terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Observatório das Desigualdades

José Mourinho, português, sadino e bem na vida por mérito próprio e por folclore dos média, está no desemprego, vai mais tempo do que o próprio alguma vez projectou para si na agenda do calculismo ou no bloco das tácticas. Não é provável nem consta sequer, que o “special trainer”, se tenha inscrito em algum Centro de Emprego, e que por isso se veja obrigado à humilhação de galgar as ruas a pedir de papel/impresso na mão pelas lojas comerciais ou coisa parecida com o vazio, carimbos que atestem e comprovem de que procura trabalho que dê sustento, como os demais. Mas há uma certa Imprensa de renome internacional, lá para as bandas aonde ele assentou arraial, montou escritório e fez fortuna, de que anda a oferecer-se a um grande clube, bem maior do que ele, para lá prestar serviço na função, que muitos juram ser ele o melhor do mundo. Portugal, é um país cheio de “melhores do mundo”, mas não se entende  em que é que isso contribui para a nossa felicidade e para o PIB e porque é que o povo português é tão pobre, e esmola por tudo quanto é Instituição de Caridade e se põe à porta do subsídio desde madrugada. José Mourinho, tal como os pobres que pululam no nosso estádio nacional, é notícia e faz capa de jornais mas por razões diferentes. O “special one” é “happy” e até tem empresário abastado que sai a terreiro para defendê-lo e negar que tudo não passa de mentiras. Os “special poor´s creatures” não têm quem os defenda e a quem se queixar. A nossa Imprensa, muita de trazer por casa”, contudo alinha e dá mais nota da infelicidade momentânea do sadino afortunado, do que do lamento do homem que joga a sua saúde, a sua vida, de contentor do lixo em contentor do desperdício, à procura do resultado melhor, capaz de lhe matar a fome ali mesmo naquela bancada fria ou na barraca aonde recolhe ao intervalo. Haja sol e petróleo no Allgarve, é o que é preciso, já que eleições temos que chegue para que tudo fique na mesma!

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