Marcelo Rebelo de Sousa é um fala barato. Diz muito e acerta pouco a uma
velocidade que se não o mandam abrandar ele só pára na praia dos Pescadores em
cuecas Castelo Branco & Betty. É um intrigador sobretudo para parolo ouvir.
E como encontra pela frente uma interlocutora fragilizada vai em frente no
sentido que ele subrepticiamente ponderou traçar, e joga os trunfos com
objectivos claros de retirar vantagem do ecrã e a partir dele debita umas
bicadas sobre quem lhe dá jeito diminiuir, para abrir caminho ao seu
indisfarçável projecto pessoal e vaidoso, sempre adiado é certo, porque não há
quem lhe peça muito para avançar e por falta de certeza dele sair vencedor ou só
dele sair com a imagem apalhaçada que carrega em paralelo com a de professor de
tudo e de nada. A pivot que lhe apara o pião, já não está em condições anímicas
nem condições de o confrontar no jogo combinado, e devido a tal fraqueza
deixa-o comandar a seu bel-prazer o programa em que faz análises, conjecturas,
prognósticos, projecções e banalidades que raramente se confirmam, tal como as
desenha por entre o embrulho de livros que lhe chegam, e que ele diz ter lido e
que exibe na televisão como lidos para fazer passar a imagem de intelectual
sabichão, tipo chico-esperto, desta vez para parolo ver. Ele sim. Se chegasse a
presidente da república, outra coisa não seria se não o Beppe Grillo à
portuguesa.
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