O ex-ministro Relvas, que na actualidade parece meio extinto, meio
esquecido, meio em imagem, mas inteiro e esperto como um rato, está metido num
lameiro que não há adubo que o restaure e o faça viçoso. As conclusões da
Inspecção Geral da Educação e Ciência(IGEC) ao anular as falsas
"licenciaturas" assentes em créditos fabricados pela mentira e o
favor, explicam em grande parte o estado crítico a que chegou o país. Portugal
viu-se de repente numa crise de contornos com diversos efeitos, de valores e
competências que encontra a sua origem também na Lusófona - Universidade do
privado superior, que funcionava puxada a compadrios e com os cofres cheios de créditos
incrédulos, apresentados por figuras e figurões que governaram o país de
Bocage, de Almada e de Natália Correia. Hoje os "licenciados"
encadernados, nestas escolas que quiseram transformar os que habitavam
na treva do saber e iluminá-los da noite para o dia, abundam por aí bem
instalados a tirar proveito da bandalheira que lhes facilitou a falsa formação
académica e até produziu doutores da mula ruça como não há memória. Afastados
alguns da governação, não se poderá afirmar que tais personagens estão
afastados das influências que o estatuto trapaceiro conseguido pela
burla académica e enquanto no exercício de cargos públicos, lhes não permite
ainda hoje influenciar e até operar em negócios que abrangem as áreas da
política até à agrícola, com porcos à mistura e outras matérias que entram na
construção de todo o pagode nacional. É que em Portugal, demora mais tempo a
anulação das falsas competências pelas Instâncias eleitas e legais para o
decretar, do que licenciar e doutorar qualquer besta quadrada que se apresente
carregada de livros e de discursos vazios, e se inscreva na secretaria duma
Lusófona qualquer perto de si. Uma demora assim permite que mais cedo ou mais
tarde os vejamos de novo, a ministros, por um canudo.
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