terça-feira, 29 de junho de 2021

Selecção dos gabarolas

-O Selecionado Luso do Fernando, de santo à defesa no bolso num jogo de fé oculto, apoiado por um Presidente que segue a mesma agenda e vai a todos ou aos que podem querendo levar com ele até o presidente da Assembleia Nacional ou da República, incitador da desertificação representativa do Povo que os elege para eles se manterem na cadeira que lhes foi dada e despesista, repetidamente nos desgastam dizendo que "nós portugueses somos os melhores do mundo". E não ganhando mesmo nada ainda e até fazendo as malas mais cedo para regressarmos a casa neste Europeu feito espectáculo no chuto na Bola, que outros chamam, Futebol, já o Presidente da República apela a que nos preparemos pra ganhar o Mundial. Vivemos num país apalhaçado e com populaça sujeita a bater palmas e a ocorrer à espera dos atletas aonde quer que eles cheguem bem "mecanizados", com bandeirinhas para abanar oferecidas para abrilhantar a espera. Ao que se diz os portugas ficaram em casa tal foi o desânimo e a decepção que o resultado final mostrou, e disso resultou uma falta de comparência Não conseguimos enxergar o ridículo. Somos um país que depende da sorte e do acaso, e dos dinheiros que nos vão chegando da UE e que por acaso nós o lá pusemos de alguma maneira na véspera. Mas o PR e até o seu seguidor com sombras judiciais mas mesmo assim também Presidente da Casa do Povo, não se ensaiam nada em manifestar abandonar o País estando ele em crise e em pandemia de morte e de azar. Somos um bando de trapaceiros e oportunistas que querem ir a todas quando não têm lugar em patamar, tabela, nem classificação alguma excepto no da mediocridade cheia de discursos vigaristas preparados como se a Era que vivemos ainda fosse a do "antigamente". "Pobre Povo. Mas que Povo é este?" 

 -(hoje 30-06 no regional- "IMEDIATO")

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Noah ou não há?

- Uma criança de tenra idade que pouco excedia os dois anitos, acompanhado de um cão pouco mais que rafeiro e posto de lado, negligenciado como guia privilegiado e animal fiel impedido, desapareceu de casa de seus pais e partiu em busca de se encontrar com o seu progenitor que trabalhava por lá, enfiando-se por caminhos e arbustos que não dominava. Passadas muitas horas, quase dois dias, e alertadas pela mãe as Autoridades, em prontidão para partirem em busca da criança tenrinha apenas fardada com com o que vestia depois de ter arrancado "à aventura" entrelaçada por uma fralda, umas a pé outras montadas a cavalo, equipadas de azimutes, mapas militares, drones, cães treinados e com faro de mestre especial capaz de cheirar um bom tinto de uma tasca por entre um "pata preta" ali nas imediações que logo o faria ladrar e convocar os da "Ordem e da Segurança" para o repasto, não foram capazes de nesse tempo contado, debaixo de mil olhares de Forças de Segurança(!), bombeiros em folga de fogos que hão de chegar, calcorrearam quilómetros e mais não sei quantos metros na tentativa de achar o bébé desaparecido. Durante essas mais de trinta horas em que o Noah se ia despindo pelo caminho e se despia peça a peça como quem deixava sinais para se deixar "apanhar" por quem o perseguia, ora agora uma pegada firme na lama da má rota, ora uma fralda suja, uma bota larga, ninguém daquelas Forças foi capaz de lhe deitar a mão e o braço amigo e muito esperado afecto, à criança procurada. As hipóteses dos "Comandos" e os gabinetes das chefias, comentadores de tv pimba, eram muitas e medíocres, como se veio a revelar. Afinal, o rapazinho já tinha atravessado vales e montes, riachos e rios, mas não chegara ao Funchal certamente. Ele tinha que estar por ali, excluída a hipótese Maddie, com as águas a bater-lhe nos pés cheios de lama, ou enfiada num buraco e ferido dos espinhos. Foi necessário que um pequeno grupo de amigos e "batedores de terrenos agrícolas e lenhadores de dificuldades", solidários e condoídos por certo, metendo eles também os pés ao caminho, sem instrumentos nem cães fardados, foram quem deram com o "pequeno menino de sua mãe", perdido, e o entregaram são e salvo às Entidades já gastas e mal preparadas mas bem pagas para darem a notícia que nós tanto desejávamos - a descoberta do Noah. Logo de seguida os microfones foram apontados aos "finórios da Comunicação" para darem a sua versão e atribuírem-se para dentro da Solução e do êxito conseguido. Chega o INEM e faz o rescaldo, levando a criança esfomeada e desidratada para um Centro de Saúde para o restabeleceram e fortalecerem para que ele possa voltar a brincar com os pais e o seu cão e junto dos seus amigos, que ali por onde mora poucos serão. O PR - Marcelo, não pode fazer o discurso habitual já que esse segue as pisadas do Futebol de acordo com a agenda do Seleccionador da equipa quinada. Noah salvou-se graças à sua resistência rural, e ao voluntariado de uns bons homens que acreditaram na possibilidade de encontrarem-se com o "menino de sua mãe" sem Chefes e condecorações ao peito a estralejar na quase noite fria e cheia de emoção. Obrigado Homens valentes por chegarem sem serem notícia e continuarem quase anónimos, como são os verdadeiros heróis tantas vezes, sendo que nesta "epopeia" o único Herói se chama Noah! - (DNot.Madrª:21/06) - (IMEDIATO: 22.06) - (JN-24.06) - (JN-06.07-/texto qse integral-"Houve verdadeiros heróis na epopeia de Noah") -

terça-feira, 1 de junho de 2021

Ser criança ou não ser

-Será que a População mundialfica satisfeita com um só Dia em memória da Criança ou em sua Homenagem, a querer provocar nos adultos mais e maior atenção da sua existência e dos seus direitos? E nos outros dias não se justificará que a criança esteja sempre presente ao lado dos adultos, ou seja, sempre que o adulto desejar e o deve querer, na proteção e nos afectos que ela exige? Será que tem algum valor, o Dia, que lhe dedicam os governantes, Instituições, os pais, que nos restantes dias se esquecem deles até fechados e abandonados dentro dos automóveis, que os vendem, os prostituem, lhes provocam sevícias, os não protegem da fom nem das guerras, e apenas dão jeito para preencher uma papelada que permita recorrer a um qualquer subsídio de Instituição Estatal ou de misericórdia ou seminarista? Não será a criança apenas um joguete nas mãos de "senhorio", para dela tirar rendimento numa qualquer pedreira ou na época das colheitas, ainda, na rua de mão estendida a pedir uma esmolinha enquanto exibe um "santinho" que por ele interceda? E o político que parece sério, ao lado do mafioso", quando aparecem "bem intencionados" se lembram dele e tudo lhe prometem para quando ele for grande e querer ser também ele um homem com emprego ou sustento próprio, uma Pessoa devidamente respeitada e com futuro, na sua terra natal ou noutra que lhe dê melhores oportunidades de vir a ser alguém neste mundo injusto e controlado pelas castas que se sucedem umas atrás de outras e difíceis de combater? Eu, que sou ainda "criança", que trago comigo todos os vícios e virtudes desde nascença como trauma, porque fui vítima como as de hoje, também me interrogo se mereço esta vida, ou tinha direito à vida que me negaram e prometiam que seria de bem-estar, com formação capaz e saúde para chegar a velho, sem necessidade de continuar a esmolar por ruas e vielas, do "senhor" que sempre fora privilegiado, deixando-me à porta de nova oportunidade que possa surgir aqui ou noutro lugar mais justo e sério que este, em que suportamos as "passas do algarve" sem tempo para ir até à praia e apanhar uns banhos de sol, já que os "banhos que os governos" desde há muito nos têm dado, só nos bronzeiam na amargura da fome a escorrer em lágrimas à vista ou recalcadas, que dão tão só para um bom retrato a exibir numa notícia, num qualquer museu ou galeria de Arte! * (DN.mdrª.02-06-20121)"-* (Jornal IMEDIATO-01/06)-* (JN.05.06:"Lembrando as crianças de que nos esquecemos")