem nas urnas manifestado o seu desejo de se  afastarem, em Referendo outrora prometido pelo inábil Cameron, dos 28 países deficientes que em nada contribuiram para tornarem as suas populações mais estáveis e felizes, vão contribuir já, para o aumento de vendas das tais cadeiras iguais às do rígido membro do Reichstag da Frau Merkel, casada por acaso com um joaquim, como eu, e não com um como o da Selecção alemã, que cheira todas as hipóteses de se manter com a Mannshaft sempre em pé e à procura da vitória, mesmo quando lhe cheira a esturro ou coisa pior. A nossa capital do móvel que se ponha já em campo, e entre no mercado dos 28, com propostas irrecusáveis. Os meios justificam os fins!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Jogo da sorte

O jogo da sorte

O jogo da sorte
Foto: Reuters
A tampa do frasco do ketchup sempre foi removida mas ao mesmo tempo o espaço vazio que ela deixou ao sair, foi de imediato ocupado pela mediocridade. A nossa Selecção constituída por 23 rapazes cheios de talento, que até impossibilitava fazer de caras qual o melhor onze para início de partida, acabou por ter a ajuda da vaca leiteira.

Todavia o CR7 apareceu a marcar o que era preciso, para que o descalabro não fosse total. Mas se a Hungria tivesse uma vaca que lhes sorrisse, como aquelas dos Açores riem para os Presidentes, mostrando felicidade, os elementos da Selecção magiar também sairiam do Lyon com outra alegria. Bastava para isso que a bola que foi ao poste, entrasse até ao fundo da rede do abandonado Patrício, que garantiu que a derrota não nos saísse em sorte. Já o golo do empate da nossa Selecção, deve-se em parte ao guarda-redes húngaro que ofereceu o lado que o separava do poste direito, de onde Nani desferiu o remate que deu em golo, ainda a uma distância que permitia ao "ceroulas" fazer melhor e manter a sua baliza inviolável por mais tempo. Mas sem dúvida que a vaca sorriu-nos, mesmo tendo em conta as substituições operadas pelo Seleccionador da equipa das Quinas, com o "melhor jogador do mundo" misturado e por vezes zangado com os movimentos errados que se sucediam.

Não sei de que marca é o ketchup que fez saltar a tampa do CR7, mas devia estar fora de prazo e não chegou para dar um bom sabor nem qualidade ao jogo, que acabou empatado a 3-3 e que nos permitiu ser apurados para continuar em prova tremidamente. Seis golos numa só partida que ficará para a história deste Europeu, que mereceu o maior apoio civil e político de que há memória. Os portugueses são assim. Ninguém os agarra quando é preciso fanfarronar por todo o lado, onde o S.João marque presença, com bombo, martelinho, bandeira e cachecol, desde que por perto nos cheire a sardinha, que quase deu em esturro. P´rá frente é que é o caminho. Força Portugal!

Autores: Joaquim A. Moura

quarta-feira, 22 de junho de 2016

O porno aquartelado

Não podia faltar. Logo que vem à baila a questão da situação em que vivem os GNR e outros polícias, surge logo como capitão relâmpago, o presidente do sindicato ou associação daquela tropa, o César, a jurar que os comportamentos reprováveis e sujeitos a expulsão da Corporação aonde estão inseridos, se devem aos baixos salários que auferem enquanto agentes, e que por tal, têm necessidade de recorrer a uns trabalhinhos extras que permita matar a fome à família. Ora eu que não ganho um terço do que eles ganham e outro lucro variável, já devo ter a minha prole feita cadáver. Depois de tomarmos conhecimento que um militar da GNR oriundo de uma Unidade de Intervenção onde é preciso "pontinha", e que a põe ao serviço, mal ouve a palavra de ordem -"Acção", nos seus tempos livres, e são muitos, sem que tenha feito casting especial, tira o "pontão" de fora e zás, crava-o e grava-o no cinema porno lusitano. Com sucesso, julgamos nós. O presidente da Associação aonde está por certo filiado o porno actor, sempre de arma apontada ao coração das "operárias do sexo e/ou apanhadas no quarto escuro", não vem dizer-nos que para se compor um salário que ele repete ser baixo, pode-se consegui-lo na construção civil, na agricultura a apanhar morangos com açúcar, framboesa, ou cricas, este tipo de ameixa tão apreciado agora no verão. Não. Para o presidente César do sindicato das Forças da Ordem libidinosas, os seus elementos devem fazer uns trabalhinhos por fora, mas a limpar a arma com as "ronaldas". Nada que pese ou que só eles possam servir de peso, e sairem de cena com o posto de stripper candidatos a cabo. Esta tropa fardada, animou-se nestes últimos tempos a fazerem o que querem, pois sabem que a democracia vai entre uma e outra vez, coxa, e mais coxa. E é por aí que eles se sentem bem e põem a arma erecta, apontada a "portuguesa(e)s sem vergonha", e alguma celulite, que deixam protagonistas destes representarem tais papéis, e deles sairem aliviados sem qualquer sanção, quando submetidos a inquéritos e a julgamentos. É tudo a mesma tropa. E nós um povo que "arde e cora". Que aceita e ri sem problema. Quem é a colega da "pontinha", que não aceitava fazer patrulha com um "actor militar" assim com um pontão deste calibre?


terça-feira, 21 de junho de 2016

Somos os Maiores

Somos os maiores

Somos os maiores
Sempre que escrevo um texto com conta, peso e medida, - pronto julgo eu, a ser posto em jogo por jornal generoso do leitor compreensível, e composto por trivelas e passes de letra, - saem-me sempre umas palavras que mal se posicionam, ouve-se logo o apito a anulá-las por fora de jogo. Eu bem as escolho com todo o critério, e até deito mão de olheiros especializados, comentadores e repórteres desportivos espalhados pelos dicionários, têvês e rádios, como se fossem campos e clubes de futebol, mas não recolho, sequer, onze a funcionarem como um órgão mozartiano e que nos façam ouvir até a flauta mágica, que combinadas façam uma boa composição, que explique o desastre que tento dar a conhecer ao público eufórico, do tipo, Maria vai com todos. Ou porque meto um verbo a mais, uma vírgula à defesa, uma interrogação muito tardia e que não dá resposta. O certo é que no final o resultado não agrada nem ao selecionador, nem à redacção para onde envio o conjunto obtido, e logo após terem feito o aquecimento recomendado, nas linhas laterais. Entre as palavras convocadas para fazerem parte do meu texto, não tenho nenhuma em especial, privilegiada, nem melhor do mundo. Todas são precisas e todas valem o que valem, e às vezes não se movimentam nem ocupam o lugar como eu esperava, e quando assim é, sai asneira e da grossa. As palavras chegam para estágio envoltas em pompa e circunstância, cheias de promessas e buzinadelas acaloradas, mas quando tudo começa a sério, elas tresmalham, e não vão além do empate suado, tocado pelo sofrimento. Não tenho mais nenhuma solução, nem no banco nem na algibeira. Substituí-las por outras palavras médias ou mais ofensivas, capazes de furarem as malhas adversárias e as cabeças duras de alguns dirigentes, só pode dar no mesmo. O melhor é teimar na aposta feita e dizer-lhes a frase mais célebre que nem Horácio se lembrou dizer - "Carpe diem" ou "vamos levantar a cabeça" e ir tomar banho antes que se constipem com a tempestade de mediocridade que se anuncia, está por aí a chegar.
Autores: Joaquim A. Moura - Penafiel

terça-feira, 14 de junho de 2016

A Força que os media têm

A Força que os media têm

 
Joaquim A. Moura
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Os media e toda a Comunicação Social têm muita força. Fazem e desfazem milagres, tal como elevam e derrotam personagens com uma velocidade estonteante, e constroem com areia ídolos e os destroem como budas de barro. Desde que começou a viagem para França, aonde a Selecção Nacional Futebol, do circo e da trivela, e do comentário mais entusiasta,  presidencial e republicano na véspera da partida, todos os especialistas na matéria colocaram na grelha dos melhores, um nome e um craque, que normalmente tem uma passagem fugaz no circuito para o qual é escolhido. É ele um mustang, segundo uns, é ele um falhado segundo outros, e ainda um incompreendido segundo os mais cristãos que vão à missa mesmo que chova. Chama-se o craque - Quaresma. Ricardo Quaresma. Toda a imprensa pôs de repente o país e o que dele se estende pela 2ª capital de Portugal, a enaltecê-lo, a gabar-lhe atributos que nós raramente registamos na memória, excepto a sua rebeldia de nómada, e o seu desprazer em colaborar com o colectivo aonde seja inserido. Mas os media são assim. Levam o povinho e o povão, o ministro e o presidente, nessa procissão. De repente levanta-se a preocupação, e tudo quanto era génio, magia, coisa de outro mundo, parece ruir à mínima dor, à menor mazela que ameaça tirar o homem capaz de desequilibrar o adversário que se lhe opõe, e o pânico instala-se nas hostes apoiantes e coloridas, de nacionais no território físico e no território espiritual por onde andam os portugueses animados. Não basta afinal termos o “melhor do mundo”. Falta-nos o seu fornecedor de passes de trivela, para que o golo mortal e vitorioso aconteça, que o outro tira proveito e fama. Que raio de sorte a nossa que nos há de sempre surgir à última hora um desaire, que servirá para justificar o fracasso que possa de tal acidente, advir. E ele terá maior expressão se tais males se estenderem ao atleta bronzeado, que diz ser o melhor jogador do mundo nos últimos 20 anos. Não contando para já com os que fez à vela, em águas calmas, bem ou mal acompanhado por quaresmas em biquini, embora tardiamente chamadas a compor a fotografia por causa das más línguas. Os media têm muita força, não tenhamos dúvidas. Somos os melhores da farra. Viva Portugal!
 

Comentários

Este espaço é destinado à construçăo de ideias e à expressăo de o

domingo, 12 de junho de 2016

"Réquiem"

Hoje é dia de escrever um "réquiem". Não pelo ex-Provedor do jornal selectivo, Público, e  interveniente qualificado e activo em anteriores tarefas por onde vincou presença, de por académicamente estar habilitado a desempenhá-las com dignidade. Não. Não é por ele, mas por causa dele. Hoje e no amanhã, e até aonde a pena não me doer entre os dedos, e a dor no punho permitir, vou continuar a teimar neste "réquiem" a que me propus entoar, mas para "desprestar homenagem" à Bárbara Reis, actual directora do jornal que transforma cartas-de-leitor em lixo, com maior rapidez do que o necessário para que alguém se desfaça de uma diarreia. Directora(!), que, arriscamos apostar, o será por pouco tempo. Primeiro ainda entrará em coma, e após um prolongamento vegetativo na iliteracia camuflada, sucumbirá sem honra nem glória. E será para ela este "réquiem", a que me propus criar. Quanto ao sociólogo, ao académico, professor, ao especialista madeirense, falecido entre a doença e o desalento, o inconformismo e o desânimo, que a Barbara Reis lhe introduziu na alma e nas veias que irrigam o génio, apressando-lhe o doloroso e triste desfecho, apenas direi que lamento se contribuí um pouco que fosse para tal fim. Um Homem assim, querido pelo seu carácter, personalidade e simpatia atraente, amigo e conselheiro enquanto Provedor dos leitores, não merecia que um jornal, fechasse a página que lhe pertencia desta maneira, e com uma "dona de tal edifício de informação", transformada em porteira que bloqueia a entrada aos que ali procuram espaço de liberdade, desafiando, para se protegerem de um certo terrorismo editorial, que ali faz escola, e que o maravilhoso e quase paternal José Manuel Paquete de Oliveira, se opunha, com as armas que o deixaram empunhar e usar. Paz à sua alma, e que descanse na companhia do Senhor, já que a Bárbara não entrou no seu último desejo, nem visão nem chamamento, e nem eu lhe darei a paz que o seu ex-Provedor tanto e tanto merece, como só os Homens Superiores merecem ganhar, e dela serem rodeados no Eterno, entre o Divino e a Luz que o iluminou entre nós, e a sombra fria e densa aonde a Bárbara o mergulhou - ignorando-o!
                                                                      Joaquim A. Moura - Penafiel                                    

-*eu prometo voltar. "Não te deixarei morrer assim, Bárbara croquete". O diabo mora aqui!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

A nossa Selecção


Eu não sei se sou eu que não percebo nada de futebol, ou se são os comentadores que vibram com um exagero fora do razoável de cada vez que um jogador luso faz uma pirueta com a bola ou um número de circo que o acaso ajudou, e foi confundido com um golpe de génio, contra uma equipa que é pior do que a a Académica ou o União da Madeira - equipas que como sabemos desceram de escalão na Liga Portuguesa nesta temporada. Mas a mim parece-me que o jogo de preparação contra a Estónia, disputado no estádio da Luz, serve para nos animar ou para nos enganar e iludir sériamente. Vamos então tentar perceber e procurar a realidade e a verdade do que tivemos e poderemos vir a encontrar que contrarie esta leviandade de entusiasmo, que os repórteres de som e de imagem puseram em jogo por sua livre iniciativa e patriótica vontade.

Para mim há é muita leviandade e pouco rigor na análise da qualidade exibida pela equipa das quinas, pois para aferi-la com maior entendimento, valorização e aproximação à qualidade que nos será exigida quando o Europeu em França, começar a sério e a doer, não é a partir de jogos com equipas de categoria abaixo de medíocre, que se pode tirar ilações, e extrapolá-las para a competição que nos irá pôr mais a nú e obrigar-nos a mostrar o que valemos de facto. Se é o que mostramos no jogo contra a Inglaterra, que também fez um jogo sofrível contra nós e aonde a Selecção das quinas quase não tocou ba bola, ou se é esta prestação cheia de golos contra um adversário, que coitado, de futebol só percebe aquele que se joga num bilhar com matraquilhos. Esperemos que ninguém embarque neste resultado obtido, que afogou num mar de golos os inocentes estónios, que ainda devem andar traumatizados com os problemas divisionistas e bélicos por que passaram.
Autores: Joaquim A. Moura - (hoje no Record on-line)

COMENTÁRIOS

quinta-feira, 2 de junho de 2016

128 palavras ou mais

Antes de começar a escrever esta pretensiosa crónica, devo confessar de que tenho pelos trabalhadores do Jornal de Notícias-(JN), o maior respeito e louvo-os pelo tanto que têm dado a quem a ele recorre para se informar, a lamentar-se, a pedir auxílio, a intervir como agora é minha pretensão. O JN tem servido o melhor que sabe e pode, e disso tem dado provas. Mas eu acredito que ainda poderá fazer mais e prestar um serviço à comunidade, com maior objectividade e solidariedade. Eu se fosse director do jornal, deitar-me-ia na cama ou no sofá, quando a folga na Redacção o permitisse, com bastante preocupação. Um jornal que já teve uma quota de mercado, uma audiência, que foi o dobro da que hoje tem, e que se deixou ultrapassar por outro que nasceu há "dois dias", e que exibe uma marca popularucha que se situa entre o 24 Horas e o Tal&Qual, prenhe de páginas coloridas de socialite e de especulação, que só se vende nas Beiras e no sul próximo de praias e que nessa geografia atinge o dobro das vendas do JN, dá que pensar. Qual a razão para que o JN ao fim de 128 anos de vida e de grande história, feito(a) por Homens e Mulheres de génio e talento, de conhecimento e de cultura, tais como os que hoje lá se encontram, chegou a este decréscimo não de implantação no território, mas na promissora viabilidade saudável? Um jornal que é mais do que isso. É um amigo de cabeceira, companheiro de café, colega de banco de jardim, parceiro de viagem, conjunto de notas e auxiliar da memória. No entanto padece de alguns males. Alguns leitores teimam em participar nele e vêem-se arredados, e às suas "cartas". O espaço que lhes é dado, é substituído por anúncios de encontros de militares, por explº, quando tais informações úteis e nobres podiam muito bem ter o seu próprio espaço, uma vez que o lugar das "cartas" já é escasso e disso têm reclamado muitos leitores que pretendem intervir por esse meio. A conjuntura económica do país não é favorável a "estes vícios" de leitura, e em algum lado se terá que cortar. A cultura é das primeiras a sofrer tais cortes pelos cidadãos que sentem nos bolsos mais cotão do que aquilo com que se compram também os melões. Mas há os lugares públicos, como bibliotecas, cafés, associações, clubes, que também alguns suprimiram a compra do jornal, ou que o trocaram por outro. A verdadeira razão não tem explicação fácil, capaz de fazer primeira página. Por isso, volto ao princípio. Eu se fosse director do Jornal, deitar-me-ia todos os dias preocupado com o caminho por onde vai o "meu jornal", e que medidas devia tomar, que não fosse só por passar em juntar-lhe um "gift" repetitivo até que pareça só pechisbeque. Gente de valor habita a Redacção, de pena de prata e ouro, e de quem gosto muito. Só falta talvez dar mais atenção a quem nele pretende colaborar com informação mais sentida e recolhida na rua e mais próxima da realidade que é feita pelo Homem de carne e osso, com dor e sucesso à mistura, que os olhos vêem e o coração sente. De qualquer modo, parabéns ao JN e a todos os colaboradores, pelos seus 128 anos a servir Portugal. Grande História sobre os ombros de quem o faz!


*(um especial cumprimento à simpática Inês Cardoso, de quem não perco uma crónica)

De amarelo vão formosos

De amarelo vão formosos

 
Joaquim A. Moura
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Estou pálido, quase amarelo e ainda não fui capaz de escrever duas linhas sobre o que tantos já escreveram - tratados de comportamento sobre acordos de associação a colégios e outros estabelecimentos de ensino parasitas com argumentos comerciais de permeio, de mão estendida, não em jeito de peditório mas de agiotas e oportunistas, que sacam o que podem ao erário público, com crianças pelo meio ou trazidas e levadas ao colo, com idades de biberão mas já com t-shirts a reivindicar que querem continuar na sua privilegiada escola. Ora eu verifico que tais escolas privadas devem ser mesmo de excelência pois esses bebés de colo ou às cavalitas dos pais, já decoram as vestimentas festivaleiras nos desfiles, com uma idade que eu só depois dos sete anos comecei a aprender na escola da cadela e muito pública. Recordo hoje, que fiz todo o ensino desde o básico até ao essencial para ir para a fila do desemprego, sem que alguma vez o meu pai me fosse levar ou trazer à escola que distava uns quilómetros de casa. Mas isso são estórias de outros tempos em que os progenitores trabalhavam de fio a pavio e sem vagar para apaparicar os seus rebentos, como hoje estes novos pais procedem por sobra de tempo e de subsídio, que lhes chega por várias vias. Subsídios, que lhes sobra, para ainda se passearem de veículo brilhante e confortável, espaçoso, que permite ao filho no regresso a casa fazer os trabalhos escolares no banco trazeiro e ainda fazer caretas a quem passa. Neste cenário tanto infantil quanto injustificável, eu decidi fazer um ultimato ao governo que faz dos nosso dinheiro o que lhe apetece. Caso o Governo da Nação quebre ou ceda no seu propósito de levar por diante o projecto concebido de eliminar os subsídios concedidos pelos anteriores executivos com interesses em tal mamanço com muita fé e terço à mistura, e acabe por no final de toda a contestação por esbanjar verbas fundamentais à melhoria do ensino público, suprimir as falhas para que caibam todos ou devem caber, criar estímulos para que todos se sintam felizes, instalar equipamentos educativos atraentes, dar aos professores motivos de maior aplicação e dedicação, eu joaquim pim-pim com as calças de cotim, sem qualquer benefício estatal a não ser o da dor social, recuso-me a pagar todo e qualquer imposto a que estou obrigado por lei, pois não concordo que o meu dinheiro arrancado da miséria, com as mãos calosas e deformadas, vá parar aos cofres dos colégios e aos bolsos dos pais dos meninos amarelos, e dos representantes do Senhor na Terra, com amigalhaços nos partidos da cor que o sol mais evidencia, e lhes distribuíu tais privilégios, e deles tirou rendimento.