Um dia se eu puder, quero ter um
campo cheio de “guardiolas”. A “guardiola” é uma flor única, raríssima que só
existe na Catalunha, embora tenha as suas raízes no país da raínha dos Tudor.
Esta flor é constituída no mínimo por um jardineiro delicado e dedicado que lhe
dá o nome, e onze pétalas, qual delas a mais afinada e colorida, mas a nº 10,
quem conta de trás para a frente, é aquela que
revela todo o perfume como nunca houve outro em reino algum. Existem
muitos relvados por todo o mundo onde se teima ou aposta em fazer nascer flores
assim, tambem elas com igual nº de pétalas, mas como as guardiolas, é
impossível, porque falta-lhes sempre o perfume mágico que só as “guardiolas”têm
e espalham por relvados onde se exibem e brilham quando a isso estão obrigadas.
Foi precisamente no relvado do país da velha monarca, em Wembley, que as
guardiolas deram o maior espectáculo que os vivos espantados, puderam assistir
e devem recordar para o resto da sua vida, e foi ali que presentearam a equipa
da casa com um resultado minguado mas significativo e histórico, para secar
aquele pretenso jardim, e todas as pretensiosas flores do “ramo inglês” que
ousou enfrentar com mérito, a rara beleza e beber do perfume mais inebriante
que há memória desde que nasceu tal espectáculo que se confunde com baile
quando executado por aquele superior conjunto ou “sagrada família”, que nos
leva a pensar que a partir daqui não há mais nada para ver nessa modalidade,
mesmo para os que passaram a ver melhor e que teimavam em ser mais madridistas
cá que os de Madrid. Os nossos “media” e comentadores de tv são disso
lamentável exemplo. Viva o Barça, berço do encanto. A “champions” e o mais belo
jarrão, é blaugrana.
Joaquim Moura – Penafiel