Todos os países europeus
mais desenvolvidos e com melhor nível de qualidade de vida do que Portugal, a
saber, Alemanha, Reino Unido, Noruega, França, Austria, Suécia, Suíça, Belgica,
Dinamarca, Finlândia, Itália e até Espanha, consomem muito menos
"álcool", per capita, que o nosso. Ou seja, os países que, ao que tudo
indica são mais inteligentes, emborcam e emborracham-se menos, o que lhes
permite levarem a vida com maior lucidez, e não tropeçar tanto quanto o nosso
na caminhada que vão fazendo no dia-a-dia. A "teoria política ou doutrina
cultural, de que beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses",
cai assim por terra e o que ressalta deste estudo da O.M.S. que apresenta uma
lista de 34 países europeus, é que os portugueses são autênticas esponjas, que
não sabem beber quer dentro de portas para esquecerem, quer quando viajam em
grupo para festejarem. Na estrada, na tasca ou na varanda de um hotel, qualquer
destes sítios é bom para desfazer a vida e denunciar a estupidez que não cabe
toda numa caneca de cerveja e muito menos nos "short drink`s" venenosos.
Este comportamento traduz de algum modo, que somos produto de uma sociedade sem
rumo, que afinal só bebe e por fim passa fome. A "teoria e a
doutrina" vão assim por água abaixo, e não pára na "marca
salazar", e demonstra que os portugueses mesmo sem auxílio de uma nave
especial já desceram, bem antes do cineasta james cameron, ao ponto mais fundo
da alma. Estará aqui a razão do nosso atraso, e que nos impede de chegar a
tempo ao desenvolvimento, e nos traz mergulhados na fossa? Bebamos mais um copo
que a tristeza é muita.
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