Duarte Lima, “ex-quase-tudo”
quanto se pode ser num Portugal duvidoso,
excepto da acusação que é sobejamente divulgada, é agora procurado e perseguido
a partir de terras “onde judas perdeu as botas”, e esperto como o Alho,
reconhecidamente, vai –se bater com todas as armas para descalçar a bota, antes
de ser atirado ao “tapete”, para ser “julgado” em Portugal, onde tem
consideráveis e bem colocados “fãs”. Ele que não é cabeça de alho chocho,
pôs-se na alheta de acordo com a estratégia planeada, e agora escondido num
buraco que nem Sadam ou khadafi, prepara em território que já foi árabe, a sua
defesa, sabendo de antemão, e nós também, que as possibilidades de ser
absolvido do crime hediondo de que fugiu e está acusado desde o Brasil, pela
“Justiça” portuguesa, são imensas, e à absolvição ainda será anexado um pedido
de desculpas pelo transtorno provocado. Este “conforto táctico” que lhe chega
pela sua passagem e experiência por “áreas de influência”, onde pululam
políticos no activo suspeitos e com processos judiciais, ou outros que estão
sob alçada da Justiça, desde ex-ministros, gestores protegidos, banqueiros,
empresários, vendedores de sobreiros uns, compradores de submarinos outros ,
montes no alentejo, autarcas
fraudulentos, e até presidentes supremos que avisados, se revelaram bons
negociadores na bolsa de valores, e desde que Abril abriu as portas da
ilicitude e da corrupção, que não deixa de fora quase nenhum dos que se sentam,
comprometidos, ou sentaram no parlamento, ocupado por compadres e familiares,
especialistas em maroscas e negociatas, neste país que não tem muita escolha em
Eleições, e é obrigado a eleger os mesmos que sempre se apresentam porque
sempre disponíveis enquanto a figueira der figos, serve agora o foragido na
posse deste conhecimento, para os trazer capturados e com eles se proteger. Desconfiados disto
tudo que não é pouco, as autoridades judiciais brasileiras, parecem não querer
entrar nesse jogo, caír nessa esparrela que o suspeito de crime, mais os seus
advogados, estão a montar em Portugal, e tratam de o exigir de volta ao local
do crime. A ver vamos no que isto vai dar.