É provável, que quando esta carta-mail, der entrada nessa
redacção e a tempo de ser lida e considerada, já esteja desactualizada,
porquanto os factos acontecidos na última hora, a ultrapassaram. Mas
arrisquemos, já que a função do verdadeiro artista é também essa. Correr o
risco. Desde que o “special happy e ex-one” foi despedido em dezembro do
Chelsea, clube que desde há uns tempos passou a jogar à bola em terras de SM. e
sob o comando do português de Setúbal, que o Zé logo disse que em menos de
quinze dias já estaria a treinar um outro qualquer clube de grande prestígio,
pois ele entendia que a fila que o queria era maior que aquelas que se formam
na Venezuela atrás de pão, ou agora em França atrás de combustível. A “folga”
ficar-se-ia por uma questão de dias. Certo é que já lá vão muitos meses, e o
“páro” ainda não está decidido quando
acaba, como ele desejava e até projectou com a sapiência táctica de um 4x3x3,
ou com o submarino atrás quando o adversário é mais perigoso. Entretanto foi-se
refinando em outra lutas e passou a assistir a combates de box, o que lhe
poderá vir a fazer jeito, quando regressar aos relvados como “special”. Os
jornais que adoram dele falar mesmo que ele não seja o assunto do dia, já o
deram em vários clubes e até com grandes indemnizações no caso dos contratos
falharem, mas certo,certo, é que o mister sadino e cheio de conversa
convencida, ainda anda aos papéis para assinar o tal milionário contrato com o
clube de ponta desejado e europeu, ou se não acaba na China ou as nas arábias,
como um qualquer jogador em fim de carreira e meio ignorado. O que para o ego
dele seria colocar o orgulho no prego. Desde o seu despedimento pelo russo que
é dono do Chelsea, que não vi uma caravana de adeptos nem de dirigentes atrás
dele, com cartazes a exigi-lo, como em tempos que já lá vão. Sabemos que o
dinheiro está caro, mas isso no futebol não costuma ser problema. O que me
parece é que a áurea do Zé empalidece, e já não vai tanto na cantiga da táctica
que ele sempre soube com mestria por em jogo, e coloca-se hoje mais à defesa,
jogando apenas para o melhor resultado possível, que um clube em crise lhe
possa proporcionar.
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