O ministro Miguel Relvas,
a fim de tornar a "nação mais forte", comprometeu-se com uma gráfica,
e resolveu encomendar-lhe a produção de uma centena de
"cadernos-programa" do governo, o mesmo, que nos faz passar fome. Do
contrato estabelecido resultou, que os portugueses desembolsaram para pagar tão
luxuosa e privada edição, milhares de euros - o actual vil metal. Tais
exemplares brilhantes, que se destinam exclusivamente aos membros do distinto
governo cinzento, foram produzidos em papel requintado, ao preço (segurem-se)
de 120 euros cada, com ou sem IVA, e não há notícia até ao momento, se o ministro
pediu a factura, como agora é campanha nacional e incentivo fiscal, pedir, a
todos por qualquer serviço prestado ou recebido. Este governo, que tira a
gravata para poupar, que impõe austeridade severa ao povo apertado pelo
pescoço, que o empobrece, o despeja do trabalho e de casa, o encosta às tábuas,
o expulsa do ensino, etc. comporta-se pior que frei Tomás, o que faz dele um
mau evangelizador. "(Em)prega" e ilustra em alto-relevo, usando “papel
couché” para editar a cores, um programa, que faz a vida negra ao povo que o
paga e que não ganha sequer para o papel higiénico onde se “registam outra
manchas ou outras misérias”, que o obriga a andar sempre "couché" e
para acabar embrulhado em simples “papel mortalha”. A pergunta agora que se
impõem fazer ao ministro é, qual o seu verdadeiro “papel” neste compromisso?
Sem comentários:
Enviar um comentário