("quem adormece em Democracia, acorda em Ditadura")
Abril que se perdeu
De cada vez que penso em ti
vem-me sempre um sabor amargo...
Agride-me sempre um queixume...
E que fiz eu enquanto te senti
se não dar-te a mão, um abraço largo
até que esse amor se tornasse lume?
Mas quantos, ou alguém te roubou
a candura doce e a bela
esperança
que prometias aberto e vivo Abril.
E esse ladrão que pela raiz te levou
e aproveitou para encher a pança
está no Poder e enrola-nos no ardil
que o discurso mole, disfarça e é lança,
da democracia falsa que nos apagou.
Perdido Abril perdeu-se o futuro
e já poucos erguem o rubro cravo,
ou o que na lapela murchou.
O passado e o presente continua duro
e adiados são os dias da alegria,
até que nova alvorada reponha o travo
com sabor a mel e a sol que iluminou esse dia
que nasceu, e se abriu em flor de Abril.
Sem comentários:
Enviar um comentário