Um fulano VIP(!) que não sabe de nada não devia ser escolhido para
ocupar coisa nenhuma. Mas a Comissão Parlamentar de Inquéritos teima em querer
arrancar o esclarecimento sobre as variadas vigarices levadas a cabo por
gestores e administradores das diversas Empresas de topo de Portugal, mas
tem-se deparado com as maiores dificuldades para chegar à verdade dos factos,
devido aos espessos biombos que os "convidados suspeitos" levantam,
não permitindo sequer concluir quem é quem, e o que cada gestor fez de bom ou
de mau enquanto assumidos responsáveis à frente ou nos Grupos aonde prestaram
"relevantes serviços" com medonhos prejuízos para o país. De entre
todos quantos foram já ouvidos e chamados a depor perante a Alta Comissão de
Inquérito constituída por deputados, um há que sobressai. Não pela sua origem
nem tez, mas pelo arrogante e permanente sorriso entalado na brancura dentária
estampada no rosto, o que faria dele um bom vendedor de pasta dentífrica ou de
aspiradores(de dinheiro sobretudo), porta a porta, aqui ou na América, embora o
ditado nos diga, que "gente de muito riso, gente de pouco siso".
Chama-se o ilustre ex-presidente da Portugal Telecom(PT), Zeinal Bava.
Licenciado pela Alta Ciência das Universidades e Colégios de gabarito que o
dinheiro compra, este super executivo e CFO fugitivo para terras de samba e
capoeira, interrogado pelos membros da Comissão Parlamentar eleitos para o
efeito, apresentou-se num estado de demência tal que no final em vez de ser
mandado para casa, deveria ter sido enviado para uma Unidade de tratamento de
atrasados mentais, pois o CFO da banha de cobra e homem que ri de nós todos,
encontra-se num estado mental deplorável, que se pode designar de
"atrasado mental" de grau elevado, talvez devido ao calor
carnavalesco que suportou. Este condecorado em 2014 por outro presidente não
mais saudável, que também padece de chiliques de quando em vez, prova por que
razão o país caíu na podridão, na miséria, na ingovernabilidade, e prendeu o
povo às cordas. Ele, já se viu, não está só. Acompanham-no todos quantos o
precederam a atirar areia para os olhos de quem o mal vê e mal ouve em jeito de
respostas, nos capítulos da novela inquisitorial, que já levaram a sentar
diante da Comissão outros "ilustres de gabarito alcaponiano",
oriundos da Finança e da falcatrua. Gente capaz de fazer uma montanha parir um
rato daqueles que comem muito queijo, e saem sempre impunes.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Notícias dia a dia
Primeira página - "sub-gerente bancário lesou em milhões o banco
onde trabalhava;
página 2 - rede envolvida em burla na obtenção de créditos, foi
desmantelada;
página 3 - títulos de condução eram emitidos a troco de luvas.
Instrutores e examinadores já detidos;
página 4 - agentes de autoridade que prestavam serviço na brigada de
trânsito envolvidos num esquema de corrupção;
página 5 - falsa enfermeira burla comerciante a quem pedia dinheiro e
cheques emprestados;
página 6 - diplomada pela Internet dava aulas no Superior;
página 7 - matou mulher e tia e anda a monte;
página 8 - pedida condenação para empresário que tentou matar mulher,
com arma ilegal;
página 9 - ministério público quer meter atrás das grades pai que
conduzia bêbado teimosamente;
página 10 - juíza, filha do assassino que matou genro advogado, e
exmarido e pai de uma criança que esteve e continua na origem da desavença,
obrigada a comparecer em Tribunal por se negar a cumprir a determinação
judicial;
página 11 - filho acusa o pai de este tentar matar a mãe;
página 12 - mãe e filho arrastados escada abaixo quando visitavam casa
para arrendar;
página 13 - perde dedos da mão quando festejava com foguetes velhos;
página 14 - ourives assaltado por gang quando se preparava para sair de
casa para a feira;
página 15 - falso padre exerceu mister até ser denunciado e apanhado à
porta da igreja. Fez casamentos e baptizados;
página 16 - suspenso da função e posto sob vigilância padre acusado de
pedofilia;
página 17 - ex autarca responde por crimes de abuso praticados enquanto
exerceu o cargo;
página 18 - padre visita presos e leva-os através da palavra ao
arrependimento e pede a Deus que lhes perdoe os pecados;
página 19 - doentes morrem enquanto esperam por medicamento e outros por
cuidados médicos;
página 20 - ministros falham promessas, e vão dizendo que estamos pior
mas país está melhor;
página mil - ler de novo"
...e assim vai Portugal!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Resposta à "Carta"
Em "Cartas do Atlântico" (Público, 02/02/15) João Carlos Espada,
pessoa de bom punho mas de fraca arma, escreve no plural, portanto em nome de
nós todos que, "Não queremos revoluções, muito obrigado". Agradece, o
que já não é mau de todo. E assina o "despacho" como sendo professor
universitário. Deve ser de uma "privada", julgamos nós a avaliar pela
sigla - IEP-UCP, e de altos estudos para bolsas recheadas. O ministro Nuno
Crato devia estar mais atento a professores destes que não se submetem a
Avaliação, mas que têm o atrevimento de falar pelo povo como se fossem dele
representantes e sem estarem por ele autorizados. E o que escreve o Espada
de dois gumes, como se fosse uma lâmina Wilkinson de barbear para fazer-nos um
escanhoado perfeito? Atira-se aos gregos, mas antes refere-se a nós e à
"vacina" de PREC que levamos durante 18 meses, e que isso bastou e
nos fez muito bem, amansou-nos, enquanto a Espanha, apanha hoje com o Podemos
por ter tido uma transição de touro enquanto a nossa foi de carneiro. Aliás, é
esse tipo de comportamento animal que nos define e explica o nosso atraso,
cultural e económico. Sobre a Grécia atira-se a adivinhar e diz que "...alguma
coisa muito séria está a ter lugar". E avisa - "E Portugal deve estar
atento". E não satisfeito aconselha: -"não queremos revoluções
de esquerda nem de direita, muito obrigado. E julgando saber que a gente sabe,
continua: "E sabemos muito bem a que mundo queremos pertencer...".
Ora o que quer o prof. Espada não é necessáriamente o que quero eu que
sou povo. Ele na sua comodidade e pança confortada e casa aquecida, quer que
tudo continue na miséria em que bibemos, na pobreza, na desgraça em que
caimos, na ignomínia, indignidade e tudo o mais que faz apodrecer um povo ou
que até o leva ao suicídio a retalho. Nós queremos -ó professor-, uma
Revolução que tenha um sinal claro de esperança, como o dá o Syriza e o Podemos
por exemplo, que seja capaz de alguma coisa séria, que nos arranque
do atoleiro em que " o mundo euro-atlântico das democracias parlamentares
e das economias de mercado", nos enterraram. Percebeu?
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