segunda-feira, 22 de novembro de 2021
O Santo, foi-se!
OPINIÃO:-
O santo foi-se
- Até que enfim! Finalmente! A feira da balbúrdia e do desencadear da bagunça parece ter que se por a andar para novas paragens, outras corridas, que não deixa saudades aos habitantes do burgo se vêm livres e voltam a poder sair e entrar às suas habitações, já desimpedidas dos entupidores de portas e garagens.
Já lhes é permitido o regresso à vida normal, ao seu quotidiano limpo sem ofensas nem agravos e aos demais incómodos que os alegados “comissários municipais e feirantes provocam dentro da cidade pouco maravilhosa e sem ruído para lá das tantas e confusões levadas a cabo pelos que não observam regras nenhumas, principalmente as de estacionamento, que o fazem ilegalmente nos terrenos alheios porque privados, transformando qualquer espaço em parque de estacionamento com arrogância e altivez, sem que os serviços eleitos para actuarem apareçam senão nos locais perto do comes e bebes, onde marcam presença.
Ainda bem que tal amontoado de disponíveis e forasteiros, para encher de incómodo por dias a fio regressou aos seus pagodes, e libertou os residentes que assim podem retomar a liberdade de viver em maior repouso e dispor da família, das suas habitações impedidas de as gozar, que é de “gozo” que o município quer saber e tirar rendimento não se importando com os importunos causados aos seus residentes que sofrem com execrável desígnio.
O que é preciso é festa em cada barraca e barulho por todas as calçadas e atropelos aos seus habitantes locais e pacíficos, que têm de aturar as consequências levantadas e que dão lugar a desacatos aos moradores privados das suas instalações e pelas quais pagam impostos e as têm de reparar e lavar depois delas terem servido de W.C para esvaziar bexigas consumidas e a arrotarem a bifanas com sabor a porcos festivos.
A balbúrdia que é erguida junto às portas e cancelas dos que a elas têm direito de usar, para o município enchouriçado na paz dos seus retiros, agora transformados em parques de estacionamento à balda, não revela preocupação para gerir com outro saber e cuidado ou regulação, o respeito que merecem e lhes é devido.
Com o santo que se foi de capa e a cavalo, pena é que não levasse numa carroça tais organizadores e tesoureiros aplicados… no depois da contagem dos trocos chorudos que ficam entre as folhas deste inverno cavernoso, que sobra para os varredores suportar!
(- 23.11.021-Leia mais artigos na página de opinião do IMEDIATO.)
segunda-feira, 15 de novembro de 2021
Portugal 1vsSérvia 2
Portugal-1 vs Sérvia 2
- Grande Sérvia que apesar de jogar contra um onze mais uns quantos do banco, e de não ter uma arbitragem neutra, e de ter sofrido logo no início do jogo um golo, caído do céu, que era dado como ganho pelo treinador luso e da reza com a sua santinha na mão e metida no bolso para não congelar no Estádio da Luz, insuficiente para dar calor o suficiente para dar a volta ao resultado negativo, soube ganhar com justiça merecida o jogo que dava o apuramento dado como certo para estar no Catar entre as melhores Seleções de Futebol. A Justiça que por vezes nega o resultado à melhor Equipa em campo, desta vez impôs-se e saiu também ela vencedora. Com um árbitro que sancionava o que não acontecia e ilibava o infractor nas faltas clamorosos e nos lances que se não viram ou que se revelaram ao contrário prejudicando sempre a Sérvia. Portugal que contava com o melhor impostor dentro do relvado e assim mais uma vez mostrou apenas um caroço que mais parece o Pirineu e não a maçã de Adão, que não foi capaz de dar um chuto de jeito ou uma cabeçada alinhada como só alguns fanáticos conseguem ver e aplaudir com jornalistas e comentadores hipotecados que agora já dizem ou reconhecem a mediocridade de tal elemento que para jogador de futebol ainda lhe falta assistir da bancada e ver como joga Lionel Messi e tantos que o antecederam. Exibição pior que medíocre a ultrapassar o mais reles. Já o dissemos vezes sem conta mas a Santa Inquisição fanática vem de imediato atacar quem sabe ver com olhos de ver aquilo quanto vale a equipa verde rubra e heróis do mar, com o tal "melhor do mundo", que se revela o mais péssimo que se pode ver entre um onze mais, como o pior elemento. Vitória mais que justa, Justíssima da "Sérvia que serviram" com arte e alguma magia uma magnífica e suave Vitória construída com grande categoria e valor. Uma Sérvia que foi desde o apito inicial superior, apesar de começar logo diminuído por sofrer um golo com origem numa trapalhada entre os defesas da equipa visitante e não favorita apesar das rezas silenciosas do treinador luso que disfarça ente lábios umas quantas avé-marias a pedir aos "santos" o sucesso maior e triunfal. A Sérvia segue para a fase seguinte e Portugal segue no caminho das pedras, e do habitual sofrimento e sem chutar uma só vez à baliza do adversário. Dá que pensar a falsidade dos intervenientes dentro e fora de campo sempre cheios de paleio!;
sexta-feira, 5 de novembro de 2021
Feira de santo ao frio
OPINIÃO
Feira de santo ao frio
Já se sente um frio de rachar e ouve-se o martelar das marretas já de madrugada, no largo tradicional e outros espaços habituais, para por em pé as barracas e toldos que se erguem e se estendem pelas avenidas. Os mais apressados já deixam soltar os aromas do porco assado e o do tinto que o há de acompanhar mais as farturas à moda de Lisboa.
O bacalhau já está de molho e em breve assentará nas brasas de carvão que o empregado de ocasião abana para as manter em chama, ali junto à mulher dos tremoços e do homem que passa com balões no ar, e onde aproveita para se aquecer. Vai frio desagradável mas é altura dele.
Ainda não estamos no dia dos santo mas a fome é de qualquer altura e agora ainda é manhã mas um copo de tinto vem mesmo a calhar para tirar estes arrepios enquanto se mastigam umas castanhas bem quentes e boas. Os carrosséis vão ganhando forma e alguns já rolam numa espécie de acontecimento anual e ensaio de fim-de-obra para o público que promete aparecer tal como a chuva habitual, mas para já só se vê a estudantada a dar presença e a matraquilhar, enquanto as raparigas assistem, participam, se divertem, riem, e tremem. É o reboliço próprio de véspera que anunciam os dias verdadeiros que a feira vai ser longa e é preciso temperar os gastos.
As galinhas já foram peladas, extripadas e aguardam amontoadas a sua vez junto do calor em brasa onde as febras já apetecem serem trincadas e amolecidas com um copo acabado de sair da pipa de vinho novo. Os homens dos altifalantes fazem a “sua-feira” para alertar e chamar para a feira os que andam a percorrer a azáfama que se repete anualmente que a pandemia fez suspender no ano anterior e tem este sob vigilância mas tolerância alargada, que o município precisa de dinheiro e dos feirantes a entrar com a sua contribuição cada vez mais cara.
Daqui até ao auge da “balbúrdia” ainda faltam uns dias e muito trabalho e a recolha dos fundos falta também fazer pelos funcionários escalonados para a tarefa e enchimento do cofre camarário. Ninguém pode escapar aos impostos dos que trabalham seja na feira, seja em recreio ou gozo de tal acontecimento, que a uns aquece e a outros aborrece pelo barulho que tira o sono aos menos dados a tais “festas” marteladas e cheiros dos defumados.
A nós parece-nos que nada será igual a anos anteriores. O dinheiro é pouco e o prazer esmoreceu com a pandemia que teima andar pelo meio. Mas haverá sempre tempo ou ocasião para dar uma dentada na “antiga fartura” que já os avós nos levavam para casa em saco de papel ao fim do dia, como testemunho de que feiraram e quem sabe se viram algumas moças por quem se perderiam, não fosse já o reumatismo atacar, e com este frio ainda pior.
O calor já não é o mesmo e só o copito repetido remediará e alguns aconselham. O vendedor de cobertores da serra e albardas, está a postos para os vender e a eles juntar mais umas ofertas a quem comprar um, que ainda leva de borla um guarda-chuva e mais uma meias de lã que aquecem os pés enquanto não romperem pelos calcanhares logo aos primeiros dias de uso.
Neste dia as rixas já foram moda, mas não têm acontecido e ainda bem. O povo está mais moderado e demora-se menos para chegar são e salvo a casa e sem grande bebedeira. A “festa-feira” hoje é mais sossegada e o povo mais teso que nunca não se excede tanto como foi costume no tempo dos nossos pais e avós. Tudo vai mudando e os velhos hábitos agora são mais refrescados e foram transferidos para as casas de diversão nocturnas onde a violência, aí sim, tem lugar. Por ali o carrossel tem outra velocidade, conforto, e ameaças mais jovens.
Só não tem tantas febras, tantas farturas a não ser umas “castanhadas, hoje mais raras, e onde param mais melões” irracionais que entram na dança. Os “media” assim o tem relatado por várias vezes, até demais para o nosso gosto. É S. Martinho das castanhas, do presunto e do vinho-novo!
-(IMEDIATO-05/10)
Subscrever:
Comentários (Atom)