quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

calem-se as vozes


O fascismo não faria melhor, nem tão rápido. Um progama de rádio que perturba. Um grupo de jornalistas de hoje, que incomodam. Vozes que se revelam a mais porque dão voz às pessoas. Gente assim não interessa, não colaboram. Pior - não obedecem. O abate de jornalistas, que punham no ar um tempo de antena, meritório, higiénico, foi esmagado pela censura abjecta em tempo de democracia, coxa e esforçada é verdade, por governantes entronizados por doutrinas obscuras, e para quem a liberdade de informar e de expressão é ainda uma ameaça que os leva a desenterrar o lápis azul e à perseguição da palavra. Que "tempo é este" que silencia "este tempo"? Que processo atentatório da liberdade se reergue, se desenvolve, e nos quer subservientes e reféns de causas e interesses de "regimes" ainda de pé, contra o tempo de ventos e marés de libertação, que sopram por todos os continentes? Portugal, que parte do mundo ocupa, em que paz podre vive, e que onda da civilização cavalga? "Sejamos livres de não ter medo".

                                

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Acordo miserável


Cedência após cedência, assinatura após assinatura nos "acordos históricos de concertação social", a UGT, organização sindical suspeita, deve ser co-responsabilizada pelo estado depauperado e precário a que chegaram os trabalhadores portugueses, e os prejuízos que provocou nas relações laborais dentro das empresas. Esta "central sindical" sem grande expressão na área do trabalho mas com uma estratégia definida, foi concebida como braço armado da Direita sindical, para enfraquecer a luta e a exigência de melhores condições laborais, as grandes mobilizações levadas a cabo pela CGTP, esvaziá-la se possível, e para chegar, à revelia sempre, a acordo, rápido com o patronato, logo que fosse necessário, traíndo sem pudor quem trabalha, espetando-lhes a faca nas costas com a sua assinatura, aprovando as medidas que se revelaram nefastas aos trabalhadores, e de retrocesso, tal como hoje estão à vista. Agora vangloria-se, quase canta vitória, por entender que com a sua "luta", não vai ser necessário trabalhar mais meia hora, como se esta "conquista" tenha qualquer importância comparada com a vastidão de medidas aprovadas e tão gravosas, como não há memória. Vejamos. Num país onde não há trabalho garantido, para ocupar as oito horas a produzir na maior parte das empresas, a meia hora reclamada e que se pretendia a mais na carga horária de trabalho oficial, não passou de um fait-divers para que a UGT pudesse agora erguer como troféu, e arquivar no seu dossier de traições, como vitória. Porém, diz agora o seu dirigente maçon, que o facto de ter chegado a acordo com o patronato e o governo, que não irá evitar que haja conflitualidade social e laboral. Descodificada esta linguagem sindical, já estamos a ver o "líder da loja" da UGT, a desfilar ao lado da CGTP nas manifestações contra as medidas que agora aprovou, como quem remata contra a sua própria baliza, e a apelar à greve, para exigir que se reponham os direitos e garantias que vigoravam à véspera da recente assinatura no pacto tripartido, pondo assim em causa a dita "paz social" amansadora, e cujos resultados espelharão tão só, o retrocesso continuado do bem-estar do povo e do país. Enquanto estivermos a ser representados e servidos por colaboradores e agentes traidores como tem sido históricamente constatado, não há concertação de espécie alguma, e não vamos a lado nenhum.