segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Mundo do Homem de hoje


O Mundo no dia a dia, não passa de conversa fiada. Os acontecimentos mais escabrosos, tenebrosos, são a matéria prima para guiões “hollywoodescos” ou para criar através da pena do romancista, um best-seller. As guerras em geral, os nazi-campos de concentração da dor e morte, as ocupações de “gazas” e de outras faixas, territórios colonizados, e de tudo que resulta em fome e matança macabra é motivo principal apenas para filme, documentário ou tratamento em conferências internacionais, com todos os líderes refastelados, em pose sorridentes para a fotografia que fará parte de um álbum, que alguém lhe chamará, histórico, após debitarem muitos lamentos e tecerem acordos e tomarem medidas que só resultam em nada. As carnificinas ocorridas até ontem no Mundo,ocupam-nos, ao que parece, mais tempo e provoca maior preocupação do que as que ocorrem hoje e mais perto de nós por acção dos “media”, quer no Médio Oriente ou Mundo Árabe(como se de outro “Mundo” se tratasse), quer da Síria, quer no difícil de roer” Corno de África”, e que se repetem há muitos e longos anos. Morrem quotidianamente e domesticamente, mais gente debaixo da força assassina, da bala cobarde e à fome, que somados, superam a população de algumas Nações, e sem que tal drama mereça mais notícia, ou que mereça menos notícia que a publicidade ás cuecas do Beckham, ao baptizado e ás fraldas do CR3.5 – o Ronaldo júnior, e maior contestação no resto do Mundo ainda em paz. O que se passa na Somália, Etiópia, Eritreia, no campo de refugiados e da morte de Dadaab, que “aprisiona” uma população que equivaleria a ser a terceira cidade de Portugal, não provoca nos dias que nascem a solidaridade que foi erguida no passado para os conflitos dramáticos nos pós-guerras, e uma reacção enérgica contra os Estados e as políticas actuais que levam os povos à vida de miséria e à morte miserável. As mecas do cinema estão atentas, as “câmeras” estão a postos e prontas, os guionistas tomam notas, mas qualquer “obra artística” que dê em “Espectáculo” com direito a passerele, sob a direcção de uma ONU da conversa fiada, virá impregnado com o cheiro a holocausto do tempo moderno e hipócrita.