sábado, 30 de janeiro de 2016

A taxa do comes & bebes

- Os comerciantes da restauração juntos com os representantes das bebidas com ou sem álcool, mais ácidas,doces, ou mais espirituosas, vêm agora protestar contra o Governo actual, e acusá-lo por não cumprir uma promessa eleitoral. Ora não tendo ganho o PS as eleições, e ficando atrás da coligação, que nada acerca de tais taxas prometera reduzir, é caso para nos interrogarmos em quem é que é eles, os empresários do ofício do comes &bebes, em quem é que votaram, uma vez que foi o PàF que granjeou a fama de vitorioso no dia 4 de outubro de 2015. Será que eles jogaram com um pau de dois bicos? Quiseram eles a vitória do Passos e do Portas, mas como não aconteceu conforme o resultado que deu e em que tudo acabou, acham-se agora no direito de pedir a este governo legítimo a aplicação de uma medida que por razões de compromissos sérios, escassez de finanças e do estado da economia e da dívida universal em que o país se encontra o obriga a recuar parcialmente, já que o anterior governo de coligação foi quem nunca mostrou igual vontade de satisfazer nem um "poucochinho" a pretensão reivindicada que lhes serve de protesto agora? Não será que se tais empresários votassem todos no PS e este partido por si só governaria com outra folga e mais autoridade, e estivesse em condições de levar avante as promessa feitas sem os receios que o rodeiam, quer internos quer externos, desde Lisboa a Bruxelas, e então sim, os comerciantes tinham outra legitimidade para exigir a este governo o que não exigiram ao anterior? Que taxa de IVA acham eles que deve ser aplicada nos posicionamentos próprios de "classe do farnel e de polítiquice do caldeirão", sem apanhar uma bebedeira de oportunismo que já fumega?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Inimputáveis.Quem?

Uma mulher inquieta, quase um farrapo, acusada de crime de sequestro agravado pelo Mº Púb. por fechar os filhos a cadeado dentro daquele casebre, que ela julgou sempre ser a sua fortaleza inviolável, é agora considerada inimputável, e está presa num hospital psiquiátrico, tardio dizemos nós, mas à sua medida, dizem os sábios. Os filhos que ela trazia fechados no coração durante quase uma dezena de anos, e os visitava na sua dor doentia numa cela/divisão caseira com 3m2, preenchida por trevas, e tendo por companhia a trampa da miséria e o cheiro nojento da política nacional, que referencia ou assinala todos os casos que merecem acompanhamento cuidado e a atenção da Segª Social inexistente, ou que só se anuncia à posteriori e em estado de ofendida com explicações estapafúrdias e a necessitar ela mesmo de internamento também, será por certo ilibada por "padecer de paranóia do tipo persecutório" que a faz desconfiada de todos e tudo quanto a rodeia e dela se aproxima, e se calhar até de Deus que a abandonou ou esqueceu no Seu Ministério, nestes tempos em que dão à costa que nem São Macaio, migrantes, com um "brilhozinho nos olhos" e até alguns aperaltados, e com direito a palmas à chegada numa praia cheia de mãos caridosas e solidárias a recebê-los e prontos a entregar um bornel, aconchego, e casa condigna, com área suficiente para fazerem jogging ou um salão de baile depois da hora do chamamento do seu outro Deus. E baile, é o que os portugueses têm andado a levar há pelo menos 40 anos, não contando com outro tanto que ficou para trás, mas que ainda hoje têm adeptos que levantam a cabeça e promovem estes episódios indecorosos, mas nunca culpados. No entanto eu pergunto. Que diferença separa esta mulher e mãe paranóica, de outras que frequentam os cafés, centros comerciais, e que por lá se demoram à conversa com as amigas, sentadas à mesa horas a fio, e que de repente, quando se lembram, entram em pânico por não saberem do paradeiro dos filhos que elas trouxeram pela mão e que deles se esqueceram enquanto raspavam os visores dos telemóveis, fumavam e davam à língua, e os filhos desapareceram dos seus olhares, naqueles espaços aonde só se preocuparam em pôr a conversa em dia e a cozinhar mexericos de novela? E que desesperadas perguntam aflitas aos presentes e aos passantes se os tinham visto por ali a brincar, uns com outros, no meio de tanta luz de néon e longe do cheiro fétido da luz da vela de cera que iluminava a cegueira do casal agora condenado de crime pelo M.P da nação que os desprezou? Fica a pergunta que entope de perplexidade a garganta desta "sociedade bondosa e vaidosa de um tempo novo anunciado"!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Observatório das Desigualdades

José Mourinho, português, sadino e bem na vida por mérito próprio e por folclore dos média, está no desemprego, vai mais tempo do que o próprio alguma vez projectou para si na agenda do calculismo ou no bloco das tácticas. Não é provável nem consta sequer, que o “special trainer”, se tenha inscrito em algum Centro de Emprego, e que por isso se veja obrigado à humilhação de galgar as ruas a pedir de papel/impresso na mão pelas lojas comerciais ou coisa parecida com o vazio, carimbos que atestem e comprovem de que procura trabalho que dê sustento, como os demais. Mas há uma certa Imprensa de renome internacional, lá para as bandas aonde ele assentou arraial, montou escritório e fez fortuna, de que anda a oferecer-se a um grande clube, bem maior do que ele, para lá prestar serviço na função, que muitos juram ser ele o melhor do mundo. Portugal, é um país cheio de “melhores do mundo”, mas não se entende  em que é que isso contribui para a nossa felicidade e para o PIB e porque é que o povo português é tão pobre, e esmola por tudo quanto é Instituição de Caridade e se põe à porta do subsídio desde madrugada. José Mourinho, tal como os pobres que pululam no nosso estádio nacional, é notícia e faz capa de jornais mas por razões diferentes. O “special one” é “happy” e até tem empresário abastado que sai a terreiro para defendê-lo e negar que tudo não passa de mentiras. Os “special poor´s creatures” não têm quem os defenda e a quem se queixar. A nossa Imprensa, muita de trazer por casa”, contudo alinha e dá mais nota da infelicidade momentânea do sadino afortunado, do que do lamento do homem que joga a sua saúde, a sua vida, de contentor do lixo em contentor do desperdício, à procura do resultado melhor, capaz de lhe matar a fome ali mesmo naquela bancada fria ou na barraca aonde recolhe ao intervalo. Haja sol e petróleo no Allgarve, é o que é preciso, já que eleições temos que chegue para que tudo fique na mesma!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

"O actor"


O actor

 
Joaquim A. Moura
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Sempre que vejo estampada nas publicações a Casa do Cinema Manuel de Oliveira, situada na Foz e saída do lápis e do estirador do excelente arquitecto Souto Moura, e que até à data não serviu para coisa nenhuma, nem como sarcófago, faz-me lembrar o comentador/candidato presidencial que se repartiu por muitos anos pelos canais que “davam mais” - Marcelo I de 73/ Marcelo II de 74 e seguintes anos. Aquelas quadradas objectivas de betão e de vidro, apontadas em diferentes direcções, de modo a captar planos que melhor sirvam a montagem de cenas que possam fazer rir ou chorar o espectador ou o figurante, estão à venda no sistema de leilão, e apesar do seu valor ter vindo a ser adaptado à realidade do poder de compra dos endinheirados, não tem quem lhe pegue. Não tenho conhecimentos técnicos nem sou cineasta para poder dar-lhe a importância que por certo ela terá. Sei por ora que o projecto tem uma boa assinatura, mas não sei se ele suporta o filme que vai por aí em campanha para eleger o próximo presidente que vai querer morar em Belém.
E o candidato-actor que é levado ao colo pela imprensa e têvês, parece-se bastante com a Casa, que a Fundação de Serralves não pretende que se transforme em Casa Fantasma. Marcelo, tal como a câmara que regista as acções da fantasia, e que não lhe é estranha, também se vira para todos os lados e para tudo quanto mexe, de modo a construir uma estória multicolor da carochinha ou um conto do vigário, emprestando todo o seu talento em cada beijo que desenha  e faz despertar as velhinhas e adormece os incautos, e no que toca a popularucho. Estamos na presença de um actor sem preço certo que em princípio se apossou do papel principal, e a quem será entregue o Framboesa de Ouro 2016 pela comédia em que entra e no papel que desempenha que nem o Totó seria capaz dele o desalojar e fazer melhor. Só mesmo o povo com o seu voto claro e consciente o conseguirá, no dia 24 deste mês de estreia anunciada, em várias secções por onde o filme se vai desbobinar. E se assim acontecer, o filme terá direito a palmas no “The End” com zoom progressivo.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Declaração de voto - Presidenciais

Eu, Jacinto Leite Capelo Rego declaro em meu nome e em nome da comunidade familiar que me rodeia, e ainda como representante dos restantes moradores que juraram na última assembleia-de-comentadores-de-rua, que teve lugar junto ao fontanário seco do nosso bairro, e na qualidade de antigos benfeitores do partido “Café-De-Saco-CDS”, que era o preferido no nosso Bar das Reformas em Queda, outrora “das Escadinhas”, que faz esquina com o beco sem saída do Cabo da Vassoura, de que nestas Eleições para eleger o próximo Presidente-do-Povo-Todo, e até para evitar que se repita sem êxito que a PJ volte a varrer as contas que nunca foram escrutinadas ou auditadas pelo nosso contabilista, Portucale do Cantinho, não votaremos no candidato que há cerca de quinze anos nos tapa e entope a nossa Sede através da TV, como nem o Veloso Rural nem o Saraiva das Memórias,  e que há mais de 40 anos preenche um currículo com presenças tóxicas antigas e bem mais recentes, ditas de colagem, mas que tem o apoio dos partidos que em 4 de outubro de 2015 “desganharam” as eleições para a Mãe-de-Todas-as-Assembleias, à qual a nossa nada deve mas que respeita e lhe presta atenção, mas que não venera, como por vezes nos querem obrigar. Por tudo o que aqui fica lavrado após aprovação por mãos no ar e em prece, não enviaremos mais donativos a juntar ao milhões de euros que fizeram estória há cerca de dez ou onze anos, e não apoiaremos o palavroso candidato irrequieto(não confundir com henriquineto),no dia do regresso às urnas, que ainda cheiram um pouco ao papel de Abril!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Claques, relvados, norte e sul

(segundo uma letra de Sérgio Godº)
Dizem no Norte: os lampiões do norte, nós é que somos bons;
dizem os do Sul: os “leões” e os “águias” é que são bons;
dizem os azuis-e-brancos: os dragões é que são bons;
dizem os que chutam à bola nos relvados milionários: nós é que somos bons;
Bem, para isto não ficar só nas claques dos três tons,
vou tentar abreviar-: Somos todos muito bons;
Mas os que vestem cores do Sul
é que vão dizendo em coro bem afinado: deixem lá ficar o Lopetegui por muito tempo,
que isso é que é bom, para nós sermos campeões !

domingo, 3 de janeiro de 2016

O 1º Debate a sério

O 1.º debate a sério

Joaquim Moura
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Vi na SIC Notícias o candidato Henrique Neto bater por KO, o beneficiado e protegido pelo sistema, Marcelo Beppe Rebelo Grillo de Sousa, que usa o título de Prof. do Superior e de mais de 25 mil alunos, e não conseguiu rebater as acusações claras de colaboracionista do antigo regime e dos novos boys da sua área política. Meteu os pés pelas mãos, e o velho operário e empresário comeu-o de cebolada e de alto a baixo, até que as câmaras do canal se desligassem. Marcelo meteu dó e mostrou à evidência toda a falsidade que disfarçou durante anos de comentário nas TVs do compadrio. Só os ceguinhos é que não viram, por limitações óbvias!

(*publicado no DNotícias em 06/janº e também no JN em 10-01-2016)