sexta-feira, 19 de maio de 2017

"Pancada total"

O título que encima este texto bem poderá confundir-se com o de uma tese apresentada e defendida por um atleta de baixa competição, que ao que dizem frequentou o Ismai- Instituto Universitário da Maia - que, pensamos nós, está para os cursos lá tirados como as cartas de condução conseguidas em Bragança. O ex-aluno "universitário" em jogo, segundo o noticiado, ao que parece é Mestre na área do Desporto, e com alta nota, que um docente do Ismai defende ser ajustada. E nós também. Afinal o académico Madureira, já deu vastas provas de que é um verdadeiro mestre nos campos de futebol, que de resto domina com ambos os pés. Mas a notícia acrescenta, que o capitão de equipa do Canelas, clube que não encontra adversários que contra ele arrisque ir a jogo, não sabe sequer Português, disciplina fundamental para uma boa e eficaz comunicação, e dá muitos erros ortográficos, a juntar aos já dados na indisciplina. Foi com grande surpresa, que vemos agora uma exigência da Inspecção-Geral da Educação, que quer apurar da veracidade e legalidade de tal título académico dado ao elemento e líder dos Super Dragões, pois os erros são por de mais evidentes na tese apresentada que lhe permitiu arrancar o curso com 17 valores, com a permissividade do docente do Ismai, sabe-se lá a troco de quê, e seu defensor acérrimo. Também nos parece que está a ser pedida uma investigação ao frenético líder da maior claque de futebol do norte, quando sabemos que até políticos de "boa estirpe", também sacam de licenciaturas superiores, sem nunca terem posto os pés nos recintos de estudo, e outros até foram mais longe, ao Brasil, certificarem-se, e chegaram longe, embora hoje alguns, nem na bancada se sentam. É certo que fomos surpreendidos com a notícia, pois sempre julgamos que o super-dragão, era formado em curso e coisa, que suscitasse maior confusão, tal como, Mestre com tese, em Broncas e Bagunçadas, ou Pancadaria arbitrária. Afinal o rapaz da camisola azul e de olhos no ferrari, apresenta no seu currículo, para além de bilheteiro, competências nunca ouvidas e muito menos julgadas. Até ver. A investigação ainda vai começar, mal soe o apito da Inspecção-Geral da Educação. Aguardemos pelo resultado!


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Leonardo Jardim - O Campeão

Leonardo Jardim - o Campeão!

- O Mónaco é um principado,
governado por um só Rei,
que um dia saiu embarcado
de uma ilha que eu cá sei;

Desde a ilha do sol e mais formosa,
alcançou a luz do continente,
aonde plantou uma rosa,
com o perfume dessa boa gente;

Com talento esforço e humildade,
muita coragem e bom coração,
da Madeira trouxe a verdade
que faz dele um campeão;

O rei de França é Leonardo, 
Jardim e mestre a enaltecer,
uma chama, uma lição, um tornado,
que Paris viu e a pôs a arder;

Mas os jornais lusos quase o ignoram.
Chamasse-se ele Mourinho
e outros logo o nomeiam e condecoram
com elogios largos e lambido respeitinho;

No Mónaco com o real saber,
 comandou e coroou suas estrelas,
que lutaram e brilharam, até obter,
a fama e a glória das mais belas;

Parabéns Leonardo Jardim,
pelo triunfo maior conquistado
no Principado em que oui é sim,
e o teu feito, Gália além, o mais falado!


quarta-feira, 17 de maio de 2017

A Pobreza indefesa

Para que a pobreza não seja ainda maior, mais expressiva, vamos lá enriquecê-la, dando-lhe a palavra, falando e escrevendo mais dela, para que os que dela têm conhecimento e enchem a boca, e os que a vendo assobiam para o ar, e para que não se esqueçam que ela existe, fere como cão raivoso e faminto, mói e mata aos bocadinhos. Se os estudos e as estatísticas publicadas por quem disso se ocupa e ganha a vida, estão certos, e cremos que até podem pecar por não a porem  toda descoberta, temos que em Portugal, que uma em cada quatro pessoas, percorre o dia-a-dia em cima da linha da exclusão social. Da marginalização. O número de famílias com sinais exteriores de miséria, e outros estigmas mascarados, atingem em Portugal 2,6 milhões de residentes. Neste país de vitórias atrás de vitórias, umas folclóricas outras meio pimbas, e de grandes feitos, desde o pontapé nas bolas confusas, complexas manifestações religiosas, às colcheias e semifusas dos festivais da cançoneta, Portugal, segundo os dados do INE, está "gordo" de tanta pobreza com fome à mistura. Pobreza de meios para dela se livrar, e fome de rendimentos disponíveis que não dão sequer para o mata-bicho. País desigual e injusto como este é difícil de achar na Europa, e um pouco mais além. Sol tem com fartura para turista com óculos protectores, camisa florida e chapéu de palha para se espraiar, e banhar nas águas da costa marinha. Costa optimista também há, e moreno, que enquanto 1º Ministro se regozija de contentamento, só arrefecido pelo Chefe de Estado, que aprecia o mar, mas que não brinca na areia a construir castelos, que à mínima vaga mais subida, os derruba. A pobreza entre paredes, que alberga vidas mal escoradas, é que não vai a banhos, excepto quando as lágrimas lhe escorrem pelo rosto abaixo e vão desaguar num mar de tristeza e de frustração, e nelas braceja pedindo também um chapéu que a defenda, e palha que a sustente. País desigual e injusto, que atende rápido quem cavalga a onda refugiada, e que depressa é assistida por um bando de voluntários oficiais com colete fluorescente, que lhe estende à chegada melhores condições e direitos, e lhe fornece rendimento superior àquele que disponibiliza à pobreza nacional denunciada, e à que se mantém calada numa manta de retalhos. E o país é tão pobre, que até não cativa sequer os tais refugiados bem equipados, que à mínima oportunidade abandonam quem lhes deu regalado acolhimento com braços abertos e reportagem para têver e condoer. Os portugueses que estão em risco de pobreza e de exclusão, sujeitos a varrimento social, esses, terão que gramar a situação, aligeirada entre discursos demagógicos que a ocasião aconselha, de que o país está melhor e a crescer. Para que lado é que falta saber, mas suspeitamos que é para o lado de sempre – o dos ricos. É por estas causas e outras razões, que a pobreza se torna violenta por vezes, se incrimina a ela mesma, e vai parar atrás das grades. E por lá arranja forma de subsistência aos quadradinhos. Esta violência doméstica, o país de uma forma ou de outra, tudo há de pagar!


segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Título não cai do céu

- E caiem pétalas sobre a Luz,
e no país se respira um ar de felicidade;
O sal do norte à beira mar seduz,
e resultam num sol do sul e de verdade;

Já da Invicta o mar agreste em nada se traduz
se não em birra, e raivosa ferocidade.
as queixas mil pelo imenso catrapus
que do campeonato guardam ferida saudade;

E as pétalas suaves reluzem vermelhas,
feitas de sangue, das lágrimas, com suor;
e se no norte há inveja nas mentes velhas,
no sul, à Luz do sol se canta o amor;

E a luz brilhante vem beijar os campeões,
que desde o suave sul até ao rude norte,
saberão ser francos e generosos corações,
e voar alto como águia que venceu a morte!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Protestos fardados

Em Instituições aonde devia imperar a Ordem, a Disciplina e a Coesão, está-se cada vez mais assistir a uma espécie de levantamento da crista e da garupa, de reivindicações atrás de protestos por coisas de puro egoísmo. Se os ministérios das tutela não entrarem em alerta, ver-se-ão dentro de algum tempo a braços com uma desagregação dentro dos quartéis das Forças de Segurança, da Defesa, da ordem e da vigília, como nunca. Os sindicalistas das Forças fardadas, e agora até de um general que só vai ao Kosovo em viagem de visita, quase turística, mas não na qualidade de Chefe Militar superior e exemplar, protestam sem razão por tudo e por nada, fora do campo de batalha, mas no facebook ou na TV. Ou melhor: reivindicam melhores salários, privilégios de classe, e disfarçam tais reivindicações, exibindo-se para falsear os dados, atrás de marmitas, e na falta de fardamento fashion, armamento obsoleto, da escassez de bólides que os levem rápido na perseguição do crime e na volta ao supermercado, instalações arquitectónicas viradas ao sol e ao mar, e promoções sobretudo. E para nos descansarem, dizem que não é só pelo dinheiro. É por uma maior eficácia no desempenho das missões. Esta é boa, não é? O bom serviço a prestar está na proporção directa do dinheiro que eles embolsam. Fora o que lhes chega por vias tortas de trânsito confuso. Nunca os militares e outras Forças que servem o Estado e a elas aderiram voluntáriamente, tiveram tantos privilégios e condições de bem estar e de estabilidade como hoje. Todos quando cessam a suas carreiras e entram na reforma, vão bem abonados de salário e aviados de rendimentos extras. Não se conhece um sem-abrigo que tenha sido elemento de tais Forças fardadas profissionais. Pelo contrário, ainda hoje se sabe e vê, antigos militares que não foram para o Kosovo mas para as ex-colónias, a vaguearem por aí sem ter quem lhes valha, sem pão nem trabalho. Se o Estado, não tomar providências cautelares, contra estes reivindicadores de tempos de fazerem compras nas horas de trabalho, armados em funcionários públicos de gabarito, e deixar acumular os protestos e permitir o erguer da crina e do boné, ver-se-à dentro de pouco tempo, sem defesa para os fazer baixar a pala e garantir a guarda. Aqueles sindicatos corporativistas, defensores dos incriminados que integram as suas fileiras e até "condecorando-os", apenas estão interessados em marchar, para sacar ao Estado mais do que ele lhes dá e os faz proprietários, aproveitando e desafiando a moleza da democracia, quando pressentem que ela está a ser dirigida por governantes sem a experiência de não terem passado pela tropa, e por isso desconhecedores do oportunismo que em tais quartéis desfila e montou bivaque. Há um pressentimento generalizado, de que os tempos são para sacar ao máximo, mas despidos do sentimento de à democracia e à sociedade, dar o melhor e mais honesto contributo. A onda que se levanta em muitos Instituições de um Estado de Direito, é a de um fartar vilanagem!

      

quarta-feira, 3 de maio de 2017

MOAB - a bomba de carnaval

Designada como a "Mãe-de-todas-as-bombas", a GBU-43/B, abreviada com a sigla, MOAB, é considerada pelos norte-americanos, que também se impõem como os "polícias do mundo", como a maior e mais poderosa "broca mortífera" capaz de furar e rasgar a superfície do solo, subsolo e até ao magma, e esburacar e destruir tudo quanto é ninho de rato, como túnel, passagem secreta, minas, grutas feitas esconderijos de terroristas-morcegos ou rebeldes-toupeiras. Foi mais ou menos assim, que foi propagandeada a bomba despejada sobre o Afeganistão, que desta vez não se chamava "litle boy", mas que foi ordenada descarregar por um loiro rapaz, que assume a presidência dos EE.UU, com nome do pato mais famoso da Disney, Donald. Donald Trump. A MOAB, que deve o seu nome também a uma cidade do Utah, ou noutra versão, a uma montanha da Jordânia, ali nas imediações do rio Jordão, foi lançada, também para servir de aviso aos norte coreanos, um povo que não vai à bola com o tal personagem com ar de roberto leal, e casado com uma beldade de fazer inveja a qualquer princesa ou odalisca, vestida de seda ou cambraia. Em suma: - uma bomba amiga para os americanos e o ocidente submisso, e uma bomba mortal e destrutiva para o inimigo, que usa armas fornecidas muitas das vezes pelos yankes. Pelo pouco que se sabe e pelo que não se sabe sobretudo, a tal bomba foi um fracasso total, ineficaz e do tipo bombinha de carnaval, quando comparada com um qualquer paiol de foguetes de Portugal, em laboração. Infelizmente. Como sabemos também, o rebentamento de uma pirotecnia no nosso país, por altura de fabrico de foguetes, com destino a subirem ao céu para fazerem felizes a nossa gente sempre em festa popular, e estoirarem, largando no rebentamento efeitos especiais, é quantas vezes mais mortífera que a tal MOAB, que causa estragos menos graves e menos  vítimas. A tal bomba yank e científica, ao contrário dos nossos foguetes artesenais, foi mais propaganda, que estrondo de jeito e com efeitos objectivos e esperados. Os norte americanos, nunca foram um povo credível desde que se ocuparam de desencadearem guerras por todo o lado, e sempre em busca de um cemitério aonde enterrar os seus filhos. É Histórico, as suas perdas e os seus traumas. Hoje como já ontem, são um circo com mestre de cerimónias apalhaçado, ridículo e perigoso. Dispensávamos bem este tipo de presidente, da mais poderosa nação do mundo, e o riso ou apreensão que ele nos provoca. Não foi para isto, de certeza, que ele foi eleito Alguém lhe devia dizer, que ele se dedicasse mais à Melania doce e silenciosa, e deixasse de ser tão melão azedo, e de casca dura, que nem sabe levar a mão ao peito quando soa o hino nacional, senão por indicação da bela modelo. Acertou pelo menos, quando alertado, aonde ficava o coração!


A Ponte para o sol

Como em Fátima já não há alojamento nem para as moscas, e a oferta para pernoita e descanso, ainda possível, custa na especulação, umas significativas e boas moedas de euro, que se pagam por cartão dourado e em notas, o governo do actual António, 1º ministro do generoso elenco sentado em S.Bento, decidiu tolerar a falta ao trabalho por causa da visita peregrina do Papa. Embora sendo laico, o 1º ministro Costa, crente na possibilidade de que no Terreiro sagrado de Cova de Iria, comporta com mais gente, abriu o coração à vontade dos funcionários públicos, que desejam muito "estarem presentes" nas celebrações que ali vão ter lugar, chamadas de Canonização dos pastorinhos. Estes com toda a emoção, agradecem tamanho respeito pela devoção enquanto laboriosos agentes do Estado. Mas constatada a falta de hospedarias, e outros alojamentos confortáveis, e demais espaço, os crentes que professam a religião das pontes toleradas, vão com certeza rumar a outros santuários, aonde também poderão andar descalços e de joelhos sobre as areias, a construírem castelos com os filhotes, e até aliviados de roupagem muito oficial, a fazerem um sacrifício numa qualquer esplanada algarvia, aonde o sol também baila e conforta. Encontrar culpas e culpados por isto assim acontecer, é não ter a noção de que o país, é grande para uns e pequeno para outros. É religioso quando quer e demonstra quando convém, fé no seu povo, que lhe serve de clientela quando dela precisar. E está para breve essa necessidade. "Eleições à porta, seja Deus louvado. Seja Deus louvado...seja..."!