quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O "papel" do ministro


O ministro Miguel Relvas, a fim de tornar a "nação mais forte", comprometeu-se com uma gráfica, e resolveu encomendar-lhe a produção de uma centena de "cadernos-programa" do governo, o mesmo, que nos faz passar fome. Do contrato estabelecido resultou, que os portugueses desembolsaram para pagar tão luxuosa e privada edição, milhares de euros - o actual vil metal. Tais exemplares brilhantes, que se destinam exclusivamente aos membros do distinto governo cinzento, foram produzidos em papel requintado, ao preço (segurem-se) de 120 euros cada, com ou sem IVA, e não há notícia até ao momento, se o ministro pediu a factura, como agora é campanha nacional e incentivo fiscal, pedir, a todos por qualquer serviço prestado ou recebido. Este governo, que tira a gravata para poupar, que impõe austeridade severa ao povo apertado pelo pescoço, que o empobrece, o despeja do trabalho e de casa, o encosta às tábuas, o expulsa do ensino, etc. comporta-se pior que frei Tomás, o que faz dele um mau evangelizador. "(Em)prega" e ilustra em alto-relevo, usando “papel couché” para editar a cores, um programa, que faz a vida negra ao povo que o paga e que não ganha sequer para o papel higiénico onde se “registam outra manchas ou outras misérias”, que o obriga a andar sempre "couché" e para acabar embrulhado em simples “papel mortalha”. A pergunta agora que se impõem fazer ao ministro é, qual o seu verdadeiro “papel” neste compromisso?

                                 

Sem comentários:

Enviar um comentário