quinta-feira, 29 de março de 2012

Blogues há muitos

                                                                       Introdução

Este é um Blog que vai fazer mossa. Aqui não vai haver lugar para brandas análises, feitas de palavras nem vaidosas nem alinhadas no "sistema" oficial. O discurso será directo e na língua portuguesa que já vem de longe, com todos os cês e pês e acentuação recomendada pela actualidade. "Mouraria" e o seu autor, estarão atentos dia e noite, e serão fortaleza e lança apontada aos acontecimentos e factos, que nos conduzam à degradação social, à vil tristeza, à sujeição, à submissão e ao silêncio. De cada ameia saírão as setas que atingirão quem promova ou condene um povo inteiro à pobreza, ou o arraste para uma qualidade de vida, crítica. Seremos claros e objectivos. Pegaremos pelos cornos os assuntos que façam sangrar o Homem, ou atentem na sua dignidade. De cada chifre faremos uma corneta, com que denunciaremos ao mundo português, os abusos, os crimes, os excessos do Poder, as impunidades que premeiam quantos merecem apenas e só, o castigo. Haverá contudo, espaço e tempo para o enaltecimento do trabalho honrado, sério, e que dê do Homem simples ou criativo, a sua mais positiva e verdadeira dimensão humana. Mãos à obra, antes que nos ponham a todos de mãos estendidas. Tu que estás no mesmo lado da muralha, participa, comenta, intervem de algum modo , que só te fica bem. Juntos faremos maior pressão sobre o reprovável, e ganharemos mais expressão, o que é louvável. Podes crer.
                                                                   

quarta-feira, 28 de março de 2012

Na fossa


Todos os países europeus mais desenvolvidos e com melhor nível de qualidade de vida do que Portugal, a saber, Alemanha, Reino Unido, Noruega, França, Austria, Suécia, Suíça, Belgica, Dinamarca, Finlândia, Itália e até Espanha, consomem muito menos "álcool", per capita, que o nosso. Ou seja, os países que, ao que tudo indica são mais inteligentes, emborcam e emborracham-se menos, o que lhes permite levarem a vida com maior lucidez, e não tropeçar tanto quanto o nosso na caminhada que vão fazendo no dia-a-dia. A "teoria política ou doutrina cultural, de que beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses", cai assim por terra e o que ressalta deste estudo da O.M.S. que apresenta uma lista de 34 países europeus, é que os portugueses são autênticas esponjas, que não sabem beber quer dentro de portas para esquecerem, quer quando viajam em grupo para festejarem. Na estrada, na tasca ou na varanda de um hotel, qualquer destes sítios é bom para desfazer a vida e denunciar a estupidez que não cabe toda numa caneca de cerveja e muito menos nos "short drink`s" venenosos. Este comportamento traduz de algum modo, que somos produto de uma sociedade sem rumo, que afinal só bebe e por fim passa fome. A "teoria e a doutrina" vão assim por água abaixo, e não pára na "marca salazar", e demonstra que os portugueses mesmo sem auxílio de uma nave especial já desceram, bem antes do cineasta james cameron, ao ponto mais fundo da alma. Estará aqui a razão do nosso atraso, e que nos impede de chegar a tempo ao desenvolvimento, e nos traz mergulhados na fossa? Bebamos mais um copo que a tristeza é muita.
                                               

quinta-feira, 1 de março de 2012

"erros de palmatória"


Eu sei que foi no século passado, que frequentei a instrução primária, e, acreditem, não foi assim há tanto tempo. Por isso, recordo sem saudade, o que passei para aprender a escrever "correctamente a língua - essa nossa Pátria", caso contrário, malhavam-me umas reguadas, sem qualquer explicação morfológica,que até eram aviadas com uma palmatória - a menina dos cinco olhos - mais famosa que a TIna Turner à bolachada com o Ike. Dos alunos que errassem na "redacção", o regente da sala "actuava", desses fazia uma "selecção", e mandava-nos a todos para o quadro preto ou virados para a parede e em pé, à espera do "complemento directo", que seria aplicado consoante o número de erros dados, e que nos punha as mãos a arder. Levei por causa desse método inquisitorial e por tão más "acções" que violavam o "acordo ortográfico" em vigor, porrada velha, e dela só me livrei, quando passei a escrever como era imposto, pelos "malacas" daquele tempo. Passados alguns anos, constato hoje, que quem estava certo era eu mais os colegas da pancada injusta, e demasiado avançado para a época. Por via dessa "colecção" de erros ortográficos, fui avaliado e classificado, nunca atingindo o mérito que hoje atingiria, à luz do "novo acordo ortográfico". A repressão de que fomos vítimas no velho ensino, pergunto, justificou-se? Justifica-se hoje, obrigarem os alunos da escola "actual", a escrever afinal, como eu escrevia no "século passado", pelos vistos, "erradamente"? E da violência a que fui submetido por desrespeito à língua, quem é que repara o abuso, ou "indemniza" por danos na auto-estima e no insucesso para que hoje não seja doutor, com assento no parlamento, se eu apenas demonstrei por "A mais b, c, p" e demais trapalhada, que era um miúdo precoce e adivinhava que o acordo deste século, não demoraria muito a ser aprovado, e que os erros de ontem são os acertos de "oje"? Que penalização pode sofrer um aluno no "ativo", "qe" escreva agora,"omem", “umanidade” “umicídio” “tranqilo" “traqina”, "qerela”, qestionário" "ortaliça", "inqérito" "qebrado", " com a lógica idêntica de "direto", “correto” “ótimo” “ótica”, e por aí fora, se ele já está a escrever precocemente e segundo o acordo "qe àde" entrar em vigor em 2o5o" (!), assim que apareça outro "colégio de malacasteleiros" sem terem nada mais para fazer? Quem afinal anda a "brincar" com a língua portuguesa, património universal de um povo todo?