domingo, 26 de abril de 2015

Adeus ó vai-te embora

 O ainda presidente da República discursou pela última vez na dita Assembleia dos cravos e dos floreados da retórica e da demagogia. Graças a Deus, para os crentes, vivas ao 25 de abril para os que assentam os pés no chão. O homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas vai de malas aviadas dentro de pouco tempo. Levará com ele a “riqueza lexical” que debitou ao longo do negativo mandato que lhe foi emprestado, e ao fim de muitos anos de governação que lhe foi permitido. O homem que nunca foi consensual, que se tornou irritante, a roçar o detestável até, como comprovam todos os indicadores, deu uma imagem durante as suas intervenções de máximo divisor comum e nunca daquilo que julgou poder conseguir - ser o homem capaz de fazer consensos entre a Sociedade civil e os partidos com assento na Assembleia da República. O homem que presidiu por mais tempo ao destino do país, nunca foi um elemento causador de unidade, nem pela palavra nem pelos actos, e nestes, até por alguns está “condenado” vá ele gozar a reforma para onde for. De discursos trapalhões, pouco claros, e de sonorização ruidosa e só aceite pelos seus pares, que tanto o aplaudiam como logo se atiravam ao molhe àquele molho de palavras ocas, falasse ele em azeite ou em vinagre. Sensaborão sempre. Nada deixará para mais tarde recordar se não a sua pouca habilidade para dirigir um povo como para encantar com a sua dicção e poder de disuasão, o povo, que o teve de aturar nestes anos de desencanto e de amargura. Como reconheceu ele próprio um dia, ser um homem pouco afecto à leitura e por isso à cultura, a história o recordará apenas como o presidente mais limitado de todos quantos serviram a República. Dele, nem a vaca que ri de felicidade, açoreana, irá ter saudades.

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quarta-feira, 22 de abril de 2015

O "Desastrunami"

Na Baviera, no Estádio do Allianz Arena, o FCP foi obrigado a espremer as mamas para verificar se estava em condições de continuar a beneficiar da sua licença em curso. Chamados a apresentar-se a jogo, com ou sem injecções ou outro tipo de infiltrações, os azuis e brancos que treinam diariamente ali perto do hospital de S.João e não muito afastados do de S.António, lá tiveram que fazer prova no Allianz durante mais de 90 minutos medidos por um fiscal inglês com relógio suíço. Mal o árbitro apitou para iniciar a segunda parte do exame requerido, uma equipa feita de alemães armados em corredores de alta competição, fizeram do Arena uma verdadeira enfermaria de cuidados intensivos, e aplicaram uma dose aos elementos portistas que até lá se deslocaram, que os iam matando, tendo em conta até o estado de desgaste físico acumulado do 1º exame feito no Dragão, que os fez espumar pela boca. O técnico basco que presta ensinamentos e preparação aos azuis e brancos, não tendo todos os elementos disponíveis para aplicar no confronto que se adivinhava duro, mas com optimismo suficiente, diz agora que o medicamento indicado e prescrito, não fez efeito, e que alguns jogadores até se ressentiram por falta de hábito nestas provas. O resultado colhido foi desolador que até pode ser definido como um "desastrunami", mas que recuperarão rápido e retomarão já no próximo confronto e na Arena da Luz a forma, como as análises dos especialistas assim o parecem indicar. Quanto ao leite derramado em Munique não vale a pena espremer mais já que a mama dos milhões secou para os Dragões, e vão ter de regressar ao trabalho habitual na sua Unidade de amamentação à parte.
                                                                                                                                         


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Sérgio "Nódoa" Sousa Pinto

Sérgio Sousa Pinto(S.S.P), numa linguagem própria de boys daquela idade e com despercebido e sensaborão percurso positivo para a colectividade nacional, vem numa diatribe severa, demonstrar indignado a sua oposição a quem não pertencendo ou não seja alinhado à sua "capelinha", ousa dar um passo de pessoa adulta e arrojado, que marca o andamento para a qual SSP não tem pedalada ou se recusa a acompanhar. Este membro do Partido Socialista(PS) e também deputado com currículo deprimente, nascido 2 anos antes da Revolução promissora dos cravos que murcharam por ter gente como ele, depressa cresceu e aprendeu a Cartilha que educa de como ganhar a vida sem fazer nenhum, vem agora num dia de má digestão, talvez devido ainda ao leite materno, atacar um antigo Reitor da Universidade e homem de carácter, por este se atrever a candidatar-se à Presidência da República, como cabe a qualquer cidadão fazê-lo dentro das exigências requeridas. Segundo o boy de 42 anos, Sampaio da Nóvoa ( e não Nódoa), não reúne as condições porque não pertence ao Partido do contestatário que ocupa como quem estorva, uma cadeira na bancada do PS e que a tem já bem coçada pela permanência com que o faz, acusa o "atrevido" professor e  ex-reitor de "nunca se ter metido com Partidos, de que fugiu como do tifo". Ora ainda bem! O candidato que o PS parece ter que apoiar, dá-nos a garantia de que se vier a ascender à Presidência do mais alto cargo da Nação, não sofre de doença endémica, tipo parasita, como Sérgio "Nódoa" Sousa Pinto, sofre de ser um tifosi da política partidária. É que nós destes já estamos fartos desde os cabelos até aos intestinos, e da sua agressividade quando o resultado não lhes agrada ou lhes é hostil aos seus desígnios.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O Candidato Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa é um fala barato. Diz muito e acerta pouco a uma velocidade que se não o mandam abrandar ele só pára na praia dos Pescadores em cuecas Castelo Branco & Betty. É um intrigador sobretudo para parolo ouvir. E como encontra pela frente uma interlocutora fragilizada vai em frente no sentido que ele subrepticiamente ponderou traçar, e joga os trunfos com objectivos claros de retirar vantagem do ecrã e a partir dele debita umas bicadas sobre quem lhe dá jeito diminiuir, para abrir caminho ao seu indisfarçável projecto pessoal e vaidoso, sempre adiado é certo, porque não há quem lhe peça muito para avançar e por falta de certeza dele sair vencedor ou só dele sair com a imagem apalhaçada que carrega em paralelo com a de professor de tudo e de nada. A pivot que lhe apara o pião, já não está em condições anímicas nem condições de o confrontar no jogo combinado, e devido a tal fraqueza deixa-o comandar a seu bel-prazer o programa em que faz análises, conjecturas, prognósticos, projecções e banalidades que raramente se confirmam, tal como as desenha por entre o embrulho de livros que lhe chegam, e que ele diz ter lido e que exibe na televisão como lidos para fazer passar a imagem de intelectual sabichão, tipo chico-esperto, desta vez para parolo ver. Ele sim. Se chegasse a presidente da república, outra coisa não seria se não o Beppe Grillo à portuguesa.