Ora vamos lá escrever sobre assunto negro, e que penas
diferentes já se rebolaram por tudo quanto é papel, e vozes de rádio e têvê
fazem eco e ruído q.b. Os partidos de direita, tão tristes e tão saudosos, do tempo da outra senhora, não se enxergam, e não se dão conta do
ridículo em que caem, como nenhum palhaço digno se atreveria a correr tal risco
e a fazer tal número. E tanto faz ter como porta-voz o monte negro(que ironia), como o recém-eleito, huguinho, acompanhado da turma, com o zezinho e o luizinho, mais o coelhinho. Turma, que tem como
matriarca e progenitora de ondas, a cristas.
Mulher saudosa dos tempos de menina, passados noutro sertão. P&C, passos e cristas, são, à custa da
desgraça alheia, dois compinchas incendiários a quererem escapar por entre as
cinzas e do cheiro dos cadáveres, que chega à capital do país, da verborreia e
da demagogia, para iludir o pagode. E fazem-no tão desastradamente, que o lodo
que originam, os há de sufocar. Eles pensam o contrário, como é apanágio de
alguns bonecos de B.D. É claro que provocam grandes risadas, de deitar a mão à
barriga, mas o assunto não é para rir. Tais personagens assim despidos de
ideias e de criatividade, dedicam-se, cada um igual ao outro, a lançar
ultimatos como achas para fogueiras, com o intuito vazio de não deixar os fogos
arrefecerem e disso tirarem dividendos, e não permitirem que os mortos
descansem em paz, e os familiares façam luto na intimidade do silêncio, na paz
que se quer do espírito, e das lágrimas da dor. Estes bonecos, nascidos na prancha do ridículo aonde se movem, vão-se ver
negros para saírem limpos do pó que estão a levantar dentro do quadrado que os
prende, e que se junta às cinzas e às feridas, que ainda pairam no ar. As eleições
que se avizinham e para as quais eles se fadigam, sem mais imaginação, disso
nos darão conta, logo após ter saído a lista que nos dão conta, também, do número
de vítimas esturricadas, fora das viaturas e dentro do asfalto derretido, e que
a direita tanto aprecia querer saber, para seu consolo, e disso fazer chicana
política e grosseira, da mais reles que há memória. A direita política, quando
fala, exprime-se sempre por dentro de balões
vazios ou carregados de azedume, para assustar criancinhas e incautos. A ficção
BD, começa a confundir-se com a realidade política. Para alguns coiotes e abutres, numa e noutra, vale
tudo!
sexta-feira, 28 de julho de 2017
segunda-feira, 17 de julho de 2017
Explosivas
As garotas já são, fogo, quando se apresentam com decotes
generosos e num passo algo gingão e sensual. Apresentam porém alguns perigos.
De gangas, bem ajustadas ao corpo, elas quando desfilam à frente dos nossos
arregalados olhos, parecem não permitir que ali caiba mais alguma coisa. Engano
nosso. Por debaixo daquele aperto, ainda há espaço para transportar explosivos.
Dizem, que tudo vai nas partes íntimas até aos estádios de futebol, para
satisfazer os íntimos dos companheiros de claque clubista. E o que são partes
íntimas? Coisas da alma ou de paixões nascidas do braseiro escondido que nem
paiol para tal arsenal? Não. Tudo está descoberto. São zonas boas, mas de
acesso difícil porque sinuoso, que só com autorização ou consentimento se lá
chega. Lugar apetecido mas perigoso. Já reflectiram no acidente que pode
acontecer, quando um homem mais atrevido ousar meter, não um golo, mas um simples
espreitar com a cabeça curiosa ao rubro, que nem fósforo, para dentro de tais
partes? Temos estouro com certeza. E também já ponderaram sobre os perigos que
correm as “mulas” se acaso se der a desgraça de friccionarem as pernas, uma
contra a outra, no seu passo justo, quase atrevido? Temos estouro com certeza,
com danos imponderados e efeitos colaterais. É melhor nem pensar em tal coisa. Partes
íntimas hoje em garotas e em estádios, são elementos que compõem claques
rascas, e são artefactos de fazer de qualquer espectáculo, um ruído violento,
criminoso, e com efeitos animalescos de luz, cor e fumo. Petardos são precisos,
dizem eles. E elas, acedendo aos pedidos, dizem, mirando o corpo: pernas acima e peito abaixo, para que vos
quero? Porém as polícias estão agora atentas, e retiram-lhes as peças
excessivas, que se escondem por entre as gorduras!
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Fardas à mesa
Raras são as vezes em que os militares são chamados a
sentarem-se à mesa do Poder, como sucede por estes dias. Sabemos da sua
importância e também conhecemos o sabor que eles sentem nessas ocasiões. Eles
gostam de ser apaparicados. São momentos que lhes aumentam a estima, o brilho e
o peso dos galões. Já andam um pouco enfadados de fazer jogos de cartas na
Messe, entre uma paciência vezes
repetida, e uma partida de bridge,
apoiados num William Lawsons, com ou sem pedra de gelo. Também tive a minha vez
de fazer luzir um galão aos ombros
por cá e por África. Sei do que falo. “Quem
são eles quem são eles. Onde é que eles estão”? Exclamaria o palmelão e ex-leão. Façamos um traço da
sua condição. Os militares apreciam estas chamadas à formatura governamental, e
a pronunciarem-se sobre o que os incomoda e se arrasta por dentro dos quartéis,
em surdina por vezes. São matreiros só quanto baste, acreditem. Mas são
sobretudo feitos de espinha dorsal, quase todos. Há excepções, claro. Aqueles
para quem a farda serve apenas para camuflar outros gestos e atitudes, numa
parada aonde desfilarão nus, mais cedo que tarde. Falham no entanto como todos
nós. Com maior gravidade ou piores efeitos, com certeza, já que a área em que
se movem é fundamental para o equilíbrio e estabilidade do país. Mas erram. São
homens como outros, só que quando fardados parecem um corpo com mais armas.
Armas que no entanto lhes escapam, sabe-se lá por onde e como. Perguntas que
fazem parte do manual de estratégia de guerra no terreno e de sobrevivência. Quando, como, por onde e para onde.
Estas, as interrogações que se formulam na hora de decidir uma tomada de
posição, sem equívocos e sem hesitações, quando se pretende sair de um lugar
para ocupar outro mais objectivo. São no entanto, íntegros. Homens que uma vez
dada a palavra, neles se pode confiar. Assim deve e terá de ser, uma vez que
são os elementos de defesa e de segurança, dentro da normalidade e da Lei, de
um povo e de uma nação. Neles está depositada a confiança da Lealdade. Porém,
eles sem actividade num qualquer teatro
de operações (expressão que lhes é cara), sério e contínuo, tornam-se
invisíveis, apagados, e não gostam. Ocupam com paciência de missionário, o
convento que virou quartel, e velhas instalações conservadas, que deram em
pousadas. Sentem-se bem no rebuliço ordenado, e por entre o guarda-mato e o
ponto de mira. Por isso os governantes e políticos em geral, são forçados a
estabelecerem com eles as melhores relações, proximidades, e boas práticas de
tratamento. Usarem de pinças e de luvas. Os militares usam-nas, até para
pegarem em espadas fora da caserna. À mesa, porém, sabem usar de etiqueta. O
militar ainda recorda o fascínio que provocava nas mulheres, que se embeiçavam
pelos vincos e pelo talhe da vestimenta. Kubrick sabia-o e projectou-os de
algum modo, em Barry Lyndon. Cenário idílico e bélico sempre. A boçalidade que
se lhes cola, ficou no retrato antigo, do regime velho e com tom colonial. A
Democracia fardou-os com valores e sentidos mais amplos. Tornou-os ainda mais
cavalheiros, a par de camaradas. Hoje eles estão à mesa com os que comandam os
destinos do país civil, a trocarem argumentos e a porem as cartas todas na
mesa. Sabemos que eles escrutinam a limpeza das ordens emanadas para serem
postas em marcha. Podem adiar mas não são de rodeios. E foi no adiar que
cometeram graves erros, em desconcerto na fiscalização e segurança dos paióis.
Hoje eles têm muito vagar, para traçar estratégias e escalas de serviço para
manterem os seus quartéis a salvo de qualquer assalto, ridículo sobretudo.
Capaz de os envergonhar, como reconheceram, e até os levaram à demissão e
exoneração dos cargos e das fardas. Dispensam qualquer protagonismo mas querem
atenção. Não querem dar ao gatilho mas antes emitir opinião. Os políticos,
também terão que aprender a comportarem-se na formatura com a mesma disciplina
que aos militares é exigida. Entre estes entretainer`s parlamentares a coisa é
mais difícil, pois à maior parte falta-lhes a coluna vertebral, firme, que os
militares sentem e dela fazem questão, enquanto corpo e corporação de boas
práticas e costumes, que assentam na disciplina, na ética e no código de honra.
Agora, passados estes dias de verão quente e trágico, e embrulhados numa crise,
não os mandem regressar aos quartéis, sem lhes manifestarem o respeito e o
reconhecimento da sua importância. Eles procuram soluções e não reclusões e
silêncio, e muito menos que tudo fique a marcar passo ou em águas de bacalhau
podre.
terça-feira, 11 de julho de 2017
Gira a bola
Uns quantos membros do governo em exercício de funções,
foram à bola em 2016, para assistir em França, a terra de Sartre, o autor do “As
Mãos Sujas”, e de monsieur Miterrand, autor na clandestinidade de filha socialista,
dita ilegítima, para dar apoio à nossa representação de gabarito no futebol
internacional. Todos vestiram a preceito e de acordo com o acontecimento
desportivo. Boné e cachecol a luzir as cores nacionais. Nos pés calçado leve e
ligeiro, como pede a disciplina. Imaginamos. Por detrás deste conforto, uma
petrolífera em dívida fiscal gigante para com o Estado aonde ela se move,
puxada a combustível e energia alternativa, que enegrecem os bolsos dos
portugueses pagantes de multi-luxos. A juntar a este “patrocínio galpista”,
viagens, bilhetes assegurados, e refeições. Tudo para apaziguar estômagos,
animar âmagos, e amaciar fortes emoções. O corridinho portou-se bem até à
vitória final. As cores nacionais subiram ao pódio central, e os secretários de
Estado regressaram felizes após o superior desfecho na contenda do Campeonato
Europeu daquele ano. O pior veio depois. O comportamento dos políticos em prova
no governo actual, que no Europeu de Futebol marcaram presença , não foi muito
aplaudido e bem apreciado. Surgiram as reprovações, os apupos, a contestação e
a constatação de prática que pode integrar crimes de recebimento indevido de
vantagem. Incompatibilidades com a transparência exigida a quem desempenha
cargos públicos e está sujeito a regras de conduta exemplar, e sem vestígios de
benefícios proibidos. Agora esta equipa de secretários, demitiu-se quando lhes
sopraram que iam ser constituídos arguidos pelo Ministério Público. A
petrolífera espreita, desacelera, e queima tempo. Aguarda que a Justiça a
alcance. O governo após assobiar o que pode e na direcção mais a jeito, também
faz por mostrar que anda. Apaga os fogos à velocidade que a energia que sobra o
permita. O combustível tem aditivo quanto baste. A oposição partidária carrega
no acelerador, e aproveita estas saídas de pista da improvável estabilidade da
geringonça. Perfilam-se mais obstáculos. As fileiras parecem ceder. Porém todos
nos lembramos que no passado recente, o país fez jogos muito piores e com
péssimos resultados provocados pelos que agora pedem demissões a torto e a
direito. Quase ninguém está disposto a repetir tais resultados. Por isso este
governo pode continuar a dirigir os negócios vários, polémicos, e a gerir a
vida da nação valente mas chamuscada, e a cheirar a pólvora roubada pela
calada, por dentro da rede e longe da ronda. O presidente fotogénico e do
postal ilustrado, não deixará que tal nos desfoque, ou nos ofusque demais. Ele
é o bombeiro de dia e para todo o serviço. O que é preciso é dar gás aos
governantes e à oposição. Viva o pontapé em meia bola demagógica, e força em
tal política assombrada. Até que o video-árbitro se pronuncie sobre as
legalidades ou não, em tais jogadas, nós estamos cá para bater palmas e sacudir
a bandeira!
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