Senhores e senhoras, meninos e meninas, oiçam ou leiam esta história que
é de pasmar - Cavaco Silva conseguiu subtrair, em vez de somar. E não é que
resolveu uma difícil equação que só era até hoje uma questão, de bem governar.
Temos o melhor entre o que é bom. Temos contabilista, accionista bem avisado,
professor de alto nível e doutor bem casado. Só não temos presidente nem
artista que faça a diferença, através da competência que dê na vista nestas cont(o)as
infantis. Façam-se à terra, atirem-se ao mar, que o génio Cavaco não espera
para nos salvar. Senhores e senhoras, espécies e portugueses, gregos ou celtas,
feios e esbeltas, juntem-se todos nesta bóia de salvação, que o presidente que
assim faz é o mesmo que o que está à frente da nação. Assinemos todos por baixo
tal balanço final, magistral conclusão sobre tão elevado saber de Economia em
Portugal, que nos chega neste dia sob o ridículo de uma fórmula, intrujão introito
-: quem um a dezanove tira, só pode ficar dezoito. Porém, se mais alguém um desvio comete,
talvez só fiquem dezassete!
Dia de Cavaco
Joaquim A. Moura
No respeito pela ordem de chegada ao insulto à inteligência dos portugueses, Cavaco Silva devia ter entrado pela porta pequena do estabelecimento gradeado em Évora e conduzido à cela nº43, para aí reflectir sobre os anos em que governou entre o desagrado da ofensa e a incompetência com a sua assinatura. Esta decisão que já devia ter sido tomada há muito, evitaria ter-se chegado até este último 10 de junho das condecorações indecorosas, e sofrer ainda por mais tempo a dor que temos vindo a suportar sempre que ele se impõe com um visual feio e uma visão míope que parece sair da imaginação de um comediante medíocre ou de um candidato ao papel de tartufo. Cavaco Silva pode de facto “olhar para o (seu) futuro com confiança” depois do seu sucesso na venda avisada das acções que possuía lá no banco do seu amigo Oliveira, mas já o mesmo não pode dizer o povo e em especial os lesados do BES, que não alinham com o optimismo que ele pretende representar, espalhar e contagiar o país, cheio de mitos e de mentiras, algumas da sua autoria. Papel com que devemos contar e ter nele um lutador contra o desânimo e o pessimismo. Ele o disse e acrescentou que não é semeador de tais desgraças, mas só de esperanças. Constatamos assim que Cavaco Silva chega sempre desfasado e atrasado ao palco da justiça que o reclamará na qualidade de mau pagador e que se exigia desse entrada em cena/cela para saldar as dívidas que tem para com o povo português que foi por ele e com ele à frente dos destinos da nação do 10 de junho do Ano da Farsa, despojado da tal confiança no futuro, de que ele para já tem a certeza de o vir a gozar, com uma das suas reformas contestadas e bem garantidas.

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