O título que encima este texto bem poderá confundir-se com o de uma tese
apresentada e defendida por um atleta de baixa competição, que ao que dizem frequentou
o Ismai- Instituto Universitário da Maia - que, pensamos nós, está para os
cursos lá tirados como as cartas de condução conseguidas em Bragança. O
ex-aluno "universitário" em jogo, segundo o noticiado, ao que parece
é Mestre na área do Desporto, e com alta nota, que um docente do Ismai defende
ser ajustada. E nós também. Afinal o académico Madureira, já deu vastas provas
de que é um verdadeiro mestre nos campos de futebol, que de resto domina com
ambos os pés. Mas a notícia acrescenta, que o capitão de equipa do Canelas,
clube que não encontra adversários que contra ele arrisque ir a jogo, não sabe
sequer Português, disciplina fundamental para uma boa e eficaz comunicação, e
dá muitos erros ortográficos, a juntar aos já dados na indisciplina. Foi com
grande surpresa, que vemos agora uma exigência da Inspecção-Geral da Educação,
que quer apurar da veracidade e legalidade de tal título académico dado ao
elemento e líder dos Super Dragões, pois os erros são por de mais evidentes na
tese apresentada que lhe permitiu arrancar o curso com 17 valores, com a
permissividade do docente do Ismai, sabe-se lá a troco de quê, e seu defensor
acérrimo. Também nos parece que está a ser pedida uma investigação ao frenético
líder da maior claque de futebol do norte, quando sabemos que até políticos de
"boa estirpe", também sacam de licenciaturas superiores, sem nunca
terem posto os pés nos recintos de estudo, e outros até foram mais longe, ao
Brasil, certificarem-se, e chegaram longe, embora hoje alguns, nem na bancada se
sentam. É certo que fomos surpreendidos com a notícia, pois sempre julgamos que
o super-dragão, era formado em curso e coisa, que suscitasse maior confusão,
tal como, Mestre com tese, em Broncas e Bagunçadas, ou Pancadaria
arbitrária. Afinal o rapaz da camisola azul e de olhos no ferrari,
apresenta no seu currículo, para além de bilheteiro, competências nunca ouvidas
e muito menos julgadas. Até ver. A investigação ainda vai começar, mal soe o
apito da Inspecção-Geral da Educação. Aguardemos pelo resultado!
sexta-feira, 19 de maio de 2017
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Leonardo Jardim - O Campeão
- Leonardo Jardim - o Campeão!
governado por um só Rei,
que um dia saiu embarcado
de uma ilha que eu cá sei;
Desde a ilha do sol e mais formosa,
alcançou a luz do continente,
aonde plantou uma rosa,
com o perfume dessa boa gente;
Com talento esforço e humildade,
muita coragem e bom coração,
da Madeira trouxe a verdade
que faz dele um campeão;
O rei de França é Leonardo,
Jardim e mestre a enaltecer,
uma chama, uma lição, um tornado,
que Paris viu e a pôs a arder;
Mas os jornais lusos quase o ignoram.
Chamasse-se ele Mourinho
e outros logo o nomeiam e condecoram
com elogios largos e lambido respeitinho;
No Mónaco com o real saber,
comandou e coroou suas estrelas,
que lutaram e brilharam, até obter,
a fama e a glória das mais belas;
Parabéns Leonardo Jardim,
pelo triunfo maior conquistado
no Principado em que oui é sim,
e o teu feito, Gália além, o mais falado!
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quarta-feira, 17 de maio de 2017
A Pobreza indefesa
Para que a pobreza não seja ainda maior, mais expressiva, vamos lá
enriquecê-la, dando-lhe a palavra, falando e escrevendo mais dela, para que os
que dela têm conhecimento e enchem a boca, e os que a vendo assobiam para o ar,
e para que não se esqueçam que ela existe, fere como cão raivoso e faminto, mói
e mata aos bocadinhos. Se os estudos e as estatísticas publicadas por quem
disso se ocupa e ganha a vida, estão certos, e cremos que até podem pecar por
não a porem toda descoberta, temos que
em Portugal, que uma em cada quatro pessoas, percorre o dia-a-dia em cima da
linha da exclusão social. Da marginalização. O número de famílias com sinais
exteriores de miséria, e outros estigmas mascarados, atingem em Portugal 2,6 milhões
de residentes. Neste país de vitórias atrás de vitórias, umas folclóricas
outras meio pimbas, e de grandes feitos, desde o pontapé nas bolas confusas, complexas
manifestações religiosas, às colcheias e semifusas dos festivais da cançoneta,
Portugal, segundo os dados do INE, está "gordo" de tanta pobreza com
fome à mistura. Pobreza de meios para dela se livrar, e fome de rendimentos
disponíveis que não dão sequer para o mata-bicho. País desigual e injusto como
este é difícil de achar na Europa, e um pouco mais além. Sol tem com fartura
para turista com óculos protectores, camisa florida e chapéu de palha para se
espraiar, e banhar nas águas da costa marinha. Costa optimista também há, e
moreno, que enquanto 1º Ministro se regozija de contentamento, só arrefecido
pelo Chefe de Estado, que aprecia o mar, mas que não brinca na areia a
construir castelos, que à mínima vaga mais subida, os derruba. A pobreza entre
paredes, que alberga vidas mal escoradas, é que não vai a banhos, excepto
quando as lágrimas lhe escorrem pelo rosto abaixo e vão desaguar num mar de
tristeza e de frustração, e nelas braceja pedindo também um chapéu que a
defenda, e palha que a sustente. País
desigual e injusto, que atende rápido quem cavalga a onda refugiada, e que
depressa é assistida por um bando de voluntários oficiais com colete
fluorescente, que lhe estende à chegada melhores condições e direitos, e lhe
fornece rendimento superior àquele que disponibiliza à pobreza nacional
denunciada, e à que se mantém calada numa manta de retalhos. E o país é tão
pobre, que até não cativa sequer os tais refugiados bem equipados, que à mínima
oportunidade abandonam quem lhes deu regalado acolhimento com braços abertos e
reportagem para têver e condoer.
Os portugueses que estão em risco de pobreza e de exclusão, sujeitos a
varrimento social, esses, terão que gramar a situação, aligeirada entre
discursos demagógicos que a ocasião aconselha, de que o país está melhor e a crescer.
Para que lado é que falta saber, mas suspeitamos que é para o lado de sempre –
o dos ricos. É por estas causas e outras razões, que a pobreza se torna
violenta por vezes, se incrimina a ela mesma, e vai parar atrás das grades. E
por lá arranja forma de subsistência aos quadradinhos. Esta violência
doméstica, o país de uma forma ou de outra, tudo há de pagar!
segunda-feira, 8 de maio de 2017
O Título não cai do céu
- E caiem pétalas sobre a Luz,
e no país se respira um ar de felicidade;
O sal do norte à beira mar seduz,
e resultam num sol do sul e de verdade;
Já da Invicta o mar agreste em nada se traduz
se não em birra, e raivosa ferocidade.
as queixas mil pelo imenso catrapus
que do campeonato guardam ferida saudade;
E as pétalas suaves reluzem vermelhas,
feitas de sangue, das lágrimas, com suor;
e se no norte há inveja nas mentes velhas,
no sul, à Luz do sol se canta o amor;
E a luz brilhante vem beijar os campeões,
que desde o suave sul até ao rude norte,
saberão ser francos e generosos corações,
e voar alto como águia que venceu a morte!
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Protestos fardados
Em Instituições aonde devia imperar a Ordem, a Disciplina e a Coesão,
está-se cada vez mais assistir a uma espécie de levantamento da crista e da
garupa, de reivindicações atrás de protestos por coisas de puro egoísmo. Se os
ministérios das tutela não entrarem em alerta, ver-se-ão dentro de algum tempo
a braços com uma desagregação dentro dos quartéis das Forças de Segurança, da
Defesa, da ordem e da vigília, como nunca. Os sindicalistas das Forças
fardadas, e agora até de um general que só vai ao Kosovo em viagem de visita,
quase turística, mas não na qualidade de Chefe Militar superior e exemplar,
protestam sem razão por tudo e por nada, fora do campo de batalha, mas no
facebook ou na TV. Ou melhor: reivindicam melhores salários, privilégios de
classe, e disfarçam tais reivindicações, exibindo-se para falsear os dados,
atrás de marmitas, e na falta de fardamento fashion, armamento obsoleto, da
escassez de bólides que os levem rápido na perseguição do crime e na volta ao
supermercado, instalações arquitectónicas viradas ao sol e ao mar, e promoções
sobretudo. E para nos descansarem, dizem que não é só pelo dinheiro. É por uma
maior eficácia no desempenho das missões. Esta é boa, não é? O bom serviço a
prestar está na proporção directa do dinheiro que eles embolsam. Fora o que
lhes chega por vias tortas de trânsito confuso. Nunca os militares e outras
Forças que servem o Estado e a elas aderiram voluntáriamente, tiveram tantos
privilégios e condições de bem estar e de estabilidade como hoje. Todos quando
cessam a suas carreiras e entram na reforma, vão bem abonados de salário e
aviados de rendimentos extras. Não se conhece um sem-abrigo que tenha sido
elemento de tais Forças fardadas profissionais. Pelo contrário, ainda hoje se
sabe e vê, antigos militares que não foram para o Kosovo mas para as
ex-colónias, a vaguearem por aí sem ter quem lhes valha, sem pão nem trabalho.
Se o Estado, não tomar providências cautelares, contra estes reivindicadores de
tempos de fazerem compras nas horas de trabalho, armados em funcionários
públicos de gabarito, e deixar acumular os protestos e permitir o erguer da
crina e do boné, ver-se-à dentro de pouco tempo, sem defesa para os fazer
baixar a pala e garantir a guarda. Aqueles sindicatos corporativistas, defensores
dos incriminados que integram as suas fileiras e até
"condecorando-os", apenas estão interessados em marchar, para sacar
ao Estado mais do que ele lhes dá e os faz proprietários, aproveitando e
desafiando a moleza da democracia, quando pressentem que ela está a ser
dirigida por governantes sem a experiência de não terem passado pela tropa, e
por isso desconhecedores do oportunismo que em tais quartéis desfila e montou
bivaque. Há um pressentimento generalizado, de que os tempos são para sacar ao máximo,
mas despidos do sentimento de à democracia e à sociedade, dar o melhor e mais
honesto contributo. A onda que se levanta em muitos Instituições de um Estado
de Direito, é a de um fartar vilanagem!
quarta-feira, 3 de maio de 2017
MOAB - a bomba de carnaval
Designada como a "Mãe-de-todas-as-bombas", a GBU-43/B,
abreviada com a sigla, MOAB, é considerada pelos norte-americanos, que também
se impõem como os "polícias do mundo", como a maior e mais poderosa
"broca mortífera" capaz de furar e rasgar a superfície do solo,
subsolo e até ao magma, e esburacar e destruir tudo quanto é ninho de rato,
como túnel, passagem secreta, minas, grutas feitas esconderijos de
terroristas-morcegos ou rebeldes-toupeiras. Foi mais ou menos assim, que foi
propagandeada a bomba despejada sobre o Afeganistão, que desta vez não se
chamava "litle boy", mas que foi ordenada descarregar por um loiro
rapaz, que assume a presidência dos EE.UU, com nome do pato mais famoso da
Disney, Donald. Donald Trump. A MOAB, que deve o seu nome também a uma cidade
do Utah, ou noutra versão, a uma montanha da Jordânia, ali nas imediações do
rio Jordão, foi lançada, também para servir de aviso aos norte coreanos, um
povo que não vai à bola com o tal personagem com ar de roberto leal, e
casado com uma beldade de fazer inveja a qualquer princesa ou odalisca, vestida
de seda ou cambraia. Em suma: - uma bomba amiga para os americanos e o ocidente
submisso, e uma bomba mortal e destrutiva para o inimigo, que usa armas
fornecidas muitas das vezes pelos yankes. Pelo pouco que se sabe e pelo que não
se sabe sobretudo, a tal bomba foi um fracasso total, ineficaz e do tipo
bombinha de carnaval, quando comparada com um qualquer paiol de foguetes de
Portugal, em laboração. Infelizmente. Como sabemos também, o rebentamento de
uma pirotecnia no nosso país, por altura de fabrico de foguetes, com destino a
subirem ao céu para fazerem felizes a nossa gente sempre em festa popular, e
estoirarem, largando no rebentamento efeitos especiais, é quantas vezes mais
mortífera que a tal MOAB, que causa estragos menos graves e menos vítimas. A tal bomba yank e científica, ao
contrário dos nossos foguetes artesenais, foi mais propaganda, que estrondo de
jeito e com efeitos objectivos e esperados. Os norte americanos, nunca foram um
povo credível desde que se ocuparam de desencadearem guerras por todo o lado, e
sempre em busca de um cemitério aonde enterrar os seus filhos. É Histórico, as
suas perdas e os seus traumas. Hoje como já ontem, são um circo com mestre de
cerimónias apalhaçado, ridículo e perigoso. Dispensávamos bem este tipo de
presidente, da mais poderosa nação do mundo, e o riso ou apreensão que ele nos
provoca. Não foi para isto, de certeza, que ele foi eleito Alguém lhe devia
dizer, que ele se dedicasse mais à Melania doce e silenciosa, e deixasse de ser
tão melão azedo, e de casca dura, que nem sabe levar a mão ao peito quando soa
o hino nacional, senão por indicação da bela modelo. Acertou pelo menos, quando
alertado, aonde ficava o coração!
A Ponte para o sol
Como em Fátima já não há alojamento nem para as moscas, e a oferta para
pernoita e descanso, ainda possível, custa na especulação, umas significativas
e boas moedas de euro, que se pagam por cartão dourado e em notas, o governo do
actual António, 1º ministro do generoso elenco sentado em S.Bento, decidiu
tolerar a falta ao trabalho por causa da visita peregrina do Papa. Embora sendo
laico, o 1º ministro Costa, crente na possibilidade de que no Terreiro sagrado
de Cova de Iria, comporta com mais gente, abriu o coração à vontade dos
funcionários públicos, que desejam muito "estarem presentes" nas
celebrações que ali vão ter lugar, chamadas de Canonização dos pastorinhos.
Estes com toda a emoção, agradecem tamanho respeito pela devoção enquanto
laboriosos agentes do Estado. Mas constatada a falta de hospedarias, e outros
alojamentos confortáveis, e demais espaço, os crentes que professam a religião
das pontes toleradas, vão com certeza rumar a outros santuários, aonde também
poderão andar descalços e de joelhos sobre as areias, a construírem castelos
com os filhotes, e até aliviados de roupagem muito oficial, a fazerem um
sacrifício numa qualquer esplanada algarvia, aonde o sol também baila e
conforta. Encontrar culpas e culpados por isto assim acontecer, é não ter a
noção de que o país, é grande para uns e pequeno para outros. É religioso
quando quer e demonstra quando convém, fé no seu povo, que lhe serve de
clientela quando dela precisar. E está para breve essa necessidade.
"Eleições à porta, seja Deus louvado. Seja Deus louvado...seja..."!
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